SENAI Brasil Fashion: último encontro de coaches e alunos mostra diversidade e inclusão com cast incrível e autoralidade nas criações


O super desfile que coroa as 12 duplas selecionadas no projeto de educação profissional acontece hoje, no Rio de Janeiro, e traz o cast mais diverso e inclusivo já visto na moda, com nomes como Lais Ribeiro, Paola Antonini, Emanuela de Paula, Bruno Montaleone, Valentina Sampaio, Carol Trentini e Sam Gonçalves

Um cast como nunca se viu! Nesta quarta-feira (dia 21) foi realizado o último encontro pré-desfile da 5ª edição do SENAI Brasil Fashion, promovido pelo SENAI CETIQT, e a diversidade reinou nos camarins, entre provas de roupas, testes de passarela, cabelo, maquiagem e ajustes de peças. O momento foi mais uma oportunidade de abraçar a experiência prática em moda e mercado, oferecida aos alunos selecionados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de todo o Brasil. O projeto promovido pelo SENAI CETIQT nasceu como uma plataforma de conexão entre estilistas consagrados e alunos da moda, tem os coaches Lino Villaventura, Lenny Niemeyer, Ronaldo Fraga e Alexandre Herchcovitch. O grande momento, que encerra a edição, é marcado pelo desfile das mini coleções de cada dupla de alunos, que acontece hoje (dia 22), no Centro Cultural Ação Cidadania, no Rio de Janeiro.  Entre cor, gênero e corpo, o último dia de ajustes trouxe uma prévia da importância da representatividade em um país tão diverso como o Brasil. E, mais do que isso, leva para o centro do holofote a valorização de um projeto que traz visibilidade para a educação profissional e e mercado de trabalho na moda brasileira.

SENAI Brasil Fashion: Lenny Niemeyer, Alexandre Herchcovitch, Ronaldo Fraga e Lino Villaventura se reúnem, no SENAI CETIQT, com 12 duplas de alunos de moda de todo o Brasil e preparam um grande desfile

O coach Alexandre Herchcovitch e o consultor criativo Jackson Araujo dando os últimos ajustes no último encontro pré-desfile (Foto: Fotosite)

“Todo Mundo Tá na Moda” é o tema que levou os alunos dos cursos de longa duração de moda do Senai selecionados no projeto a construírem suas narrativas nas coleções que estrelam o desfile. O cast trouxe para as duplas o que elas desejavam: diversidade. E, divididos entre modelistas e estilistas, as duplas tiveram a oportunidade de trabalhar com a consultoria de profissionais de diversos ramos da moda e ouvir conselhos e sugestões de nomes consagrados do setor, a fim de formar profissionais completos e que pensam nos aspectos sociais e culturais enquanto produzem. Para tornar a experiência ainda mais como uma fonte de conhecimento, o SENAI Brasil Fashion dividiu-se em três fases. A primeira foi a imersão, na qual os alunos adquiriram a expertise para desenvolver seus projetos, por meio de palestras, de visitas técnicas e de um conjunto de informações que incentivaram reflexões em torno do tema.

Lenny Niemeyer, Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch e Lino Villaventura formam o time de coaches que orientam os alunos até o grande desfile (Foto: Rafael Aguiar)

A segunda fase foi o processo de criar, quando eles apresentaram os protótipos de suas peças para que os coaches e consultores pudessem propor modificações e ajustes. Nesta fase, eles decidiram também como iriam  “narrar” a coleção e o tema durante o desfile. Foram escolhidos os elementos que iriam compor os looks, trilha sonora e cenografia, com a oportunidade de trabalhar diretamente com consultores especialistas em cada área para o grande desfile. Entre os participantes, o stylist Daniel Ueda, o responsável pela trilha sonora Max Blum, o diretor de casting Ed Benini, o diretor de desenvolvimento e modelagem Wilson Ranieri, o consultor criativo Jackson Araujo e a produtora Chá das Cinco assinando cenografia. “Eu acredito  que evolução é uma palavra bem importante nessa caminhada. Nessa edição, tivemos algo muito avançado em relação às anteriores: os alunos propuseram suas ideias e, ao mesmo tempo, foram muito receptivos às sugestões dos coaches e dos consultores. Isso é um grande passo do projeto, porque coloca a ideia de que a educação profissional, feita com todas essas vivências criativas, só pode acontecer se tiver a integração de todas as partes. Nós vimos materializações melhores do que eles trouxeram inicialmente, não só os croquis criaram formas tridimensionais, como também ganharam em design, construção de modelagem e em construção de identidade de cada dupla”, revelou Jackson.

