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Gringo Cardia conta dos meses de preparação para criar o cenário da gravação do DVD de Ivete Sangalo: “Queríamos fazer a diferença”

Para que tudo saísse como Gringo queria, ele não mediu esforços e trouxe elementos do mundo inteiro: tecnologias da China, lasers nunca usados na iluminação no Brasil, técnicos de luz da Croácia e da Alemanha e assim por diante

Publicado em 10/12/2018 | Por Junior de Paula

“Esse foi o cenário de show mais grandioso que já fiz na vida”. Foi assim que Gringo Cardia, cenógrafo dos mais conceituados do Brasil  definiu a aventura de criar toda a embalagem para as mais de quatro horas de apresentação de Ivete Sangalo, nesse sábado, data em que ela gravou o DVD Live Experience, que celebra os 25 anos de carreira da cantora mais amada do Brasil. “Nós começamos essa concepção em maio e eu preciso dizer que foi uma parceria minha com Ivete. Ela esteve presente em todos os momentos, pensando junto e propondo ideias. A minha principal ideia é que fosse diferente de tudo o que já se viu no país, um cenário que fosse grandioso como é a ideia desse projeto, para que ela comemorasse seus 25 anos com muito estilo”, contou Gringo, em papo exclusivo com o site HT. Leia Mais: Dudu Bertholini: “Ivete pediu para ficar bonita, gostosa e confortável no figurino do novo DVD”

Gringo Cardia e Ivete Sangalo (Foto: Reprodução)

Para que tudo saísse como Gringo queria, ele não mediu esforços e trouxe elementos do mundo inteiro: tecnologias da China, como os elementos infláveis e as pulseiras interativas, que todo mundo ganhava na entrada do show e que piscavam de acordo com a batida das músicas, lasers nunca usados na iluminação no Brasil, técnicos de luz da Croácia e da Alemanha e assim por diante. “Eu queria uma escola de samba parada, uma abertura olímpica, queria que as pessoas também fossem a cenografia”, explicou o cenógrafo, que não teve o menor puder em misturar diversas influências. “Ivete é um ícone do Brasil, por isso queria que o show mostrasse a nossa alma barroca, um visual que mistura tudo ao mesmo tempo. E a gente sabe fazer isso muito bem, pois não tem medo de misturar, de ter o excesso”, comentou Gringo. Além do cenário em si, o artista ainda cuidou – sempre ao lado de Ivete – da escolha dos coreógrafos e da direção do material audiovisual que eram exibidos nos telões de LED ao fundo do palco.

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Para que tudo desse certo nas quatro horas de duração do espetáculo, dividido em cinco blocos, a construção do roteiro foi costurada, recosturada, montada e remontada, de uma maneira que tivesse uma cadência musical e visual. “Ivete queria um show que fizesse a diferença e ela fez. Foi muito legal ter essa possibilidade de voar, quase sem limites, de fazer uma coisa quase impossível e de fazer parte desse projeto grandioso, com toda a liberdade, que é uma raridade por aí. Pouca gente toparia ideias como a de colocar 100 bailarinos no palco para formar parte do cenário. A maioria das pessoas ia surtar, e Ivete e sua produção não só acreditaram, como fizeram acontecer. E isso fez toda a diferença”, celebrou Gringo. E como foi trabalhar com a cantora? Ele só tem elogios. “Ivete nunca fez exigências, pediu pra eu trazer ideias e ela trouxe muitas outras. Ela sugeriu animal print em determinado momento e eu devolvi com a ideia de colocar uma onça gigante no palco. O Dudu Bertholini, que é genial, e cuidou dos figurinos, já transformou isso em uma parceria com a Versace, foi até a Donatella, que criou junto as roupas… É muito legal quando se tem uma equipe tão sintonizada. Eu só posso tirar o chapéu para toda esta turma”, anunciou.

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E para que tudo o que se viu funcionasse perfeitamente foi muito tempo de planejamento e uma semana para montagem. “Viramos noites por uma semana colocando tudo de pé no estádio. Tudo para celebrar a  consagração da Ivete como uma grande cantora do brasil. Ela traz a alegria, que é a marca da Bahia e embarcou nesse conceito da festa, que deu certo. Todas as pessoas que me ligaram depois do show e todos os comentários que li na internet me disseram que a sensação era que estavam uma boate, em um lugar para dançar, para celebrar. Não era uma caixa escura com todo mudo olhando para o palco. Todo mundo estava dentro da luz e a luz estava dentro de todo mundo”, definiu Gringo.

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