Estamos passando por uma verdadeira metamorfose no fazer, vender e consumir moda. O processo já vinha sendo desenhado com a Quarta Revolução Industrial e tudo de mais high tech que a indústria 4.0 tem nos proporcionado. No entanto, ganhou uma aceleração grande nesse um ano e meio que temos enfrentado a pandemia da Covid-19. Estamos vivenciando experiências de compras digitais e físicas, que podem ser chamadas de phygital e um reformular o produzir. Vimos que a overproduction vai ficar no passado e que são amplos os caminhos da moda 3D. Empresas já estão trabalhando com módulos 3D e até ajustes de modelagem podem ser feitos em tempo real 3D e um catálogo digital permite que o cliente tenha um feedback instantâneo e possa tomar uma decisão rapidamente sobre qualquer pessoa em qualquer lugar. Vimos que dentro desse catálogo digital, vem um catálogo de tecidos, onde se pode fazer testes com diferentes têxteis e também tem as etapas de pré-produção e de fabricação.

Portanto estamos em tempos de novos horizontes. De ambientes phygital, da moda 3D e de até uma cyber moda. Durante uma live promovida pelo SENAI CETIQT com o título “As experiências do consumo de moda durante a pandemia”, ficamos cientes de que hoje, uma marca é lançada na web e, se tudo der certo, o caminho pode ser a loja física. Então, temos que saber como atender plenamente o cliente de forma online. A descrição do produto, o zoom no tecido – mostrar as peças do lado avesso para todos verem o acabamento – para não ter aquela surpresa ruim na hora em que recebe a peça em casa, a fidelização no tamanho das peças para que o consumidor saiba exatamente o que está adquirindo, a humanização na hora da compra e o auxílio ao cliente são ações muito importantes. É vital ainda ter multicanais para fazer com que a experiência da compra online melhores.
O SENAI CETIQT, maior centro latino-americano de produção de conhecimento aplicado à cadeia produtiva têxtil, de confecção e química, e referência em tecnologia, consultoria e formação de profissionais qualificados para a Quarta Revolução Industrial, é vanguardista no oferecer novos modelos de cursos que habilitem cada vez mais profissionais capacitados para o mercado de trabalho. Conectado com as necessidades da indústria, o SENAI CETIQT – Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil, inova mais uma vez e lança o curso de extensão premium Criação Digital 3D: Moda Feminina. As aulas terão início no dia 20 de setembro, em modalidade EaD.

Destinado aos profissionais ou interessados na área de criação de moda, o curso possibilita que o aluno desenvolva protótipos digitais 3D de peças do vestuário feminino e também outros produtos digitais como desfiles para lançamento de coleções. Akihito Hira, Especialista da Gerência de Educação do SENAI CETIQT e idealizador do curso explica que, diante do atual cenário e o rápido avanço da tecnologia, são necessárias adaptações na forma de desenvolver produtos e até mesmo modificar modelos de negócios. “No universo da moda, as ferramentas digitais podem ser inseridas desde a etapa inicial de criação até a comunicação e venda deste produto nas principais plataformas de e-commerce. O designer de moda digital poderá elaborar suas criações de uma forma mais rápida, além de realizar testes e combinações de cores e texturas e simular caimento das peças de roupa”.

O curso possibilita que o aluno saiba projetar, demonstrar e testar as propriedades das roupas em um ambiente virtual e o ideal é que todos possuam habilidades de design e modelagem. “Essas inovações garantirão agilidade, precisão, contenção de gastos e desperdícios, mas para isso, são necessários profissionais com essas novas competências e que sejam capacitados nessas novas habilidades cada vez mais exigidas no mercado de trabalho”, comenta Akihito.
As aulas utilizarão sistema exclusivo para o setor têxtil e de vestuário, com professores altamente qualificados. “Os alunos terão contato com uma ferramenta CAD e poderão desenvolver protótipos de roupa, elaborar campanhas de moda e realizar desfiles digitais por meio de animação. Uma trilha completa de conhecimento dentro da nova profissão de Designer de Moda Digital”, frisa.