Coaches e consultores do SENAI Brasil Fashion 2018 (Foto: Rafael Aguiar)

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Na terceira e última fase, foram feitas as provas de roupas e beleza nos modelos que irão desfilar, como acompanhado com exclusvidade pelo site HT nessa quarta-feira ao lado dos profissionais de moda. A última fase foi essencial para fechar o ciclo e receber as últimas sugestões dos coaches e consultores, que observam cada detalhe, tanto do caimento da peça ao atravessar a passarela quanto do acabamento da costura. Com seus kits, cada dupla colocou a mão na massa e correu contra o tempo para finalizar a tempo, Segundo Jackson Araujo, esse processo é natural. “Só acaba quando entra realmente na passarela. Até lá, surgem ajustes e imprevistos de última hora que aprendemos a lidar”, explicou o consultor.

Jackson Araújo, Consultor Criativo do Senai Brasil Fashion 2018 dá as últimas orientações (Foto: Anna Castro)

De acordo com Lino Villaventura, esse é o momento valioso de aprendizado, principalmente para lidar com as mudanças que podem acontecer antes de entrar na passarela. “Quando os alunos mostram o projeto e as ideias, nós orientamos, cortamos alguns aspectos e tentamos enxergar o que é mais viável, principalmente por ser destinado a um desfile. Eu sinto que eles têm uma certa dificuldade com execução, então temos que orientar da melhor forma, em que eles possam adquirir esse conhecimento essencial de passarela. Hoje o resultado foi surpreendente! Tudo está muito lindo e foi realmente um trabalho desenvolvido por eles com bastante sucesso”, afirmou Lino. Marielle Ferreira e Joseti Viegas, a dupla orientada pelo coach, saiu do Maranhão para participar do projeto no Rio de Janeiro e encontrou desafios no desenvolvimento da coleção, enquanto lutava contra o tempo. “Da ideia inicial até essa etapa, eu fico feliz que continuamos com a ideia de usar a fibra. Ela tinha sido descartada no meio do processo, mas acabamos recuperando o que planejávamos inicialmente. O maior desafio foi trabalhar com ela, porque é um material que desmancha muito e, além do trabalho da montagem, existe o desafio da costura por ser difícil de manusear. E, também, lidar com as mudanças, muitas vezes tínhamos que alterar alguma ideia e com um trabalho pronto já. E ainda enfrentamos problema na compra do material, porque tivemos que buscar fora daqui. Foi difícil, mas conseguimos”, revelou a dupla.

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Uma das modelos que veste a coleção da dupla é Emanuela de Paula, consagrada internacionalmente e que já desfila pela terceira vez para o SENAI Brasil Fashion. “Eu vejo a importância da inclusão, principalmente porque somos modelos do mundo. Nós precisamos incentivar isso em todos os meios e temos a responsabilidade social de representar o mundo como ele realmente é. Além da representatividade nos modelos, eu vejo a diversidade nos estilistas e nas coleções, que têm traços únicos da identidade de cada dupla. Isso é incrível!”, comentou a modelo, que desfila na coleção juntamente com Maria Oliveira e Priscila Ribeiro.

O cast também conta com personalidade conhecidas na internet, como a modelo Paola Antonini, que tem o membro inferior amputado e faz parte da representatividade de muitas pessoas que passaram por histórias parecidas com a ela, que sofreu um acidente. Hoje, Paola realiza muitos projetos e trabalhos que inspiram pessoas como ela. “Eu me sinto extremamente grata de estar aqui e nunca pensei que fosse possível. Me sinto com certeza um exemplo de que as baixinhas e as pessoas amputadas no geral podem modelar, desfilar e serem o que quiser. Esse projeto traz isso de uma forma muito forte!”, frisou a modelo, que desfila para a coleção de Otávio Nascimento e Douglas da Silva, de Belo Horizonte, Minas Gerais. A dupla conta com o cast, além da Paola, do surfista biamputado Pauê e Vagner Molina. A terceira dupla de Lino Villaventura, Thiago Gritten e Mayara Mamede, vai para passarela com as modelos Barbara Berger, Mariane Calazan e Taila Berwing.

