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Otávio Muller: “Não quero mudar a maneira que as pessoas pensam, mas quero que respeitem outras opiniões sem intransigência”

Abarrotado de projetos, ele ainda disse nesse papo exclusivo com HT: "Quero isso em todos os aspectos: de opinião, opção sexual, religiosa, o que for”

Publicado em 16/04/2016 | Por Mafê Souza

Ele não para desde o fim das gravações de “Tapas e Beijos”: embalou novelas, filmes, teatro, e agora integra o elenco da nova temporada de Zorra. Além disso, acabou de receber sua neta Sol de Maria, filha de Francisco Gil com a modelo Laura Fernandez; e está com muitos outras novidades vindo por aí. “Eu tenho essa esquizofrenia de inventar projetos”, contou Otávio Muller em bate-papo exclusivo com HT. O ator, aliás, já tem adorado as gravações da nova temporada do humorístico de sábado à noite na TV Globo. “Eu assistia muito, e acho que mudou. Agora é outro programa, outro conceito mesmo. Era muito bacana, mas agora temos outro diretor, alguns redatores novos, outro elenco. Eu me dou muito bem com o Maurício Farias (diretor de núcleo), trabalhei com ele já há um tempo. Com o Marcius Melhem (redator) também, adoro ele, e estou achando um barato”, disse.

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Otávio também nos contou que foi ele mesmo que se convidou para fazer parte do novo “Zorra”. O motivo? “Tanto o Maurício, quanto o Marcius são pessoas que eu gosto de estar junto, é legal fazer parte do projeto deles, eu acredito muito neles”, justificou. A vontade de variar também atiçou a vontade de Muller. “Eu gosto muito de fazer novela, mas eu não sou um galã, eu acabo passeando por vários tipos de produto. Eu gosto de diversificar. Vendo o empenho do Marcius na ‘Escolinha do Professor Raimundo’, no ‘Tá no Ar’, fiquei admirando, até que nos esbarramos, papo vai, papo vem, eu falei que estava afim de fazer”, explicou.

TV à parte, no teatro Muller é diretor da peça “A Vida Sexual da Mulher Feia” , onde também atua na pele de Maricleide (uma mulher “esteticamente desfavorecida” que, como a maioria dos outros seres humanos, está em busca do amor). No monólogo, é possível se divertir com histórias da personagem do livro de Claudia Tajes, adaptadas por Julia SpadacciniEu adorei o livro, e fui chamado para dirigir a Heloísa Perissé, que ia fazer a mulher, e eu vi o quanto seria divertido se eu fizesse a peça, vestido de mulher”, lembrou. Em cartaz há dois anos e meio, Otávio já visualiza um musical, um filme e um seriado baseados na mesma obra. Foi quando ele nos confirmou: o espetáculo vai virar longa em breve. Além desse, mais dois lançamentos contam com a participação de Muller ainda em 2016. Um deles é “O Beijo no Asfalto”, adaptação de Nelson Rodrigues (1912-1980) sob a direção do colega de profissão Murilo Benício. “É um projeto antigo do Murilo, e geralmente quando é um ator, que já está com a ideia muito desenhada na cabeça, isso traz uma diferença muito bacana. Ele estava muito preparado”, elogiou o colega.

Em tempo: peguntado sobre a pequena Sol de Maria, Otávio é babação pura. “É delicado ter filho hoje em dia com o mundo do jeito que está, ainda mais um menino novo como o meu (Francisco, fruto da relação de Otávio com Preta Gil, tem 20 anos), mas é o máximo ter um bebê em casa. Eu nasci pra ser ator e pai”, disse ele, que quer um mundo mais tolerante para quando a pequena crescer. “A gente vai vendo as pessoas falando, sendo radicais… Eu não quero mudar a maneira que essas pessoas pensam, mas quero que elas respeitem outras opiniões, sem violência, sem intransigência, em todos os aspectos, de opinião, opção sexual, religiosa, o que for”.

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