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Dr. Gabriel Basílio fala sobre a cirurgia de correção das “orelhas de abano”, a Otoplastia

A cirurgia para correção do defeito congênito das orelhas de abano é a oitava mais realizada no Brasil, de acordo com censo feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O procedimento corrige e remodela a orelha

Publicado em 31/07/2018 | Por Ana Clara Xavier

A Otoplastia é a oitava operação mais realizada pelos cirurgiões plásticos do Brasil, segundo o censo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Somente no ano de 2016, quase 56 mil pacientes foram operados, indo desde crianças até adultos. O procedimento corrige o defeito congênito das chamadas orelhas de abano. “É uma cirurgia muito comum. Tem um grande apelo infantil, na época do início da trajetória escolar, mas também chegam alguns adultos para operar. Os homens, nestes casos, se incomodam mais por terem o cabelo mais curto. De qualquer forma, o resultado estético final é muito bom e o procedimento é simples”, comentou o Dr. Gabriel Basílio, em sua coluna do site HT desta semana, que ressalta, sempre, que a cirurgia só pode ser feita em hospitais com equipamento adequado para dar toda a segurança ao paciente.

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Dr. Gabriel Basílio é cirurgião plástico com subespecialização em craniofacial (Foto: Sergio Baia)

Efeito congênito que pode causar bullying

Quem nunca conheceu alguém que sofreu na época da escola por ter a chamada “orelha de abano”? Muitas crianças sofrem com comentários alheios por ser algo considerado diferente. No entanto, este problema congênito é bastante comum. A pessoa já nasce com esta diferença que pode aparecer nas duas orelhas ou apenas em uma. “Isto acontece quando as orelhas não têm o seu relevo anatômico completamente formado. Nestes casos, pode faltar o relevo do contorno de fora do ouvido ou tem relação com uma cartilagem um pouco maior e hipertrófica, o que faz com que fique mais separada da cabeça. Esta característica é o que leva muitos pacientes a sofrerem bullying nas escolas”, lamentou o doutor. Exatamente por isso é que grande parte do público que recorre a esta cirurgia é infantil.

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(Foto: Reprodução)

Não faz parte do plano de saúde

Apesar de estarmos falando de um problema congênito, esta operação não possui cobertura médica nos planos de saúde, de acordo com o doutor Gabriel. “Pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde ou de maneira privada”, explicou. Dessa forma, é aconselhável recorrer a esta cirurgia nestes ambientes médicos quando a criança tiver entre 6 e 7 anos de idade.

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Cirurgia rápida, simples e com recuperação tranquila

Embora a Otoplastia envolva a reestruturação de toda a orelha, é um procedimento simples de ser realizado. “São feitos recortes e modelagens na cartilagem do local com pontos fixando. Existe todo um trabalho de esculpir esta orelha para que, a partir daquele procedimento, ela mantenha um novo formato”, explicou. Em crianças, é preferível aplicar uma anestesia geral, mas em adultos a local e a sedação são suficientes para resolver o problema. Sendo assim, a recuperação é tão rápida que o paciente pode ir para casa no mesmo dia”, contou.

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(Foto: Reprodução)

Recuperação em até 15 dias

Da mesma forma como o procedimento é simples, o pós-operatório também é. Apesar do paciente sair do hospital, geralmente, com um curativo, não há necessidade de refazê-lo depois. “Fazemos isto unicamente para evitar sangramentos. Logo depois, nós adotamos faixas compressivas, que se parecem com aquelas usadas por tenistas e bailarinas. Este material cobre todo pavilhão auricular visando proteger a orelha de virar, de ter traumas ou de sair os pontos”, informou. Os pontos são retirados em até 15 dias e, ao final deste período, o paciente ainda está um pouco inchado, mas não toma mais nenhuma medicação. “De qualquer forma, nós pedimos para manter a faixa por 30 dias, especialmente na hora de dormir, para não roçar a orelha e acabar fazendo uma força contrária a todo este processo de modelagem cartilaginosa”, informou. Após passar por todo este tratamento, a pessoa terá uma orelha anatomicamente comum e somente algumas pequenas cicatrizes quase invisíveis.

O diagnóstico precoce pode evitar a cirurgia?

“Em alguns casos, como nos primeiros meses de vida, pode-se fazer o uso de fitas e orteses que remodelam um pouco, com sucesso, mas alerto que pode ocorrer uma recidiva por existir uma memória da cartilagem auricular”, enfatizou.

Contato: dr. Gabriel Basílio

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