Pública e notória, a votação do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados está marcada para o próximo domingo (17) e deve varar a noite, ganhando ampla cobertura jornalística das emissoras de televisão – como tudo que envolveu o assunto até o presente mesmo. Aliás, deveria. O SBT, por exemplo, ficará apático ao processo durante boa parte do dia. O motivo? Silvio Santos, todo-poderoso, determinou que a programação de seu canal siga normalmente, sem nenhuma interrupção – apenas rapidamente, no fim da noite, quando o resultado sair. Só no único jornalístico já previsto da grade normalmente, o “Conexão Repórter“, lá pelas tantas da madrugada, é que o departamento de jornalismo poderá assumir o controle.
A Rede Globo, por sua vez, deixará o plantão ligado durante todo o rito de votação – deputado, por deputado. O responsável por ancorar a cobertura, ao vivo, será William Bonner, editor-chefe do “Jornal Nacional”. Ele, no entanto, não precisará viajar a Brasília. Houve um consenso que os trabalhos poderão ocorrer normalmente dos estúdios no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. As manifestações nas ruas, previstas para ocorrem durante todo o domingo, também entrarão na pauta, com flashs sequenciais das principais praças. O “Fantástico”, aliás, só tem autorização de entrar no ar após a cobertura da a votação se encerrar e, aí sim, Bonner passar o bastão para Tadeu Schmidt e companhia.
*A Rede Record, por sua vez, vai fazer Rodrigo Faro apresentar seu programa ao vivo para que, a qualquer momento, o departamento de jornalismo possa fazer interrupções. Na sequência, o “Domingo Espetacular” assume as funções.
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