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Taís Araújo se prepara para cantar com Ivete Sangalo no arrastão em Salvador e conta os rumos da intolerância racial sofrida: “Está com a justiça”

Musa do Camarote da Boa, a atriz ainda falou da tendência da série "Mr Brau" em colocar o dedo de feridas da sociedade: “O Brau tem muito caráter sócio político. Eu acho importante falar disso, com delicadeza, com humor, inteligência”

Publicado em 08/02/2016 | Por Lucas Rezende

Taís Araújo deixou Lázaro Ramos com os filhotes Maria Antônia e João Vicente curtindo o carnaval em Salvador e zarpou para o Rio de Janeiro, onde aportou no Camarote da Boa, armado na Marquês de Sapucaí, para curtir os desfiles das escolas de samba do grupo especial como…musa. A passagem de volta à capital soteropolitana, no entanto, já está comprada para terça-feira (09). “Vou gravar a segunda temporada do ‘Mr Brau’ lá, sem aquele mega esquema de produção que a Rede Globo está acostumada. Sem texto, só eu o Brau e um câmera invadindo os camarotes e cantando com a Ivete Sangalo no arrastão”, adiantou.

Taís Araújo (Foto: Marcello Sá Barretto / AgNews)

Taís Araújo (Foto: Marcello Sá Barretto / AgNews)

Mais loura desde dezembro para viver sua Michelle no seriado global, Taís Araújo nos contou que a tendência para a segunda temporada vem “mais madura”, com o intuito de “investigar quem são eles como artistas”. Avaliando a primeira leva de episódios como “super bem” ela também garante que continuarão tocando em assuntos como o racismo e o preconceito de classes. “O Brau tem muito caráter sócio político. É porque nem todo episódio a gente toca no assunto. Mas só pelo fato da gente discutir, já vale. Eu acho importante falar disso, com delicadeza, com humor, inteligência”, opinou ela, que é pura labuta: “Trabalho de segunda a segunda”.

Taís Araújo (Foto: Marcello Sá Barretto / AgNews)

Taís Araújo (Foto: Marcello Sá Barretto / AgNews)

Isso porque, em São Paulo, ela também está em cartaz no Teatro FAAP a lado de Lázaro com a peça “O Topo da Montanha”, sobre o ativista político Martin Luther King, que também aborda a intolerância racial. Assunto do qual Taís entende muito bem, infelizmente, pois já sofreu ataques virtuais por causa da cor de sua pele. Que caminho a história levou? “O caso está com quem tem que estar: a polícia e a justiça”. Com sinusite forte e asma desde dezembro, Taís agora é pura animação e passou o primeiro dia do Camarote da Boa aguardando a entrada da Unidos da Tijuca, sua agremiação do coração. Vestindo um look by Lethicia Bronstein e Fabrício Miranda, ela, que já foi comparada a “Beyoncé brasileira” por um jornal europeu, ri da história: “Só não achei mais engraçado porque o dinheiro não é o mesmo”.

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