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#SaiaDaCaixa de Helen Pomposelli apresenta o trabalho do fotógrafo brasileiro radicado na Europa Ricardo Esteves

O fotógrafo completou seus estudos no Rio, no colégio Santo Inácio, em Botafogo, e mais tarde estudou Engenharia mecânica e ainda, administração de empresas. Depois foi autodidata na fotografia estudando na PUC em cursos avulsos. Mais tarde, estudou Literatura e Artes e realizou uma pós em Artes visuais. “Minha vida toda fui preparado para ser médico, advogado, engenheiro e carreiras ditas normais. Entretanto sempre fui muito curioso e essa vertente para o imagético era incontrolável na minha vida", contou Ricardo

Publicado em 03/10/2018 | Por Junior de Paula

*Por Helen Pomposelli
Coach de imagem e terapeuta energética vibracional (@helenpomposelli)

A semana está internacional e chique, pois falei com o fotógrafo Ricardo Esteves direto de Londres, onde mora desde 2004. Ricardo é cariucho, ou seja, filho de mãe arataca de Macapá com pai gaúcho de Arroio Grande, que fica a cinquenta minutos da fronteira com o Uruguai, mas crescido no Rio. Hoje Ricardo desenvolve um projeto autoral chamado Meu Brasil, no qual reúne fotógrafos do nosso país no todo mundo para desenvolverem seus trabalhos. “Eu sou uma pessoa conectada com os sinais que a energia do mundo me mostram. Eu reajo, interajo e a minha vida profissional e pessoal são a mesma coisa. Atualmente, sou coach e ajudo fotógrafos de arte que têm talento, a decolarem em suas carreiras na Europa através de mentorias semanais e exposições fotográficas chamadas Meu Brasil”, explica Ricardo, que, além disso, desenvolve trabalhos artísticos autorais em Londres e Paris.

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Ricardo procura sempre pensar de forma diferente a maneira de viver de arte e busca nesse momento vinte fotógrafos de qualidade para serem avaliados e que estejam interessados em participar do programa Expo Paris MEU BRASIL no famoso bairro do Marais em Fevereiro de 2019. “Tenho um projeto de fotografia meu ao qual me dedico desde 2017, no qual fotografo as feiras livres pelo interior da França e que, em breve, se tornará uma coleção e um livro sobre a identidade francesa. Quando cheguei aqui em 2004 se questionava muito sobre qual era a identidade francesa e aquilo ficou na minha cabeça desde então”. Ricardo tem um material  com mais de 500 retratos de franceses de todos os tipos e criou um estúdio ambulante nesses espaços. “São encontros maravilhosos, humanos e instigantes e eu acabo aprendendo muito com isso”.  Filho único, teve uma infância típica de uma criança carioca da zona sul do Rio. Ricardo morou na Urca, Flamengo e Botafogo. Desde pequeno, sua família viajava muito e quando completou doze anos foi para o Japão. “ Quando fui ao Japão, algo aconteceu nessa viagem, um outro mundo e meu olhar mudou completamente daquele ocidental que eu carregava. Acho que foi ali que me tornei fotógrafo na alma com minha câmera no fim dos anos 70”.

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Para chegar aonde está, Ricardo teve que testar vários caminhos em sua vida. O fotógrafo completou seus estudos no Rio, no colégio Santo Inácio, em Botafogo, e mais tarde estudou Engenharia mecânica e ainda, administração de empresas. Depois foi autodidata na fotografia estudando na PUC em cursos avulsos. Mais tarde, estudou Literatura e Artes e realizou uma pós em Artes visuais. “Minha vida toda fui preparado para ser médico, advogado, engenheiro e carreiras ditas normais. Entretanto sempre fui muito curioso e essa vertente para o imagético era incontrolável na minha vida. Quando estudava administração eu era estagiário no Jornal do Brasil. Um dia, meu chefe do setor da administração me pediu para entregar um documento no andar da redação do Jornal e fiquei maravilhado com aquele mundo jornalístico. Dias depois consegui um estágio adicional na fotografia e um portal de maravilhas abria-se para mim e encontrei minha tribo, fiz muitos amigos. Eu percebi que era aquilo que eu queria fazer da minha vida”.

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Mas Ricardo, qual o seu maior desafio agora? “O meu maior desafio hoje é ser o capacitador e transformador de talentos brasileiros que querem muito deixar um traço artístico no mundo e serem reconhecidos por isso. Não foi nada fácil chegar aonde estou e meu papel hoje é ser provedor, o acelerador dessa galera que tem “sangue nos olhos” e querem expor em Paris, encurtando ao máximo o caminho dessas pessoas através de meus acompanhamentos individuais. Eu estou conectado diariamente com eles inclusive por whatsapp e é de uma enorme realização vê-los brilhar pela Europa e no Brasil também”. Qual seu conselho para quem quer sair da Caixa, pensar diferente na sua vida? “Descobrir seu “EU”, sua pegada e o que faz você sair da cama pulando, pilhado para começar o dia. Ser fiel aos seus valores e a sua verdade artística e saber que é errando que se avança. Perceber o que te faz ser único no mundo e aplicá-lo a sua arte. Ser organizado e saber para onde você está indo artisticamente! Finalizo citando uma frase do escritor e filosofo ingles Aldous Huxley em que aprendi muito que diz: ‘A experiência não é o que acontece com você; é o que você faz com o que acontece com você’.

Adorei, Ricardo! 😉

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