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#SaiaDaCaixa de Helen Pomposelli mostra o mundo mágico, artístico e virtual de Liana Brazil

Liana Brazil é designer e diretora de arte da exposição na recém-inaugurada Casa Firjan, em Botafogo. Além disso, é sócia da SuperuBER, estúdio de criação e design, formada em arquitetura com mestrado na NYU e tem no currículo colaborações até com Beyoncé. "Saber filtrar informação e colaborar com uma equipe são dois talentos muito importantes, principalmente no mundo de hoje", conta em papo com Helen Pomposelli. Vem ler!

Publicado em 22/08/2018 | Por Junior de Paula

*Por Helen Pomposelli
Coach de imagem e terapeuta energética vibracional (@helenpomposelli)

(Foto: Miguel Moraes)

Inovação em tecnologia: o Saia da Caixa desta semana chega cheio de novas idéias… Conversei com Liana Brazil, designer e diretora de arte da exposição na recém-inaugurada Casa Firjan, em Botafogo. Liana é sócia da SuperUBER, estúdio de criação e design, e acaba de lançar a sua primeira Startup, voltada para a indústria de construção civil, o SuperViz, uma ferramenta imersiva e colaborativa, voltada para engenheiros, arquitetos, fornecedores, corretores, clientes, e toda a rede de profissionais da área para documentar e apresentar projetos de forma remota, em 360°. Esse mês, a designer vai exibir essa plataforma na Siggraph 2018, principal conferência de inovação realizada em Vancouver, no Canadá, e uma das mais relevantes do mundo na área. “Algo que me define muito é a curiosidade, a variedade de interesses. Meus interesses são bem ‘espalhados’, sempre foram, e fui lapidando isso com o tempo. Também não é à toa que casei e virei sócia do Russ Rive, que é um engenheiro sul-africano. Somos muito diferentes, com formações bem diversas, mas temos isso em comum — gostar de olhar a mesma coisa sob diversos ângulos: áudio, vídeo, cenografia, espaço, interatividade, animações, entretenimento, cultura, roteiro”, diz Liana, que trabalha desde 2002 com seu sócio e marido.

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(Foto: Miguel Moraes)

Liana, carioca e formada em arquitetura pela UFRJ, pretende em seu percurso profissional dar forma à sua mistura de interesses e desenhar experiências, sempre com uma camada digital, na qual as pessoas podem se emocionar e, quando possível, aprender algo. “ Já dirigi muitas exposições de museus e performances. Fiz projetos do alcance da performance da Beyoncé na ONU para o dia da ação humanitária (2013), o Museu do Amanhã e as Projeções da cerimônia de encerramento das Olimpíadas (2016), e também ajudei na popularização dessa profissão no Brasil, que podemos chamar de ‘designer de experiência'”, conta. Hoje, Liana e sua equipe tem uma nova missão: ver o potencial do XR (sigla que hoje representa realidade aumentada, realidade virtual e realidade mista) e montaram uma plataforma chamada SuperViz, para colaboração de várias pessoas em ambientes 360º. “Essa plataforma pode ser usada para projetos arquitetônicos, educação, e outros usos e narrativas que estamos explorando”.

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(Foto: Miguel Moraes)

“Fui muito influenciada pelo meu tio arquiteto Alvaro Vital Brazil para estudar arquitetura. Muitos dos meus amigos mais importantes vieram da faculdade. É um curso que te dá uma visão muito ampla. Porém, no meio do curso vi que não queria exercer arquitetura exatamente da forma que estava aprendendo, mas resolvi terminar, e fazer um mestrado. Meu pai era psicanalista e tinha morado nos anos 60 em NY, então resolvi buscar cursos de mestrado em outras cidades. Depois de pensar entre Barcelona e NY, resolvi aplicar pra NY. Consegui uma bolsa e fui pra NYU, Tisch School of Arts, cursar Telecomunicações interativas”, lembra. O maior desafio de Liana atualmente é manter a equipe junta e interessada e saber administrar o tempo para filtrar o que é mais importante fazer e aprender. “O que nos falta é tempo. Com tanta informação acessível, precisamos de uma dieta de dados junk. Saber filtrar informação e colaborar com uma equipe são dois talentos muito importantes, principalmente no mundo de hoje”, sintetiza.

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(Foto: Miguel Moraes)

Conselho Saia da Caixa? “Estudar e trabalhar com o que gosta, buscar prazer em aprender e em fazer algo. Pra mim não tem recompensa maior do que a experiência do conhecimento e do que criar algo que é bonito, ou que surpreende, que emociona, que informa. Essa busca não deve ter limites, precisamos ir onde não é óbvio, uma viagem, uma conferência, um curso, um estágio fora da sua cidade ou do país, o que pudermos descobrir. E, acima de tudo, acho importante seguir sua intuição. Nossa tendência é ignorá-la ou não investir o tempo e suor necessários para seguir nossa intuição. E geralmente ela está certa — e mesmo quando está errada, ao segui-la aprendemos mais sobre nós mesmos”.

Obrigada, Liana!

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