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Dr. Alessandro Martins responde: “como combater a queda de produção de colágeno da pele?”

"O que temos efetivamente atualmente é uma substância chamada ácido poliláctico, aplicada de forma injetável, que é denominada um bioestimulador e estimula a produção da proteína que evita a flacidez da pele", contou o cirurgião plástico em sua coluna desta quinzena no site HT

Publicado em 11/12/2018 | Por Junior de Paula

*Por Dr. Alessandro Martins

Hoje em dia, uma das maiores preocupações do paciente é de como fazer a pele produzir colágeno, pois, como sabemos, com o passar do tempo, deixamos de produzir essa proteína essencial para evitar a flacidez da pele. Alguns nutricionistas sugerem o consumo de cápsulas de colágeno, em uma forma de aumentar a produção da proteína e, por consequência, manter a saúde da pele, outros defendem as dietas ricas em proteínas, adição de vitamina C nas dietas e alimentos verdes escuros, de forma a estimular a produção dessa proteína que é o colágeno. É sabido que a vitamina C é um cofator na produção desse elemento, já que ela entra exatamente na síntese da proteína. Sendo assim, na ausência de vitamina C, o organismo não produz colágeno de boa qualidade. Mas isso não quer dizer que a ingestão vai diretamente estimular a produção a partir desses alimentos e muito menos que essa produção vai chegar ao objetivo final, que é melhorar a qualidade da pele, e diminuir a flacidez. Portanto, nenhuma dessas correntes podem garantir, de fato, que esse alimento vai entrar realmente no organismo estimulando a cadeia da produção do colágeno.

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O que temos efetivamente atualmente é uma substância chamada ácido poliláctico, aplicada de forma injetável, que é denominada um bioestimulador. Por meio de algumas injeções que são feitas muito próximas à pele, essa substância, uma vez no organismo, consegue estimular a produção de colágeno. Isso é feito através de um procedimento minimamente invasivo, em ambiente de consultório, com múltiplas pequenas injeções e com uma agulha bem fina. A função aqui não é dar volume, já que se trata de um estimulador de produção de colágeno para que a pele por si só se reconstrua, o que é diferente dos preenchedores. Como ele melhora a qualidade da pele, os benefícios são muitos, principalmente na região do rosto, mas não exatamente na função de volumizador.

Essa substância, portanto, diferente do botox e preenchimento, demora mais a fazer resultado, pois, como já dito, precisa estimular a produção do colágeno. O resultado, assim, começa a aparecer três semanas após o procedimento tendo uma durabilidade de até dois anos. Apesar de proporcionar resultados mais satisfatórios no rosto, o ácido poliláctico também pode ser utilizado em outras regiões do corpo, como face interna do braço, da coxa e no abdômen, como em pacientes pós gestacao, para corrigir pequenas áreas de flacidez, não sendo eficaz quando são grandes regiões flácidas, como em pacientes pós-bariátricos. Uma outra característica do ácido poliláctico é que por produzir colágeno, deixa a pele com uma textura mais espessa, mais saudável, conseguindo, assim minimizar, também, pequenas rugas de expressão.

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Dr. Alessandro Martins (Foto: Márcio Farias)

O acido bioestimulador, por tudo isso, é altamente indicado, principalmente, na área do rosto, pois se trata de uma inovação, uma substância comprovadamente estimulante da produção da proteína do colágeno , em detrimento a essas outras técnicas, que não temos como confirmar que as substâncias ingeridas são capazes de estimular de forma verdadeira.

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