*Por Simone Gondim
As eleições presidenciais nos Estados Unidos têm movimentado a internet nos últimos dias. Com o anúncio da vitória de Joe Biden, além de comemorações dignas de final de campeonato de futebol, o que não faltam são especulações sobre como serão o futuro governo e a rotina da Casa Branca nos próximos quatro anos. Muita gente, também, ainda não entendeu como funciona o sistema eleitoral estadunidense, no qual a população vota para definir os delegados que irão às urnas escolher o presidente. O site HT lista documentários que tratam do assunto, bem como séries que usam a ficção para mostrar os bastidores de Washington, D.C.
O documentário “537 votos”, disponível na HBO, fala das eleições de 2000 nos Estados Unidos, marcadas pela recontagem de votos na Flórida. Na época, George W. Bush, que era o governador do Texas, venceu o vice-presidente Al Gore em uma corrida eleitoral apertada – a diferença entre os dois foi de 537 votos, daí o título do filme. A exemplo do que aconteceu com Donald Trump em 2016, Bush não foi escolhido pelo voto popular. A produção ainda mostra a divisão do colégio eleitoral por estado, explicando o peso de cada um deles no resultado das urnas, e aponta os problemas na forma de votar – o país mistura cédulas em papel, sistemas totalmente eletrônicos e sistemas mistos, de acordo com as regras de cada unidade da federação. Há, ainda, a opção de votar pelos Correios.
A série documental “Explicando: o poder do voto” pode ser vista na Netflix. Dividida em três episódios, mostra como o direito de ir às urnas está na base da democracia dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que questiona se todos os votos têm o mesmo peso, aponta os problemas do sistema eleitoral e discute se é possível corrigir essas falhas.
O documentário “Até o fim: a luta pela democracia” está no catálogo do Amazon Prime Video e fala não só da importância do voto nos Estados Unidos como trata da supressão desse direito no país. A ativista Stacy Abrams, que foi candidata ao governo no estado da Georgia, é uma das convidadas para discutir as razões históricas da supressão de voto e de políticas que reduzem as chances de uma parte da população estadunidense ir às urnas.
Para quem deseja mergulhar mais no sistema de governo dos Estados Unidos, a dica é o documentário “Boys state”, no catálogo da Apple TV+. O filme é centrado no acampamento educacional Boys State, que reúne mais de mil adolescentes de 17 anos. Durante uma semana, os jovens formam um governo representativo completo, com plataformas partidárias e campanhas. É possível ver, por exemplo, como se dão as discussões iniciais em primárias e caucus, formas diferentes de votação para que Democratas e Republicanos escolham seus candidatos a presidente.

Kevin Spacey e Robin Wright vivem o casal Frank e Claire Underwood em “House of cards” (Foto: Divulgação)
Em seis temporadas, o drama político “House of cards” acompanha a trajetória do casal Frank e Claire Underwood (Kevin Spacey e Robin Wright, respectivamente) para conquistar a Casa Branca e se manter no poder. Os dois não medem esforços para alcançar seus objetivos, em um jogo em que vale tudo: corrupção, chantagem, manipulação e até assassinato.
Para aliviar a tensão, vale investir no humor de “Veep”, série estrelada por Julia Louis-Dreyfus. Na trama, a atriz interpreta Selina Meyer, ex-senadora que se torna vice-presidente dos Estados Unidos depois de perder a disputa interna para ser a candidata do partido à presidência. Conforme os dias se passam na Casa Branca, Selina descobre que seu cargo é muito diferente do que ela pensava. A produção rendeu a Julia seis estatuetas do Emmy, na categoria Melhor Atriz em Série de Comédia.

Julia Louis-Dreyfus é a vice-presidente Selina Meyer em “Veep” (Foto: Divulgação)
Entre 1999 e 2006, foi ao ar “The West Wing”, que entrou para a história como um dos seriados mais premiados da televisão – ao todo, foram duas estatuetas do Globo de Ouro e 26 do Emmy. Quem encarnava o presidente dos Estados Unidos era o veterano Martin Sheen, enfrentando batalhas políticas e embates pessoais na pele do democrata Josiah “Jed” Bartlet. Os episódios também mostravam questões da primeira-dama Abigail Bartlet (Stockard Channing) e os dilemas da equipe envolvida no trabalho na Ala Oeste da Casa Branca – a West Wing do título. Destaque para as atuações de Rob Lowe, como o subdiretor de comunicação Sam Seaborn; Allison Janney, na pele da secretária de imprensa C.J. Creeg; e John Spencer, interpretando o chefe de gabinete Leo McGarry.

“The West Wing” é uma das séries mais premiadas da TV (Foto: Divulgação)
O suspense político dá o tom de “Scandal”, série criada por Shonda Rhimes. A protagonista Olivia Pope, vivida por Kerry Washington, é parcialmente inspirada na ex-assessora de imprensa do governo de George H.W. Bush, Judy Smith, que assina a coprodução executiva. A trama mostra o dia a dia da empresa de gerenciamento de crise de Olivia, bem como a rotina da Casa Branca e o relacionamento entre Olivia e o presidente Fitzgerald Grant III (Tony Goldwyn).

Kerry Washington é Olivia Pope em “Scandal” (Foto: Divulgação)
Estrelada por Kiefer Sutherland, “Designated survivor” traz o eterno Jack Bauer de “24 horas” como Tom Kirkman, um secretário de governo dos Estados Unidos que se torna presidente de forma pouco convencional: assume o cargo depois que um atentado terrorista mata todos os integrantes da cúpula que comanda o país.

Kiefer Sutherland se torna presidente dos Estados Unidos em “Designated survivor” (Foto: Divulgação)
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