Música & Badalo

“Está tudo muito triste. Queria um país sem violência e com mais crianças nas escolas”, diz Zeca Pagodinho

Recém-chegado da África, onde fez dois shows, o sambista falou com o site HT sobre política, novo disco e as futuras parcerias musicais

Publicado em 22/04/2019 | Por Iron Ferreira

*Com Karina Kuperman

Celebrando os 35 anos de carreira e o feriado de São Jorge, Zeca Pagodinho irá se apresentar hoje, segunda-feira, no Espaço Hall, na Barra da Tijuca com o show da turnê que rodou o Brasil, a Europa e acabou de passar por Cabo Verde, na África. Sucessos como “Verdade”, “Brincadeira Tem Hora”, “Coração em Desalinho”, “Deixa a Vida Me Levar” e “Ogum” estarão presentes no repertório do artista. A banda Muleke, que acompanhou toda a trajetória musical do sambista, será convidada especial da noite, que conta com direção musical de Paulão 7 Cordas.

Recém-chegado de uma turnê que passou pela África e Europa, Zeca cantará hoje na Barra da Tijuca (Foto: Divulgação)

Após o show, o artista irá se preparar para entrar em estúdio e conceber o seu mais novo disco, o 250 de sua carreira. O projeto, ainda sem nome, contará com a composição “Enquanto Deus me Proteja”, parceria inédita com Moacyr Luz. Em entrevista exclusiva ao site HT, o cantor falou sobre o novo trabalho e muito mais, confira!

HT: Logo depois desse show você vai se preparar para novo disco e já são mais de 20. Qual a sensação?

Zeca Pagodinho: Sensação boa. Vou entrar em estúdio e o lançamento deve ser a partir de junho ou julho.

HT: O que pode adiantar sobre o novo CD? Já sei que tem uma parceria com o Moacyr Luz.

Zeca Pagodinho: Além dessa, minha primeira parceria com o Moacyr, tem muito samba bom. Já me reuni com a rapaziada que costuma compor para os meus discos e tem muita coisa boa.

HT: Você está voltando da África, onde fez dois shows. Como os africanos reagem ao seu samba brasileiro? Essa não é a sua primeira vez na África. Por que a escolha? Qual a sua relação com esse continente?

Zeca Pagodinho: Os shows foram ótimos, fiquei surpreso porque até as crianças cantavam meus sambas.

HT: Sei que no final do ano passado você também fez uma turnê pela Europa. É uma incursão em uma possível carreira internacional?

Zeca Pagodinho: Estamos cada vez mais viajando para o exterior. É bom porque você mata a saudade dos brasileiros que moram fora e acaba também conquistando os estrangeiros.

Segundo o cantor, o atual momento político é triste e preocupante (Foto: Divulgação)

HT: No seu aniversário, em fevereiro, você fez uma festona para mais de mil convidados, com direito a bateria da Portela e tudo… é muito festeiro?

Zeca Pagodinho: Quem me conhece sabe que eu adoro uma festa, gosto de ter os amigos por perto.

HT: Zeca, você é uma figura tão icônica no Brasil que já se encontrou até com o ex-presidente Lula. E levou cerveja! Como foi isso? Você gosta de política? O que acha da atual situação do país?

Zeca Pagodinho: Acho que está tudo muito triste, queria um país sem violência e com mais crianças nas escolas.

HT: Não tem como não lembrar da sua atuação em Xerém em 2013, ajudando seus vizinhos por conta das chuvas fortes. Passamos por uma situação difícil aqui no Rio de Janeiro semana passada. Você acompanhou? E como ficou Xerém?

Zeca Pagodinho: Xerém está recuperado. Eu estava fora quando o desabamento aconteceu, mas a notícia me deixou muito mal.

HT: Você ficou surpreso com a repercussão do episódio em Xerém, Zeca?

Zeca Pagodinho: Fiquei porque eu era mais uma pessoa a ajudar e não o único, antes de eu sair pra tentar socorrer as pessoas eu já tinha sido ajudado. A gente deve estar no mundo para ajudar o próximo.

HT: Você é um dos artistas mais respeitados do Brasil. O que falta conquistar?

Zeca Pagodinho: Está tudo certo, só quero continuar a fazer meu samba, alegrar as pessoas e estar perto dos meus amigos e da minha família.

O próximo disco do sambista, que contará com uma parceria com Moacyr Luz, já está no forno (Foto: Divulgação)

Serviço:

Dia: 22.04.2019 (2ª feira / Véspera de feriado)

Local: Espaço Hall

Endereço: Av. Ayrton Senna 5850 – Rio de Janeiro – Barra da Tijuca

Abertura da casa: 23h

Previsão de shows: 00h00

Preço:  Pista R$40,00 / Mesas e camarotes com valores entre R$110,00 e R$240,00 (essa variação de valores depende do setor).

www.ingressorapido.com.br

Capacidade: 6.600 pessoas

Faixa etária: 18 anos

Para mais informações é só ligar para o telefone 3444-7740 ou acessar o site www.espacohall.com.br

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