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#Atitude50: Kika Gama Lobo conta sobre uma aula que mistura Yoga com técnicas de respiração dedicada exclusivamente às mulheres

"Respirar já vem de fábrica, mas algumas pessoas vivem como Kombi e outras, Ferrari. Você pode moldar sua vida. Conduzir seu humor, traçar suas metas, ficar mais bonita e sexy, bem resolvida e até magra, respirando.... Não é tabajara. É real", contou Kika Gama Lobo sobre sua aula de Yogaterapia Hormonal ministrada pela professora Astrid Aranha

Publicado em 25/01/2018 | Por Junior de Paula

*Por Kika Gama Lobo 

“Inspira, respira, não pira….” Ouvi da minha amiga Nadja Winits, pela primeira vez este bordão e, após minha primeira aula de YOGATERAPIA HORMONAL, ministrada pela professora Astrid Aranha, formada em Educação Física e Instrutora pelo The Museum of Yoga ( MOY) , entendi tudo.

Respirar já vem de fábrica, mas algumas pessoas vivem como Kombi e outras, Ferrari. Você pode moldar sua vida. Conduzir seu humor, traçar suas metas, ficar mais bonita e sexy, bem resolvida e até magra, respirando…. Não é tabajara. É real.

Não tive muito medo de ser conduzida pela Astrid. Moradora do Leme, conheço ela da vida, da praia. Nunca fomos superpróximas, mas em um momento difícil da minha vida – dos muitos que passei – ela me ajudou, comprando para o chefe dela, o simpático David Zylbersztajn móveis que eu estava me desfazendo por causa de mais uma mudança de vida.

Começamos conversando sobre transformação. Ela, cinquentona, é uma gata. Sarada, natural, diz fugir dos padrões idênticos, robotizados, desta mulher madura. Astrid comenta que quase todas tem sobrancelha desenhada, unha acrigel, implante de cabelo, Botox nas alturas. Silicone – ela não tem – mas não se grila tanto quanto essas outras esquisitices Na Yoga encontrou a serenidade para mudar e enfrentar a menopausa. Um dia, do nada, teve uma síndrome do pânico e ficou com um lado paralisado, apesar de sempre ter sido vegana ( exceto na gravidez), sempre gostou de malhar, mas queria ir além dos bíceps e tríceps. Conheceu assim o método Dinah Rodrigues, filósofa, psicóloga, professora de yoga quase centenária, dona de uma técnica incrível que propaga mundo afora. Basta olhar seu site www.dinahrodrigues.com.br  Astrid bebe nesta fonte.

Deitei no chão, de malha, no tapetinho que ela trouxe. Começamos de supetão. Ela, por me acompanhar nas redes, minha verborragia matinal, usando o facebook como divã virtual, já sabe que eu sofro muito com a menopausa. Calores, incontinência urinária, ressecamento, mau humor, falta de sono, de concentração, de tesão….

E lá fui eu, com as práticas certas. Comecei com Mula Bandha – Pressionar o períneo com o calcanhar e fazer o ar circular ao mesmo tempo em que as várias repetições selam o assoalho pélvico e tornam a incontinência urinária menos frequente. Depois engatei a Udjanabanda – respiração glandular que melhora a memória e equilibra os sistemas simpático e parassimpático. É como expirar todo o ar, puxando para debaixo da caixa torácica, repetindo muitas vezes. Confesso ter ficado tonta, mas depois me deu uma onda super boa. Por fim, fui de Jalandhara, algo como colocar a língua no céu da boca e fechar a cavidade torácica impedindo a entrada do ar e melhorando a circulação mental , as doenças da garganta e garantindo o bloqueio de dores de cabeça, constantes no climatério. Terminei o ciclo com a posição da vela, no meu caso mais parecia uma banana torta, mas que, na yoga, é vital. Inverter é sobreviver. Ganhamos mais viço, energia, sabedoria, clareza quando colocamos a gravidade sob pressão. Então, se você não consegue ficar ereta, encoste o bumbum na parede e suba as pernas. Fique tipo 10 minutos e vá aumentando até 30. A vida muda, dizem.

Resumindo: estes bandhas são fechos, ou contrações que agem em nossa energia vital.

Posso dizer que depois de 50 minutos de prática, super intensa na respiração, me deu um suadouro daqueles. Astrid me falou para eu não comer nada até 2 horas antes da prática e ela estava certa. Depois minha fome também reduziu, mas senti uma vontade louca de beber água.

Fizemos a prática na casa da minha mãe, no Leme, sem nenhum aparato a não ser o tapete. A empregada falava do almoço, a buzina zoava na rua, a criança berrava no vizinho e nada nos abalava. Amei saber que basta ter força de vontade e uma condutora nota mil que me levou, já na primeira aula de yoga para maturidade que fiz na vida, a amar!

Namastê mulherada!

YOGOTERAPIA HORMONAL

ASTRID ARANHA

Agendamento pelo celular 21- 981577521

www.astridaranaha.com.br

email: astridaranha@gmail.com

Sessão 40 minutos, só para mulheres

Aulas de segunda a sábado, de 07 às 11 hs

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