Música & Badalo

“Sou grato ao funk e a tudo que proporcionou”, diz Rafael Mike, que lança single em outubro

Em carreira solo há dois anos, o ex Dream Team do Passinho aposta na MPB e trabalha em cada detalhe do seu disco que com estreia marcada para 2020

Publicado em 24/09/2019 | Por Heloisa Tolipan

Rafael Mike lança seu primeiro disco solo em 2020 (Foto: Marta Azevedo)

*Com Fernanda Quevedo

Rafael Mike é cara do novo artista brasileiro: canta, dança, interpreta, dirige, produz, compõe e mais recentemente tem se arriscado aos estudos de roteiro. Em um papo com o Site Heloisa Tolipan ele revelou que lança três singles e está preparando o terreno para o seu disco de estreia solo em 2020. “Será um álbum de música brasileira e referências de toda a minha a trajetória, que vai do funk, passando pelo rock, reggae e música pop internacional. O primeiro single sai em outubro e se chama “Alfazema”, que fiz em parceria com o produtor Lucas Carlos. O clipe conta com a direção de Fernando Barcellos e produção de Anderson Quack. O segundo será a música “Não tá mais de graça”, minha composição e que tive a honra de gravar com a Elza Soares. O terceiro é suspense”, celebra Rafael.

Sobre a incrível parceria com a diva, ele comentou: “Quando o Pedro Loureiro (empresário de cantora) me ligou, dizendo que a minha música ia entrar no disco “Planeta Fome”, eu cai duro no chão, quase infartei. É uma honra ter a minha voz no disco dela”, comemorou. Elza e Mike gravaram ‘Não tá mais de graça‘, música que Rafael compôs ao saber da morte da vereadora Marielle Franco e que traz um trecho de ‘A carne‘ (1998), também da diva, produzida por Seu Jorge, Marcelo Yuca e Ulisses Cappelletti.

E Rafael expressa a sua gratidão por uma das expressões artísticas mais importantes do país: “O funk é um símbolo da cultura do país e tudo o que vivo hoje é graças a esta arte que levou o meu trabalho a espaços que eu não imaginava. Eu vim do funk e mantenho meu trabalho ligado a ele. Acredito que todos os desdobramentos desta e outras expressões artísticas deveriam ser mais incentivadas”, afirma.

Rafael Mike e Elza Soares (Foto: Divulgação)

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O multiartista ficou conhecido durante a época em que foi diretor artístico e dançarino do Dream Team do Passinho, grupo musical lançado e dirigido por Rafael Dragaud em 2013 e que estourou no Brasil e exterior. Mostrando o riscado do Brasil para o mundo, com o disco “Aperte o Play” (Sony, 2015), Mike e os integrantes do grupo levaram o Passinho, uma expressão de dança ao som do funk, a eventos como a Cerimônia de Abertura das Olimpíadas, em 2016, apresentações com orquestras, música tema da Copa do Mundo de 2018, trilhas sonoras de novelas, e também revelou Lellê ao mundo e que como Mike vive uma brilhante fase da carreira solo.

As composições de Rafael também estiveram na trilha sonora de Mister Brau (TV Globo, 2015) e, em 2017,o músico fez uma participação em “As caravanas”, faixa-título do disco de Chico Buarque lançado naquele ano. Em meio a tantos projetos e preparação para este momento, ele destacou: “São muitos os desafios para trabalhar com o ofício da arte. Não temos suporte e mesmo quem gostaria de colaborar muitas vezes se encontra sem ferramentas e meios para contribuir. Por isso é essencial que o artista saiba fazer de tudo um pouco, pois cada desafio pede uma habilidade diferente. Além disso, com a internet, a concorrência no mercado é cada vez maior”.

Agora, além de atuar em parcerias com outros artistas, como a própria Lellê, que tem o seu primeiro single solo “Mexe a Raba” feat Mike, ele celebra: “Eu espero por esse momento há anos. Planejei todos os passos até ter chegar aqui. Trabalho em cada detalhe do disco. Sou muito grato a tudo que vivi, seja no funk e em todos os outros trabalhos que faço, desde os meus 16 anos como produtor cultural”.

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Dream Team do Passinho (Foto: Divulgação)

A carreira de Mike começou quando produzia um evento de reggae em sua casa, em Nova Iguaçu. Ele transformou a moradia da família em um centro cultural, com palco e estúdio e começou a receber público e muitas bandas, entre elas o Cidade Negra. Mas até o Dream Team do Passinho, o caminho foi longo: “Com 15 anos eu já estava pista. Trabalhei como produtor de evento underground, tive banda de rock com amigos da Rocinha, fiz stand up comedy quando ninguém conhecia, atuei no rap e no reggae e todos estes projetos de música me fizeram ser o artista que eu sou hoje”, revelou Rafael. Para os próximos meses, além dos clipes e singles, ele se prepara para atuar como roteirista: “Tenho me dedicado a isso e espero em breve poder apresentar mais este trabalho ao público”. 

O músico aposta na MPB para o seu primeiro disco solo (Foto: Divulgação)

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