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Lenny Niemeyer, a estilista consagrada do beachwear, foi a primeira coach a começar as provas de roupa com suas duplas. Em um processo de troca com os alunos, ela viu-se admirada com o trabalho e o processo que levou até o resultado final. “Eu gostei muito do que eles produziram e estão felizes com o conjunto, até porque um desfile não é só a roupa, é o cabelo, a maquiagem, a música, o sapato e o cenário. É um momento muito importante para os alunos e vivenciar isso é a maior experiência proporcionada pelo SENAI CETIQT. Eu fico honrada de participar, porque não tive essa oportunidade quando comecei e aprendi da forma mais difícil”, afirmou Lenny.  Ainda sobre o processo criativo, a estilista identifica a importância do papel do coach. “Eu procuro respeitar cada ideia dos alunos. Eu acredito que eles têm dificuldade na execução, porque não estão fazendo só uma coleção, mas todo um processo que vai até a passarela, onde existe uma linha tênue entre o que você faz de roupa comercial com o que você aprendeu e o que realmente insere em um desfile. A minha ajuda é exatamente ensinar esse equilíbrio. Além disso, tentar passar para eles a melhor maneira de executar uma ideia, dentro do DNA que já estão formando para as marcas que eles terão, porque eles são o futuro da moda”, completou.

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O progresso de cada dupla foi visto por quem acompanhou de perto, como a assistente da Lenny, a designer de moda Raíssa Campos, que participou do projeto em 2017 e hoje ajuda nas orientações com a coach. “Eu enxergo que existe uma diversidade muito grande entre as coleções e eu percebi um crescimento enorme com relação ao começo das ideias até essa etapa, estão bem mais elaboradas e incríveis. Eles prestaram muita atenção às orientações e isso fortaleceu muito o trabalho de cada dupla”, disse a designer. Com a diferença nas coleções, o cast reforça a proposta. Alguns nomes saltam aos olhos, como o modelo Sam Gonçalves, o primeiro modelo com vitiligo a desfilar na São Paulo Fashion Week, além de ser indicado como o homem com vitiligo mais sexy do mundo. “O que eu achei mais interessante nessa edição são os temas abordados, sobre pele, pessoas, gêneros e pautas que são essenciais e diversas. Eu acredito que seja minha responsabilidade e missão, como alguém que tem vitiligo, influenciar as pessoas que não conseguem se enxergar por diversos motivos relacionados à aparência e não conseguem se incluir por conta do que a sociedade vai achar”, frisou Sam, que veste a coleção da dupla Gabriela Henkels e Milena Gardin, de Santa Catarina, juntamente com as modelos Celina Locks e Eve Moraes. Sam, em suas entrevistas, costuma dizer: “Se seu problema é com cor, eu tenho as duas”.

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O modelo Sam Gonçalves (Foto: Anna Castro)

A representatividade negra é mais um aspecto forte que marca o desfile e as duplas orientadas por Lenny A modelo Louyse veste a coleção da dupla de São Paulo, Tamires do Nascimento e Maurício Caetano, e tem uma história recente nas passarelas, mas que já está inclusa em um projeto com ícones da moda. “É incrível como a diversidade está presente aqui, principalmente por eu ser negra, então eu estou me sentindo em um papel de representatividade muito grande, que é o que precisamos, ainda mais tão próximo ao Dia da Consciência Negra. Os tempos são outros e as pessoas que possuem a oportunidade de estar nesses lugares, têm que cumprir esse papel. E eu acho incrível que, mesmo que eu tenha começado há tão pouco tempo, eu possa participar de um evento tão grandioso e especial”, comentou a modelo, que vai desfilar também com  Isabela Eing e Renata Kuerten. A terceira dupla que integra o time Lenny é composta por Cíntia Silva e Fabíola Araújo, de Pernambuco e conta com um cast poderoso: Daiane Conterato, Liza S e Ivy Souza.

