Música & Badalo

Francisco Gil promete marcar a cena da música com “Os Gilsons” e também em carreira solo em 2020

O músico, em parceria com João e José Gil, respectivamente netos e filho de Gilberto Gil, lançou recentemente pela Som Livre o novo EP com muito ritmo baiano e referência à cultura afro brasileira

Publicado em 09/12/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Domênica Soares

Com muita leveza e ritmo gostoso, Francisco, João e José Gil, netos e filho de Gilberto Gil, apostam em canções autorais no EP “Várias Queixas”, a nova produção musical dos “Gilsons”. O grupo formado pelos três teve a bênção de Preta Gil, que sugeriu o nome. Com influências da MPB, raízes baianas, afoxé e outros ritmos, eles prometem fazer história na cena musical. O EP conta com cinco faixas, dentre elas inéditas “Vento Alecrim”, “A Voz” e “Cores e Nomes” e as regravações de “Love Love” e “Várias Queixas”, que faz homenagem ao Olodum. A última, ganhou também um clipe rodado na comunidade carioca da Tijuquinha e com a participação dos dançarinos Hiltinho e Jeniffer Dias. “A ideia do EP é firmar o lançamento dos dois singles que fizemos há um ano atrás “Várias Queixas” e “Love Love”, que aparentemente nasceram sem nenhuma pretensão. As músicas acabaram ganhando uma grande dimensão e, com isso, focamos em dar ainda mais vida à elas. Nesse lançamento, reafirmamos então essas canções, dando corpo e alma”, conta Francisco Gil.

E Francisco afirma que a maior identidade que o grupo carrega é, sem dúvida, a ligação dos integrantes com a cultura da Bahia, afro-brasileira, de ritmos e tambores fortes e um som de violão incomparável. Esse tipo de música faz parte da vida dos integrantes dos Gilsons desde que nasceram. José é filho de Gilberto Gil e Flora Gil, e Francisco e João, netos. Toda essa influência familiar foi de fato essencial para a criação do grupo que mistura sonoridades da MPB, suas raízes baianas e o swing do Rio, cidade que o trio mora. “Estamos vivendo um momento de renovação no nosso país e falar de amor, beleza, esperança e transformação é algo de extrema importância”, frisa Francisco.

José Gil, Francisco Gil e João Gil (Foto: Jéssica Leal)

Em entrevista exclusiva ao site Heloisa Tolipan, o filho de Preta Gil, marido de Laura Fernandez e pai da bela Sol de Maria (que também adora cantar), diz que fazer parte da família Gil é um privilégio. “Além do aspecto musical, meus familiares sempre influenciaram meu lado pessoal. São tantas pessoas incríveis. Tanto meu avô como minha mãe foram pessoas muito importantes na minha formação musical”. Em paralelo com o trabalho com os Gilsons, Francisco assinou a parte musical do mais novo espetáculo de sua mãe: “Preta Gil, Mais Preta que Nunca”, que conta também com a direção do seu pai, Otávio Muller. O monólogo aborda temas importantes, como empoderamento feminino, corpo, família, entre tantos outros.

Francisco, Laura Fernandez, Sol de Maria e Preta Gil (Foto: reprodução instagram Preta Gil)

Sobre a Música Popular Brasileira, Francisco afirma que para ele está vivendo um momento bem interessante, com pessoas bacanas e novidades expressivas. “Acho que é uma fase de frescor na qual as pessoas estão se abrindo a voltar a ouvir mais o ritmo. A questão do sotaque também vem ganhando força, vemos muita gente do Nordeste, como Pernambuco e Bahia vindo com força. É importante demais para nossa cultura e ancestralidade. As sonoridades vêm se moldando, os artistas estão conseguindo de forma genuína encontrar suas características e produzir música de acordo com as novas demandas e sons modernos, mas sem perder sua essência”. De acordo com o músico, os avanços tecnológicos vieram para balancear o mundo da música. Segundo ele, hoje em dia, com os discos e vinis em extinção, o mundo digital vem ganhando mais espaço. “Tudo hoje é digital e estamos passando por esse processo de adaptação que foi difícil para a indústria como um todo, mas que agora já está se adequando”.

Para ele, o pontos positivo dos avanços tecnológicos é a maior independência em fazer arte. Já os aspectos negativos se baseiam na facilidade de acesso, o que de certa forma fez com que o consumo se tornasse mais banal e rápido. “É muito difícil uma pessoa escutar um disco hoje em dia. O mercado vem demandando mais por singles e produções mais curtas que estão se tornando o padrão”, afirma.

Francisco Gil seguirá carreira solo em 2020 em paralelo com o grupo Gilsons (Foto: reprodução instagram Francisco Gil)

Fora dos palcos, Francisco é um cara tranquilo e sereno, que busca sempre estar rodeado de sua família, amigos e seus irmãos de música João e José. Ele revela que para o ano de 2020, os “Gilsons” vão trazer muitas novidades e conta também que ele seguirá em paralelo sua carreira solo. Apaixonado pela música, ele comenta sobre seu maior sonho: “Poder espalhar minha música ao máximo por aí para que muitas pessoas possam ouvir e se conectar com minha voz, canções e musicalidade. Desejo que, através da música, eu conquiste minha independência e que isso traga luz para minha família, da mesma forma que todos os integrantes trouxeram para mim”.

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