Cirurgião plástico, Alessandro Martins conta tudo o que você sempre quis saber sobre cirurgia íntima feminina


Muito tem se falado sobre o tema na última semana. “A cirurgia íntima não é só uma questão estética, ela pode estar associada a queixas funcionais como a dispareunia. E as queixas podem estar associadas também ao aumento de volume, perda de volume ou o comprimento dos seus pequenos lábios. Ou, ainda, uma associação delas. É importante não ter vergonha, não ter medo de expressar sua reclamação para o seu médico”, afirma o cirurgião plástico

Cirurgião plástico, Alessandro Martins conta tudo o que você sempre quis saber sobre a cirurgia íntima feminina

*Por Alessandro Martins

Algumas pacientes têm dificuldade para expressar a queixa quando se trata de informar ao médico sobre o desejo ou a necessidade de fazer uma cirurgia íntima feminina. Trata-se de uma questão bastante delicada, mas, como já pontuei em outros artigos, a mulher nunca deve ter vergonha de comentar a respeito de suas dúvidas. Além de o procedimento ser extremamente difundido hoje em dia, tem resultados não só estéticos, como de melhora na qualidade de vida e na autoestima. Essa operação não é somente estética: dependendo da queixa, elas podem ter uma dispareunia, que é a dor durante a relação sexual. Quando mulheres cujos pequenos lábios são muito longos têm relações, muitas vezes os grandes lábios entram juntamente com a penetração e isso pode machucar, causar dor e desconforto. E, por vezes, elas não sabem dizer por que sentem esse desconforto e não relacionam isso à hipertrofia dos pequenos lábios. Acabam se retraindo, evitando o sexo, tendo problemas com seu parceiro. Na verdade, o procedimento é simples, fácil e com bom resultado estético também.

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Portanto, temos questões funcionais e estéticas em relação à cirurgia íntima feminina. A hipetrofia dos pequenos lábios pode não só causar dor durante a penetração (o que seria uma questão funcional) como gerar queixas estéticas como pigmentação, ressecamento e até o fato de a paciente se incomodar visualmente com um pequeno lábio muito longo. O procedimento nesse caso é simples. Chamamos de ninfoplastia, que é quando se reduz o tamanho dos pequenos lábios.

Dependendo de onde fica o excesso de tecido, existem múltiplas técnicas. O desenho da cirurgia vai acompanhar essa sobra para termos uma ressecção com a melhor qualidade cicatricial e estética possível. A cicatriz, aliás, não precisa ser uma preocupação, pois fica numa região de transição cutâneo-mucosa, área de cicatrização rápida e muito boa.

O pós-operatório da ninfoplastia incomoda durante as primeiras 24, 48 horas, pois trata-se de uma área bastante sensível. Pode ficar inchado ou roxo porque, como a pele é fina, tem muita capacidade de distender para o edema. Mas com compressas geladas e utilização de medicações analgésicas e anti-inflamatórias dá para controlar bem a dor. A cicatrização se dá, normalmente, em sete dias – Alessandro Martins

Cirurgião plástico, Alessandro Martins conta tudo o que você sempre quis saber sobre a cirurgia íntima feminina

Dr. Alessandro Martins (Foto: Vinicius Mochizuki)

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Entretanto, as queixas estéticas da paciente não dizem respeito apenas ao comprimento dos pequenos lábios. Com a idade, com o emagrecimento também ocorre uma perda de volume do tecido subcutâneo das regiões pubiana e dos grandes lábios. Dessa forma, eles se tornam flácidos e até um pouco mais enrugados. E isso pode ou não estar associado com a hipertrofia dos pequenos lábios.

Essa perda volumétrica, essa sobra de tecido, faz com que muitas mulheres se sintam constrangidas, pois não conseguem achar que sua genitália é visualmente bonita. Normalmente essas pacientes utilizam enxertos de gordura para devolver o volume perdido graças ao emagrecimento ou à idade, tornando o aspecto dos grandes lábios mais jovial.

Existem técnicas como o uso de bioestimuladores e até de preenchedores com ácido hialurônico, mas os resultados interessantes são associados aos enxertos de gordura, uma vez que tanto os bioestimuladores quanto os preenchedores têm durabilidade de resultado e a gordura, uma vez incorporada, permanece na região.

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Às vezes, porém, a utilização de grandes volumes acaba deixando um aspecto não agradável. Se a flacidez for grande, a associação de enxertos de gordura com ressecções de pele traz um resultado mais harmônico do que deixar a genitália hiper insuflada.

Uma terceira queixa seria o contrário, pacientes que têm grandes depósitos de gordura na genitália e ficam incomodadas, constrangidas, porque às vezes aparece na calça, no biquíni, num vestido justo. Elas se incomodam com esse volume. Em vez de fazermos enxertos de gordura, lipoaspiramos a região do púbis e dos grandes lábios, diminindo o volume externo e deixando a genitália com um aspecto mais harmônico, que combina mais com a composição corporal da paciente.

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O que é importante entender sobre a cirurgia íntima?

. A cirurgia íntima não é só uma questão estética, ela pode estar associada a queixas funcionais como a dispareunia.

. Você tem que se encaixar numa dessas queixas: aumento de volume, perda de volume ou o comprimento dos seus pequenos lábios. Ou, ainda, uma associação de queixas.

. É importante não ter vergonha, não ter medo de expressar sua reclamação para o seu médico, o seu cirurgião. Essa é uma operação amplamente divulgada que pode ser autorizada inclusive pelos seguros de saúde, facilitando o alcance para as pacientes.

. E o mais importante é que cada paciente conhece o seu bem-estar. Aquilo que a incomoda, aquilo que vai deixá-la mais livre e confiante. A função do cirurgião é, junto com ela, escolher a melhor técnica, a melhor solução para que se sinta mais confortável.

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