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Em detalhes! Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso relembram o processo de adoção da filha Titi: “Somos seres humanos melhores”, disse a atriz

Durante um ano e meio, o casal viajou mais de dez vezes para o Malawi, cidade da menina. Quando conseguiram a guarda provisória, Giovanna e Bruno ainda tiveram que morar por três meses em uma cidade africana para a adaptação de Titi. Em todo esse período, apenas a mãe da atriz e a prima do ator sabiam dos planos do casal. “Foi um processo doloroso", lembrou Giovanna

Publicado em 03/05/2017 | Por Julia Pimentel

Pai e mãe não só aqueles que geram uma criança. Pai e mãe podem ser de alma, amor e criação. E é isso o que a edição de maio, mês das mães, da Marie Claire mostra. Na capa, a publicação traz Giovanna Ewbank e, pelas páginas, a atriz contou em detalhe à revista o processo de adoção de sua filha, Titi. Ao lado do marido, Bruno Gagliasso, a atriz relembrou todo o período que durou cerca de um ano e meio e foi composto por mais de dez viagens ao Malawi, cidade de Titi. Pela primeira vez, Giovanna revelou os momentos de angústia e os bastidores do processo que até hoje emociona a atriz. “O abrir daquela porta mudou minha vida. Chissomo, a minha Titi, me recebeu com um sorriso e os bracinhos abertos e transformou para sempre os dias da família que se formou naquele momento”, contou Giovanna Ewbank.

O começo dessa história de amor para muitos já é conhecida. Em viagem a trabalho para a África, pelo Domingão do Faustão, Giovanna Ewbank conviveu com o trabalho de uma ONG americana que cuida de crianças órfãs do continente. Entre elas, estava a pequena Chissomo, a Titi, que na época tinha um ano. Lá, segundo Giovanna, ela teve um “reencontro de almas” quando viu a criança pela primeira vez. “Ficamos o dia todo juntas. Liguei para o Bruno e disse: ‘Encontrei minha filha’. Ele respondeu: ‘Então me sinto pai dela’.”, lembrou.

Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank são pais de Titi há um ano (Foto: Gustavo Zylberstajn)

A partir daí, o casal já iniciou o processo burocrático para trazer a menina para o Brasil. Tudo em sigilo máximo, Giovanna revelou que apenas mais duas pessoas sabiam dos planos dos artistas: sua mãe, Deborah Ewbank, e a prima de Bruno Juliana Pedrosa. As duas, que também ilustram a matéria da publicação, contaram que, desde o primeiro momento, Giovanna e Bruno já se comportavam como pais de Titi. “Minha filha saiu do Malawi e foi me encontrar na África do Sul. Ali já era outra pessoa: só falava na Titi”, lembrou Deborah. Já Juliana esteve ao lado de Bruno Gagliasso no primeiro contato do pai com a filha. “O primeiro abraço foi de pai. Parece piegas, mas quem viu a cena sabe que é especial”, disse Juliana.

Relações estabelecidas e amores potencializados, Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso protagonizaram o papel mais tenso e angustiante de suas vidas: a espera pela decisão da justiça do Malawi. Neste processo, o casal viajou mais de dez vezes para a cidade africana. Muitas delas, em emergência e de uma hora para outra. “O juiz malawiano ligava e tínhamos que sair do Brasil o mais rápido possível. Mesmo com o trabalho, largávamos tudo e voávamos para lá”, lembrou a atriz. Para manter o sigilo do processo, Giovanna e Bruno adotaram algumas estratégias para disfarçar as constantes viagens para a África no período de um ano e meio. Nas redes sociais, por exemplo, os artistas compartilhavam fotos antigas no Rio de Janeiro, onde moram, para fingir que estavam na cidade maravilhosa.

Giovanna Ewbank e Titi para a Marie Claire de maio (Foto: Gustavo Zylberstajn)

A cada viagem, Giovanna contou que a expectativa aumentava mais. Prova disso é que, assim que mergulhou em sua melhor aventura, a atriz já começou a arrumar o cantinho de Titi no Rio de Janeiro. O quartinho da pequena, que o casal dizia que era um cômodo em obra, ficou cerca de um ano fechado esperando sua chegada. “Foi um processo doloroso porque sabíamos que poderíamos dar melhores condições a nossa filha. O alimento lá era mingau”, contou a mãe. “Eles jogavam o prato de comida no chão como se as crianças fossem cachorros”, completou Bruno.

Em todo esse processo, em mais uma viagem ao Malawi, que já tinha virado comum no dia-a-dia do casal, Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso receberam a notícia tão esperada. O juiz africano concedeu a guarda provisória de Titi para o casal mas, como condição, os dois precisariam ficar três meses em Lilongwe para a adaptação da criança. E assim foi feito. Por três meses, Giovanna e Bruno moraram na cidade africana e virar despertar ainda mais os sentimentos de pai e mãe da pequena Titi. “Ouvimos Titi falar a primeira palavra, ‘flor’. Foi nossa licença-maternidade”, lembrou a atriz. “Foi encantador ver Giovanna dando o primeiro banho na filha. Colocou-a na banheira ainda vestida, para não assustá-la. Tirou a roupinha aos poucos e limpou as unhas com uma escovinha com carinho e cuidado. Ali nasceu uma mãe”, contou a prima de Bruno, Juliana.

Com a guarda concedida, o trio chegou ao Brasil no domingo das mães de 2016, no dia 8 de maio. “Ela chegou para unir ainda mais a família. Somos seres humanos melhores depois dela”, confessou Giovanna. Depois de tanto segredo e estratégias para manter a discrição da pequena Titi na vida do casal, a criança foi revelada através de uma foto postada por Luca Baldacconi, irmão da atriz. Quem não lembra daquele primeiro registro público de Titi de bandana amarela? “Acho que conseguimos nos blindar por um bom tempo. Queríamos que ela se sentisse bem em casa, antes do assédio da imprensa. Negamos muito até confirmarmos a adoção”, analisou Giovanna.

Primeira foto de Titi como filha do casal foi postada pelo irmão de Giovanna (Foto: Reprodução)

E essa preocupação com a super exposição da filha, hoje com três anos, não diminuiu. Ao máximo, o casal, a família e os amigos tentam preservar a menina. Entre uma foto espontânea e outra no Instagram de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, eles ainda tentam manter a discrição nos vídeos em família e passeios pelo Rio de Janeiro, principalmente. Inclusive, na matéria especial da Marie Claire, Giovanna Ewbank só aceitou detalhar a sua experiência adotiva se a filha Titi não estampasse a página da revista. “Não queremos expor nossa filha dessa forma. Aceitaremos contar nossa história pela causa da adoção”, pontuou a atriz.

Hoje, sem esconder a felicidade, Giovanna e Bruno garantiram que querem manter vivas as raízes africanas da menina. De acordo com o casal, viajar para o Malawi uma vez por ano com Titi faz parte dos próximos planos da família. O que também está inserido no futuro do casal é a vontade por mais filhos, biológicos ou não. “Queremos adotar mais um. Não sei se no Brasil ou fora. Para mim, o que menos importa é o local ou nascer dentro de mim ou não. A relação entre mãe e filho não é do corpo e sim da alma”, sintetizou Giovanna.

 

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