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#SaiaDaCaixa de Helen Pomposelli apresenta a criadora da escola brasileira de joalheria, Livi Pires

Além de dar cursos da arte de trabalhar com peças preciosas, Livi Pires é a idealizadora do evento Joialerismo Expo, que está em sua sexta edição, e já tem agenda marcada no ano que vem para acontecer em Paris

Publicado em 05/12/2018 | Por Junior de Paula

Por Helen Pomposelli
Coach de imagem, auto-conhecimento e comunicação

Sonhar, acreditar e realizar são coisas que fazem parte das pessoas que são “fora da caixa” e que apresentam sempre ao mundo uma nova maneira de pensar. Conversei com Livi Pires, idealizadora do evento Joialerismo Expo, que está em sua sexta edição, e já tem agenda marcada no ano que vem para acontecer em Paris. Livi é criadora da escola brasileira de joalheria, mas desde cedo é designer e ourives. Filha única de Olivia Maria, Livi nasceu em Nilópolis e foi criada em São João de Meriti, depois que desistiu da faculdade de física por conta das greves na UERJ e por causa da sua primeira gravidez, foi trabalhar na H.Stern e aprendeu na escolinha da empresa as técnicas de ourivesaria. “Voltei pra faculdade e fiz Desenho Industrial. Fui a primeira ourives mulher na oficina da Amsterdam Sauer. Atualmente eu desenvolvo coleções, fabrico as minhas jóias e ainda dou aula de Ourivesraria”, explica Livi.

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Livi Pires é a idealizadora do Joialerismo Expo (Foto: Divulgação)

A ourives e curadora do evento conseguiu reunir na mostra 20 designers – do Rio e de outros estados – que, além de apresentar suas criações, estarão em palestras, e ainda, um ourives estará à disposição para pequenos reparos. “Estamos em uma onda de valorização de pedras brutas: citrinos, ametistas e até diamantes brutos tem feito parte de coleções de algumas marcas. Mas a joalheria é muito independente da moda nessa questão, principalmente no Brasil onde temos uma variedade de cores de pedras que nos possibilita coleções divertidas”, diz

“Minha infância foi marcada por algumas perdas significativas. Perdi meu pai e minha vó materna antes dos 10 anos de idade. Isso me fez ser uma criança mais introspectiva do que o normal, eu acho. Mas fora isso foi muito divertida, minha mãe e minha família supriram todas as brechas da ausência deles. Nessa época, eu queria ser jornalista… É verdade, adorava brincar de apresentar o Jornal e que estava escrevendo para um diário de notícias qualquer. Brincava na rua, queimado, pique esconde. Agora sou cristã e desenvolvo um projeto social no Lixão de Gramacho, arrecadação de alimentos e roupas, todos os meus alunos participam, minha família e amigos”, relembra.

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Livi Pires em sua arte de ourivesaria (Foto: Divulgação)

Para Livi, as perdas a fizeram olhar mais pra dentro e buscar a espiritualidade para suprir o lado paterno que não teve e isso, de certo modo, a fez amadurecer e ter pensamentos mais focados. “ Meu maior desafio é manter uma empresa economicamente saudável em meio às turbulências de mercado no Brasil. Administro o negócio sozinha, então tive que aprender a lidar com números e toda a parte burocrática do dia-dia de uma empresa. Outro grande desafio é educar meus filhos de maneira correta, com senso ético e moral para lidar com as diversas situações da vida. Essa talvez seja a maior preocupação que tenho”, enfatiza.

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E qual o conselho “ Saia da Caixa” , Livi? “Eu penso que para quem passou por muita adversidade na vida, o ‘pensar fora da caixa’ é quase que uma boia salvadora. Vai ser o seu diferencial profissional. Pensar fora da caixa é olhar ao redor e ver que tal coisa (que não existe) vai facilitar a vida das pessoas, e vai fazer elas pensarem em como viveu sem ter aquilo até hoje. E isso cabe desde produto a um serviço”.

Boa sorte, queridona!

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