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Empresa americana Live Nation compra parte majoritária das ações do Rock in Rio, mas Roberto Medina continuará comandando o evento

"Estamos muito satisfeitos em reunir o maior festival de música do mundo com a maior empresa de entretenimento do planeta. A parceria vai gerar uma série de sinergias que permitirão atingir as ambições ainda maiores do Rock in Rio. Somos duas companhias com uma visão global unificada e com a capacidade de alcançar grandes sonhos", comemorou Roberto Medina, fundador e presidente do RiR

Publicado em 03/05/2018 | Por Ana Clara Xavier

Uma das maiores referências internacionais quando o assunto é entretenimento, a Live Nation anunciou a aquisição do Rock in Rio, o maior festival da América Latina e segundo maior do mundo. De acordo com a nota divulgada, Roberto Medina, fundador e presidente do RiR, continuará comandando, gerenciando e mantendo o seu ‘papel crucial na organização dos eventos’. “Estamos muito satisfeitos em reunir o maior festival de música do mundo com a maior empresa de entretenimento do planeta. A parceria vai gerar uma série de sinergias que permitirão atingir as ambições ainda maiores do Rock in Rio. Somos duas companhias com uma visão global unificada e com a capacidade de alcançar grandes sonhos”, comemorou o empresário. A empresa estrangeira informou que terá a participação majoritária das ações em 2019.

Não foram divulgadas muitas informações sobre os tramites do negócio, mas, segundo o colunista Lauro Jardim, do O Globo, a Live Nation comprou a porcentagem da empresa americana SFX, que é sócia de Medina desde 2014. A companhia detinha 50% das ações. “O Rock in Rio estabeleceu um padrão de negócio para os festivais da América do Sul. O Roberto e sua equipe criaram o RiR para se tornar um evento verdadeiramente global e o mais importante festival no emergente mercado de eventos da região. Estamos ansiosos para integrar esta equipe no setor de negócios da Live Nation”, afirmou Michael Rapino, presidente e CEO da Live Nation Entertainment.

Edição de 2017 do Rock in Rio que fez o evento se tornar o mais popular da América Latina(Foto: Alexandre Durão/G1)

Com esta manobra, a empresa de Los Angeles está expandindo o seu mercado nesta região do continente, depois de uma operação no Brasil na turnê do Foo Fighters com Queens of the Stone Age, em fevereiro. Antes disso, a Live Nation fazia eventos com intermédio de organizações nacionais como a Time For Fun com quem organizou a turnê do Justin Bieber, no ano passado. A empresa atua em mais de 40 países e já possui a sua própria divisão de distribuição de ingressos, a Ticketmaster.

A Live Nation tem mirado, cada vez mais, em festivais tendo comprado a participação em eventos como o Lollapalooza, Bonnaroo e Austin City Limits, nos Estados Unidos, e Leeds e Reading na Inglaterra. Isto tudo porque os festivais cresceram muito em questão de público e rentabilidade no início deste século. Ao se tornar uma das principais fontes de renda do universo musical, o formato atraiu o interesse de empresas de entretenimento que tentam ampliar os seus investimentos.

O Rock in Rio já produziu 18 edições com mais de 9 milhões de expectadores. A marca já expandiu o seu mercado para Lisboa, Madrid e Las Vegas. Entre as atrações, os palcos do festival já receberam Queen, Prince, Guns N’ Roses, Sting, Neil Young, Red Hot Chili Peppers, Iron Maiden, Rihanna, Elton John, Metallica, Stevie Wonder, Shakira, Coldplay, Beyoncé, Bruce Springsteen, Bon Jovi, Justin Timberlake, Paul McCartney, Britney Spears, Roger Waters, Rolling Stones e muito mais.

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