Nelson Motta irá lançar o romance ‘Corações de Papel’, musical sobre Tom Jobim e assina ‘Uma Doce Maravilha’


Nelson Motta assina o romance ‘Corações de Papel’, pela Editora Record, décimo terceiro livro de sua carreira e com uma história de amor, passada em 1968, baseada em fato real entre dois jovens de 20 anos. Vem também aí um musical sobre Tom Jobim, além de Nelson colocar sua chancela, pela segunda vez, na curadoria do festival ‘Uma Doce Maravilha’. Em sua segunda edição, o festival estreia de casa nova, o Jockey Club, no Rio. “Diferente de uma turnê ou de um show regular, o festival tem essa característica de ser uma experiência – e possibilitar novas descobertas. Isso não quer dizer necessariamente somente novos nomes, o que é extremamente importante e enriquecedor para o mercado. Mas também novas sonoridades, encontros e arranjos”, pontua

Nelson Motta irá lançar o romance 'Corações de Papel', musical sobre Tom Jobim e assina 'Uma Doce Maravilha'

*Por Rafah Moura

Aos 79 anos, Nelson Motta é uma enciclopédia viva da cultura brasileira. O jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical, teatrólogo e letrista é autor de mais de trezentas músicas com diversos parceiros, como Lulu Santos, Rita Lee, Ed Motta, Cidade Negra, Guilherme Arantes, Dori Caymmi, Erasmo Carlos e a banda Jota Quest. E o nosso grande nome tem novidades: assina o romance ‘Corações de Papel’, pela Editora Record, décimo terceiro livro de sua carreira e com uma história de amor, passada em 1968, baseada em fato real entre dois jovens de 20 anos. Vem também aí um musical sobre Tom Jobim, além de Nelson colocar sua chancela, pela segunda vez, na curadoria do festival ‘Uma Doce Maravilha’. São mais de 40 artistas no line-up, como Jorge Ben Jor, Jorge Aragão, Criolo, Mano Brown, Letrux, Marcos Valle, Maria Bethânia, Xande de Pilares, Capital Inicial, Os Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi, Lia de Itamaracá, Buchecha, Deize Tigrona, entre outros.

A arte, para mim, é a mais completa forma de expressão que o homem encontrou para traduzir a própria história da humanidade” – Nelson Motta

A celebração da música e da cultura brasileira, que será realizada entre os dias 25 e 26 de maio, está de casa nova: o Jockey Club, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Um encontro que traz um perfume gostoso, apresentando ícones da música brasileira para as novas gerações, assim como, coroando novos talentos. “Como a música é uma linguagem universal e sem barreiras, essa mistura traz algo novo que encanta a todos. Quando a Bonus Track me convidou para esse desafio, eu logo pensei: ‘isso é um grande presente para mim, para os artistas e para o público’. A ideia é que cada show seja uma nova festa!”, revela.

Fazer essa curadoria é poder trazer para o palco um pouco da história da música brasileira, misturando estilos e gerações” – Nelson Motta

Nelson Motta vivenciou muitos momentos-chave da História da nossa música. Em 1966, venceu a fase nacional do ‘I Festival Internacional da Canção’ (FIC), com sua música ‘Saveiros’, com Dori Caymmi, interpretada por Nana Caymmi, o que lhe dá um selo de diamante nesse assunto. Os festivais sempre tiveram por essência revelar novos nomes da cena musical. “Diferente de uma turnê ou de um show regular, o festival tem essa característica de ser uma experiência – e possibilitar novas descobertas. Isso não quer dizer necessariamente somente novos nomes, o que é extremamente importante e enriquecedor para o mercado. Mas também novas sonoridades, encontros e arranjos. E essa é a magia e o desafio do trabalho do curador – identificar esse novo e dar visibilidade a ele. É uma busca constante, estamos sempre conectados com tudo o que está acontecendo justamente para escolher o que o público vai gostar de conhecer”, analisa.

Por conta do isolamento social imposto pela Covid, o público se distanciou de experiências culturais, em especial dos shows ao vivo. Por esse motivo, era esperado a apreensão das pessoas com o retorno das aglomerações e a adaptação às medidas restritivas. No entanto, o que vimos que esse sentimento de preocupação deu lugar ao entusiasmo, por isso os festivais têm sido uma forma de reunir públicos de diferentes gerações e grandes e novos artistas no Brasil e no mundo. “Vida longa aos festivais, à música e à cultura! Vejo cada vez mais esse modelo se estabilizar no mercado, mas sempre inovando em formatos diferentes, estilos múltiplos. Construir um festival é um enorme desafio – line up, agendas, local, logística…. Ver esse aquecimento do mercado, e essa renovação também, é muito importante para a cultura e também para a economia das cidades”, frisa.

O jornalista e escritor Nelson Motta

O jornalista Nelson Motta é um dos grandes historiadores da música brasileira (Foto: Victor Hugo Cecatto)

A música brasileira é um mercado bilionário, que vem passando por muitas transformações por conta das plataformas digitais. A Pro-Música, organização que representa as principais gravadoras e produtoras musicais do Brasil, divulgou dados sobre o faturamento da indústria fonográfica no país. De acordo com o entidade, o mercado musical no país faturou R$ 1,2 bilhões, com o streaming sendo responsável por 99,2% dessa receita. Além disso, o órgão ressalta que o mercado musical no Brasil está em alta: no primeiro semestre de 2023, a receita cresceu 12,6% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Já o mercado de streaming cresceu 12,4% em relação a 2022. “Eu falaria muito mais aqui em todas as possibilidades que as tecnologias nos trouxeram de ampliar e reverberar nossa música e cultura para novas audiências, em todos os momentos, na palma da mão das pessoas. O que o streaming e novos aparelhos fizeram pela acessibilidade e conhecimento é uma enorme revolução”, ressalta.

Ele vem acompanhando essa liberdade musical, que anteriormente era um mercado dominado pelas gravadoras. “As novas tecnologias e plataformas criaram novas relações dos artistas tanto no contato direto com o público como também na distribuição de seus trabalhos e mesmo gerenciamento de carreiras. Eu acho importante essa autonomia que os artistas têm hoje. É importante ver, inclusive, como artistas novos e regionais hoje conseguem chegar a novos públicos. Isso é muito importante para todo o mercado e ainda mais para o público”, comenta.

Nelson Motta assina o line up da segunda edição do Festival Uma Doce Maravilha

Nelson Motta vem acompanhando todas as transformações do mercado fonográfico (Foto: Victor Hugo Cecatto)

No fim desse papo, Motta deixa um recado sobre a edição de 2024 do Festival “Uma Doce Maravilha“. “2024 será o ano de grandes surpresas no Doce Maravilha. As meninas maravilhosas do Ayabass – Luedji Luna, Larissa Luz & Xênia França – se reunirão exclusivamente para o festival. Jorge Ben Jor traz sua nova turnê, É Coisa Nossa!. Paralamas do Sucesso vai comemorar os 40 anos do O Passo do Lui e Capital Inicial celebrará os 25 Anos do Acústico com Zélia Duncan & Kiko Zambianchi. Também vai ser uma forte emoção ver Maria Bethânia convidando Xande de Pilares. É uma maravilha, e das mais doces, participar desse evento”, adianta.

SERVIÇO:

Uma Doce Maravilha

Dias 25 e 26 de maio

Local: Jockey Club – Praça Santos Dumont, 31, Gávea, Rio de Janeiro – RJ

Venda de ingressos online: Eventim