Akihito Hiro é um grande estilista e um dos pioneiros na Alfaiataria 4.0. Ele sempre pontuou que o CETIQT é completamente voltado para o sucesso da indústria têxtil e, com toda sua história, é inovador sempre. Como tenho pontuado, o SENAI CETIQT está profundamente em sinergia com a modernização no cotidiano do setor têxtil e de confecção e dos novos rumos das indústrias. Diante da Quarta Revolução Industrial, realidade que já bate à porta, compreender o papel das máquinas, assim como o das inovações que elas promovem, é essencial para entender as novas tendências e formas de comportamento. Mais do que qualquer outro fator, o profissional da moda precisa buscar conhecimento e saber reconhecer as transformações que a sociedade vem sofrendo e em ritmo que foi acelerado pela pandemia do coronavírus. Neste momento atual, no qual players das indústrias, profissionais inseridos em toda a cadeia produtiva e consumidores têm refletido (e colocado em prática) sobre as tecnologias que permearão – com certeza – o produzir moda no Brasil e no mundo já sentimos o reverberar de vozes sobre programas de inovação tecnológica para moda, desenvolvimento de sistemas inteligentes e equipamentos para automação dos processos de confecção, zero waste, economia circular, sustentabilidade + consumo consciente e upcycling ressignificando uma nova produção.

A indústria têxtil e de confecção acelerou a adequação dentro desse momento novo que é a Quarta Revolução Industrial, passando por etapas que até mesmo o próprio designer de moda enfrenta e as inserções dessas tecnologias que são utilizadas. O designer hoje tem consciência que a criação passa agora também pelo co-criador, ou seja, o consumidor sendo também o criativo até mesmo com a personalização em massa desses produtos na indústria da moda. A importância de se ter um profissional que entenda dados, em todas as áreas, não só na moda, é fundamental para que o desperdício seja menor e o profissional cada vez mais assertivo. Como nós temos apontado aqui, a moda não é mais “o consumidor se vira com a moda”. Está havendo uma necessidade de mudança imediata. Akihito Hira cita o exemplo de um desenvolvimento de produto a partir da alfaiataria 4.0. “Aqui a gente produz roupas sob medida. Uma roupa feita para o consumidor, na qual ele escolhe o tecido, os acabamentos, mas que tem toda uma etapa projetual de processos que precisa ser vencida. E aí a gente tem o uso de tecnologias que são importantes dentro desse contexto 4.0 e já existem no mercado aplicativos para fazer tomadas de medidas. E também tem scanners corporais que auxiliam nesse processo para a construção dessas modelagens”.

Quando do lançamento da pós-graduação de Moda 4.0, Akihito lembrou a importância da capacitação cada vez mais múltipla dos profissionais da área de design de moda para o produzir algo extremamente inovador, criativo, sempre trazendo novidades e tendências em termos de tecnologia. À época disse: “Queremos formar os primeiros profissionais do mercado em moda 4.0. Buscamos profissionais que tenham um olhar para o futuro, com perspectiva de mudar. Essa pós formará pessoas capazes de compreender a moda de forma disruptiva, provocando uma mudança na forma de conceber produtos. O foco é mudar o mindset de todos os profissionais da área de moda, da criatividade até a produção final. Os conceitos de inovação e tecnologia permeiam todo o curso, que se utilizará da gamificação como estratégia lúdica de aprendizagem. O objetivo é desenvolver a mentalidade startup para aplicabilidade na indústria, de forma a gerir uma produção mais enxuta e ágil. A pós, por ser “gamificada”, é toda trabalhada num ambiente 3D onde você cria um avatar seu, você escolhe a sua própria roupa para atuar e descobrir todos esses conceitos dentro desse ambiente que a gente fala que é o nosso fashion lab virtual”.
Para saber mais, acesse: https://cursos.cetiqt.senai.br/curta-duracao.html
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