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Isabella Fiorentino prestigia o desfile da À La Garçonne na SPFWTRANSN42 e fala sobre a carreira: “Não dá para você lutar muito contra sua genética”

Ex modelo e apresentadora do "Esquadrão da Moda", comentou sobre o período que sofreu de anorexia: " Nos anos 90 era bem mais complicado, tanto que quando fui ganhando mais peso e um corpo de mulher, acabei ficando doente e tendo anorexia decorrente da carreira"

Publicado em 25/10/2016 | Por Leonardo Rocha

Isabella Fiorentino na SPFW (Foto: Raphael Castello/AgNews)

Isabella Fiorentino na SPFW (Foto: Raphael Castello/AgNews)

Isabella Fiorentino compareceu belíssima ao Museu de Arte de São Paulo, o MASP, para prestigiar o desfile da À La Garçonne, que conta com a assinatura de ninguém menos que Alexandre Herchovitch e Fabio Souza, nesta segunda-feira, na 42ª edição da São Paulo Fashion Week. Aposentada das passarelas, a ex-modelo e apresentadora do “Esquadrão da Moda”, no SBT, revelou com exclusividade ao HT, que não consegue – e nem pretende – deixar o mundo fashionista de lado. E como uma boa consultora, ela não deixou de dar seus pitacos sobre a apresentação que viu. “Eu amei o desfile, eles são talento puro e é impossível a gente não apreciar essa visão artística e sustentável. Eles estão sempre inovando e trazendo boas propostas. Adorei, principalmente, a ideia de brincar com o esportivo e o toque de glamour das rendas e a proporção do corpo mais longo. Impecável”, avaliou a top de 39 anos, que apesar de descartar uma volta, sempre sente saudade dos tempos de modelo. “Eu já não desfilo há alguns anos, mas já estou acostumada a vir e assistir aos desfiles dos meus grandes colegas e amigos. É claro que dá uma vontadezinha de estar lá desfilando, mas para isso eu acho que precisaria ter uns 10 quilos a menos”, brincou.

No entanto, apesar de estar longe dos holofotes das semanas de moda, Isabella está prestes a completar nove anos do programa que comando ao lado de Arlindo Grund nas tarde de sábado do SBT. De acordo com ela, a grande sacada da atração é a forma criativa que a produção encontrou para trazer a moda para o cotidiano de pessoas fora do circuito fashion. “Esse é o grande desafio do Esquadrão. É a gente trazer informação de moda para dia-a-dia da pessoa. A gente tem que falar praticamente as mesmas coisas, só que de formas diferentes. Nós já estamos há quase nove anos no ar e isso que a gente tem que fazer com muito cuidado para não deixar que caia na mesmice”, constatou. “E é engraçado, porque depois do programa parece que as pessoas acham que eu já olho para elas pensando no que eu posso mudar nos seus looks”, contou, aos risos.

Sempre alto-astral, ela encontra na leveza a grande aliada para a sua vida, além da descoberta da vida como mãe dos trigêmeos Nicholas, Bernardo e Lorenzo, de 4 anos. Mas se hoje ela segue uma vida tranquila, no auge de sua fama a ex-modelo nos confessou que sofreu de anorexia para manter o corpo magro e esbelto. “É uma carreira que exige muito das meninas, mas o biotipo conta muito. Nos anos 90, era bem mais complicado, tanto que quando fui ganhando mais peso e um corpo de mulher, acabei ficando doente e tendo anorexia decorrente da carreira. Apesar de na época eu ter sido muito magra, lá pelos meus vinte e poucos anos eu já começava a ter um corpo de mulher com curvas e tal. Lembro que foi bem na época de 90, que se exigia aquele beleza esquálida mais magra e então eu tinha que em enquadrar naquele perfil e acabei ficando doente. Mas depois graças a Deus veio Gisele Bündchen com toda aquela brasilidade mais feminina e então eu pude ter o meu corpo normal de volta”, relembrou.

Ex-modelo e apresentadora prestigiou o desfile da grife À La Garçonne (Foto: Raphael Castello/AgNews)

Ex-modelo e apresentadora prestigiou o desfile da grife À La Garçonne (Foto: Raphael Castello/AgNews)

Deixando de lado qualquer arrependimento em sua carreira, a apresentadora acredita que o biotipo é o que mais importa na hora de uma pessoa escolher a carreira de modelo. Para ela, existem meninas que lutam contra a balança e tomam decisões precipitadas, como o uso de remédios para emagrecer, a acabar adquirindo outros problemas em suas vidas por causa de um beleza inalcançada. “A indústria da moda é dura com as meninas, porque tem que ser. É a mesma questão de um jogador de futebol estar fora de sua forma física: ele não vai ter uma performance adequada. Para moda é assim também, as modelos precisam entender que elas têm que se encaixar em um biotipo, por isso a carreira é muito curta. Você não consegue manter um corpo de adolescente por muitos anos. Pode ser uma carreira meteórica, mas curta. É um preço que se paga. Por isso acho que modelo nasce modelo. Você tem que ter o biotipo e não da pra você lutar muito contra sua genética”, indicou Isabella.

Agora, quando se trata dos novos rumos da moda, Fiorentino tem observado que a tendência de reconstrução das peças veio para ficar. “Hoje em dias os adolescentes são muito pouco consumistas, eles prezam muito mais pela customização ou a reconstrução de uma peça já existente do que comprar. Acho que o mercado de moda está indo para um lado de menos consumo e menos exageros. A gente vê no próprio desfile da À La Garçonne moletons de basquete e espeças de militares que você pode comprar em brechós e de repente transformar em uma nova peça única e barata”, completou.

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