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Além da diversidade de cor, a de gênero também marca presença nesta edição, incluindo nas duplas do estilista Ronaldo Fraga. “Agora o momento é de festa! Nós temos trabalhado muito nas imagens, referências e estou extremamente surpreendido com o resultado final. Eu acredito que o papel do coach é o de guiar em um percurso e percebi como eles conseguiram superar dificuldades. Agora nós vemos três duplas com estilos completamente diferentes e que se encontraram, cada um na sua visão e você vê que eles estão felizes. Acho que quebramos todo dia um pouco da barreira que existe nesse sentido de união e diversidade, até porque é o único caminho em frente”, comentou Ronaldo. Dentro de suas duplas, alguns modelos se destacam, como Goan Fragoso, andrógeno e que começou a modelar na fotografia e assim alcançou as passarelas. “Eu acredito que o que vemos aqui no desfile é a realidade brasileira, porque o que víamos nas passarelas antigamente não é maioria e nem representa tantas pessoas como estamos fazendo agora. Nem tudo mundo tem pele clara, cabelo liso, é magro e alto. Às vezes, as pessoas nos expõem e colocam uma vitrine na diversidade, sendo que deveria ser comum e normal, é a realidade das pessoas que estamos falando sobre. É necessário popularizar isso e assim ajudar outras pessoas a se sentirem bem com quem elas são”, comentou Goan, que usa a coleção da dupla João Incerti e Alice Py, do SENAI CETIQT, do Rio de Janeiro. Além do modelo andrógeno, a modelo transexual Valentina Sampaio também integra o time que desfile para a dupla. “Eu acho que o universo da moda é onde podemos unir e trazer todos esses discursos de identidade diferentes, inclusive para outros mercados. Tudo que os estilistas e nós vivemos aqui é muito bacana”, revelou Valentina. Junto desse time, o modelo Weslley Baiano também causa nas passarelas.

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A idade também quebra barreiras para o SENAI Brasil Fashion. Com três modelos na faixa dos quase 50 anos, o cast da dupla Stevan Siqueira e Gabriela Silva também mostra a inclusão. Paulo Zulu, personalidade conhecida pelos anos como modelo, integra o time que traz mais um traço da diversidade. “A moda é feita por todos nós e somos parte de um conjunto da sociedade e precisamos que as pessoas entendam isso. Cada um tem sua personalidade, sua mensagem, sua identidade e força que querem transpassar na moda, inclusive em todas as coleções que vimos. O mundo tem evoluído nessa percepção e é incrível o que todos criaram aqui. Além disso, é uma oportunidade para todos conhecerem e trabalharem com os ícones da moda. O SENAI Brasil Fashion é uma forma de aprendizado mútuo que agrega muitas visões novas a esse ramo. Eu acredito que iniciativas como essa abrem espaços para outras possibilidade de mercado e outras ideias novas”, revelou Paulo. Ainda no mesmo time, o modelo baiano Guto Esteves é o grisalho que também sente ser uma exemplo de representatividade. “Eu acredito que esse projeto tira o peso dos rótulos das pessoas. Nós vestimos aquilo que nos faz bem e como queremos ser interpretados. A roupa passa uma mensagem sobre sermos e sem rótulos, somos mais livres para mostrar mais de nós mesmos”, afirmou.

O terceiro modelo que integra o cast da dupla é Marcos Luko, com mais de 20 anos de experiência nas passarelas e que assumiu os cabelos grisalhos e sente-se bem, principalmente ao participar de um projeto inclusivo. “A moda é aberta e eu acredito muito nisso, sem distinção como idade, peso, gênero. E o melhor é que tem mercado para todos e isso vai continuar aumentando e se expandindo. Me considero um representante da minha idade e principalmente dos meus cabelos grisalhos, mostrando que não é sinônimo de algo ruim ou feio, faz parte da vida e tenho visto muitas pessoas assumindo os fios, inclusive mulheres. Acredito que inclusão aguça o mercado criativo, assim como a percepção da sociedade sobre o que é bonito. Temos que assumir os fios brancos!”, disse o modelo.

