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Kylie Jenner, Yasmin Brunet e duas hashtags: o que essas guapas têm em comum? Uma luta nobre na web!

Kylie confessou recentemente ter sido humilhada "toda vida", enquanto Brunet revelou no Instagram sua fragilidade quando adolescente. Uma com a #IAmMoreThan e outra com a #IssoNãoMeDefine, ambas têm um objetivo em comum: mostrar que o diferente é belo

Publicado em 01/12/2015 | Por Lucas Rezende

A campanha #IAmMoreThan, criada pela modelo e socialite Kylie Jenner, de 18 anos, há cerca de dois meses, ganhou ainda mais força nesta semana, quando a caçula do clã Kardashian abriu o coração no “The Ellen DeGeneres Show”. À apresentadora americana, Kylie falou sobre bullying, tema que ela pretende colocar no centro da discussão. “Eu fui humilhado toda a minha vida, seja pelos meus pares ou em comentários no Instagram, Twitter ou, qualquer que seja. E eu nunca falei sobre a minha história realmente. (…) Quanto mais pessoas te amam, mais pessoas vão te odiar. (…) Sofri bullying a minha vida toda”, desabafou.

No primeiro semestre deste ano, Kylie, na foto durante entrevista na TV americana, chegou a desabafar no aplicativo Snapchat: “Eu sofro bullying desde que eu tenho 9 anos" (Foto: Reprodução)

No primeiro semestre deste ano, Kylie, na foto durante entrevista na TV americana, chegou a desabafar no aplicativo Snapchat: “Eu sofro bullying desde que eu tenho 9 anos” (Foto: Reprodução)

E, por já ter sentido na pele, Kylie sabe da importância de dar voz a quem passou (infelizmente) pela mesma experiência. “Não importa como você está confiante, isso dói. E ninguém merece ser intimidado por qualquer motivo, não importa o que você pensa.  Eu quero que eles usem a minha plataforma e publiquem suas histórias no Instagram para darem esperança aos meus seguidores e também a mim”, explicou ela que, desde que criou a # compartilhou seis histórias de quem ela chama de “heróis do bullying”.

Na mesma linha tênue, aqui no Brasil campanha semelhante ganhou as redes com a hashtag #IssoNãoMeDefine.  Encabeçada pela modelo e atriz Yasmin Brunet na primeira quinzena de novembro, o movimento tem por intuito mostrar que beleza não é tudo. O interior vale muito mais. “Não sou apenas ‘filha da Luiza Brunet‘. Tenho meus próprios pensamentos, opiniões e ideais. Sou um ser humano assim como você. Ter cabelo loiro e comprido não me define. Sou muito mais que meu cabelo, do que a minha aparência. Padrões de beleza não me definem. (…) Tenho mais a oferecer do que isso”, chegou a escrever.

Com essa selfie, Yasmin iniciou a campanha: "Somos todos iguais nos nossos sofrimentos e vitórias. O que pensam sobre mim não me define. Seus julgamentos não me definem" (Foto: Reprodução do Instagram)

Com essa selfie, Yasmin iniciou a campanha: “Somos todos iguais nos nossos sofrimentos e vitórias. O que pensam sobre mim não me define. Seus julgamentos não me definem” (Foto: Reprodução do Instagram)

E o pensamento foi compartilhado. A atriz Fernanda Souza, por exemplo, entrou na onda. “Acho que nos dias de hoje a busca pelo ‘corpo perfeito’ aumentou muito, o que eu até acho louvável. Só que pra mim, ‘corpo perfeito’ é o corpo saudável, o ‘corpo’ de quem tá preocupado não só com o que se vê por fora, mas sim com o que se vê por dentro!”, postou junto de um vídeo. Com quase 1,2 mil publicações no Instagram, a #IssoNãoMeDefine movimentou, entre tantos internautas, cadeirantes e amputados que, com relatos de sua felicidade, mostraram que aparência é só uma (pequena) questão.

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