A terceira dupla vem de Pernambuco mostrando a variedade e riqueza cultural do país: Janaina Albuquerque e Marcel Pereira vestem os modelos Fernando Schnerocke, a top model Carol Trentini e a modelo portadora de deficiência visual e albina Andreza Aguida.

Ronaldo Fraga e Jackson Araújo trocam as últimas impressões nos bastidores do SENAI Brasil Fashion 2018 (Foto: Anna Castro)

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O estilista e coach Alexandre Herchcovitch também esteve em diálogo e troca constante com seus alunos que, segundo ele, percorreram um caminho até a identidade que construíram. “Eu vi um aperfeiçoamento nos projetos das duplas, mas não uma mudança absurda, principalmente porque não gosto de interferir tanto. Eu acredito que a responsabilidade de mostrar o que eles querem é unicamente algo que vem de uma identidade própria. Nós reparamos, também, coleções mais coerentes, porque é o momento de pensar em conceito e desenvolvimento de ideia. Se focar muito na técnica também, eles perdem o momento de pensar narrativa. Os projetos são os mais diversos possíveis e eu fiquei muito feliz com os resultados”, comentou o coach. A diversidade das duplas que compõem o time Alexandre são de locais completamente diferentes no Brasil. Uma delas, do SENAI CETIQT no Rio de Janeiro, composta por Maria Leal e Isabela Santhiago, veste as modelos que sintetizam muito da diversidade proposta pela edição 2018: a top model e angel da Victoria’s Secret Lais Ribeiro, a modelo transexual Ariella Moura, e a modelo plus size Maria Luiza Mendes. Lais, conhecida mundialmente e que participa pela primeira vez como modelo do projeto, sente a esperança de mudar o cenário para o mais diverso possível. “Eu fico indignada que ainda tenhamos que exigir tal representatividade, mas eu vejo como um movimento lindo e que vem se tornando cada vez mais frequente no mercado da moda”, contou a modelo.

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A segunda dupla, composta por Iure Medeiros e Anna Dantas, traze o ator da Globo Bruno Montaleone, o modelo Ruy Andrade e Márcio Monclair, que possui deficiência visual. “Eu acho essencial que estejamos incluídos em um evento tão importante para a moda como esse. Eu acredito que sou um exemplo para quem quer seguir esse caminho. É como dizemos: tudo pela inclusão. No início fiquei um pouco inseguro, mas toda a equipe passa muita confiança e estou ansioso e com muita expectativa para o desfile”, revelou Márcio. A terceira dupla vêm de Piauí e é composta por Lucas Mesquita e Jéssyca Alves, com um cast rico! Marina Dias, Konan Hanbury e Giovanna Tamplin desfilam com a coleção dos alunos. “É ainda mais crucial que levantemos essa bandeira nos tempos sociais e políticos extremamente difíceis que estamos vivendo. Um projeto como esse realmente tem o poder de trazer uma renovação ao nosso meio”, frisou Marina.

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O SENAI Brasil Fashion, como agente de transformação e inserção dos alunos no funcionamento do mercado, é pioneiro no país. A edição 2018 recebeu cerca de 300 inscrições de alunos de 15 estados. “É um projeto consistente, com planejamento e que começa quando o SENAI CETIQT pensa na estratégia e olha para o mundo”, comentou o curador do projeto, Marcelo Ramos. A transformação de vidas dentro do projeto cria ainda mais novos rostos e perspectivas para o ramo, incluindo a visão fresca e diversificada de jovens que estão entrando no mercado. E a edição de 2018 do SENAI Brasil Fashion, que tem produção da agência SAMBA, mostra o aperfeiçoamento e a evolução de uma ideia única e inovadora como metodologia no país. “A última edição nós valorizamos muito a forma  e, este ano, nós supervalorizamos o conteúdo. Eu acredito que essa seja a maior diferença e é um passo muito positivo dentro da evolução do projeto, dos discursos e das novas vozes que a moda quer e vai propagar daqui para frente”, frisou o consultor Jackson Araujo.