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ZZ Bio: tênis sustentável da Arezzo marca jornada: “Revolução necessária”, diz Alexandre Birman, CEO Arezzo&Co

Feito de material que reduz o impacto ambiental da indústria, o tênis é só o início de um enorme movimento sustentável e da plataforma #ArezzoFuturo

Publicado em 25/11/2019 | Por Heloisa Tolipan

Sustentabilidade, consumo consciente, o social como ênfase e a união por um planeta que tenha seu meio ambiente preservado permeiam a moda do século 21. Sempre atenta aos valores por um mundo melhor e uma ligação direta com a vida de cada consumidor, a Arezzo acaba de lançar o ZZ Bio, um tênis de alta geração, que alia modernidade com conforto e produzido com Amni Soul Eco da Rhodia, o primeiro fio de poliamida biodegradável do mundo. Amni Soul Eco representa um grande avanço sustentável para a indústria, contribuindo assim para a manutenção do meio ambiente para as futuras gerações. Ao contrário das fibras sintéticas, que demoram décadas para se decompor, o material promete ser totalmente eliminado em menos de três anos após descarte em aterro sanitário, o que reduz o impacto ambiental. E o compromisso da Arezzo com a sustentabilidade vai além: o tingimento dos fios é feito com corantes totalmente solúveis em água, que após todo o processo, passa por um tratamento e se torna reutilizável para novo uso.

A label disponibilizou o tênis nas cores preta, azul marinho, areia, bege e verde militar e o novo modelo é o primeiro produto da plataforma #ArezzoFuturo, iniciativa que faz uma sinergia entre presente e futuro.

Alexandre Birman e o ZZ Bio (Foto: Divulgação)

Nessa nova jornada, a marca reforça sua transparência ao trazer tendências com um compromisso importantíssimo. O objetivo é posicionar o grupo como porta-voz dessa agenda de sustentabilidade, trazendo um olhar como marca líder do futuro com iniciativas nas seguinte vertentes: inovação, processo e mudanças na cadeia produtiva e uma consciência que dia a dia estará em sintonia com a Ciência pelo bem do meio ambiente e da humanidade. “A Arezzo é uma empresa com modelo de atuação em sustentabilidade desde 2017, com 12 projetos que contemplam toda cadeia de valor, foco em gestão de resíduos, novos materiais, governança dedicada… Nosso papel como líderes deste setor é ser protagonista desta revolução necessária, que exigirá um alto compromisso, mas estamos prontos para continuar esta jornada”, afirma Alexandre Birman, CEO da Arezzo&CO.

Os novos modelos ZZ Bio são parte da plataforma #ArezzoFuturo (Foto: Divulgação)

O modelo é todo feito com materiais biodegradáveis fornecidos por parceiros: Rhodia/Bertex, Parosi, LRB/Cofrag, Basf, Braskem/Tacosola, Ambra Química, Artecola e Openfield. O grupo Arezzo tem como meta, até 2021,  ter todos os fornecedores certificados pelos programas Origem Sustentável (cadeia de calçados e componentes) e CSCB (couros).

A Arezzo foi uma das pioneiras na adoção da sustentabilidade em sua estratégia de negócios. Com mais de 13 milhões de pares de calçados e 1,5 milhão de bolsas comercializados no ano passado, o grupo trabalha a cultura de sustentabilidade junto ao seu quadro de mais de 1,6 mil colaboradores. Além de envolver seu público interno, a empresa incentiva o engajamento de seu quadro de fornecedores, tendo lançado recentemente o Código de Conduta Socioambiental. O compromisso com a causa é tamanho que Alexandre Birman participou do encontro “Sustentabilidade: é hora de avançar”, promovido por entidades da cadeia coureiro-calçadista e liderado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) que reuniu um público de mais de 400 pessoas no Centro Cultural de Campo Bom, no Rio Grande do Sul.

A Arezzo foi uma das pioneiras na adoção da sustentabilidade em sua estratégia de negócios (Foto: Divulgação)

Alexandre Birman reconheceu os avanços já conquistados na área, porém lançou o desafio: que a cadeia coureiro-calçadista se torne a primeira certificada como sustentável, de ponta a ponta, no mundo. “É o nosso sonho e é por isso que a Arezzo luta há mais de 15 anos”, disse. O grupo tem como meta, até 2021,  ter todos os fornecedores certificados pelos programas Origem Sustentável (cadeia de calçados e componentes) e CSCB (couros).

Alexandre Birman no evento “Sustentabilidade: é hora de avançar” (Foto: Divulgação)

Como venho frisando, o caminho é um só: a sustentabilidade. E isso em todos os aspectos da vida no planeta terra, desde as nossas casas até o processo global das cadeias produtivas em todos os setores. Foi pensando nisso que a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couros, Calçados e Artefatos (Assintecal), criaram o Programa Origem Sustentável, gerido pelo Instituto By Brasil, ainda em 2013, quando as empresas de calçados e seus componentes foram certificadas pelo alinhamento aos quatro pilares avaliados: ambiental, econômico, social e cultural. Mas, ao longo dos anos, muitos pontos mudaram no conceito de sustentabilidade, como a assinatura do Pacto Global da ONU e a revisão das normas ambientais e de segurança ocupacional. Por isso, a certificação de sustentabilidade da cadeia coureiro-calçadista nacional, batizada Origem Sustentável, foi totalmente reformulada em janeiro de 2019.

Alexandre Birman diz que a meta até 2021 é ter todos os fornecedores certificados pelos programas Origem Sustentável (cadeia de calçados e componentes) e CSCB (couros)

Durante o encontro foi realizada a apresentação das soluções para certificação de sustentabilidade para empresas da cadeia coureiro-calçadista. Detalhando o Origem Sustentável, que certifica fabricantes de calçados e componentes com práticas sustentáveis nas dimensões ambiental, econômica, social e cultural, Cristian Schlindwein, gestor de Projetos da Abicalçados, e Ilse Guimarães, superintendente da Assintecal, frisaram que o programa foi reformulado em 2019. Desde então, passou a ter uma maior assertividade nas avaliações, que são desenvolvidas por auditorias externas, sob responsabilidade da ABNT, Senai e, SGS,  com a gestão do Instituto by Brasil (IBB). O programa é baseado em indicadores de sustentabilidade que avaliam todo o processo produtivo das empresas, sendo que o cumprimento de 100% deles resulta na certificação  Diamante, de 90% na Ouro, de 75% na Prata e de 50% na Bronze.

“O consumidor não está só atento aos custos. Ele quer saber de onde vem determinado produto e que as empresas tenham propósitos definidos. Agora, ele sabe que as empresas que assinaram o acordo têm, assim, um compromisso de que toda a cadeia de produção e materiais envolvidos no setor coureiro-calçadista estejam alinhados com a sustentabilidade”, comentou Ilse Guimarães, superintendente da Assintecal. O Programa é voltado para a cadeia coureiro-calçadista e a certificação reconhece as empresas brasileiras que incorporam a sustentabilidade em seus processos seguindo os indicadores do Programa.

Agora, a partir da reformulação, somente empresas que atinjam 50% dos indicadores poderão ser certificadas, na categoria inicial, a Bronze. A partir daí, conforme os ajustes nos processos forem sendo realizados de acordo com os conceitos de sustentabilidade, as empresas podem almejar as categorias Prata (75% dos indicadores), Ouro (90%) e Diamante (100%). Por meio desse programa, a Abicalçados, a Assintecal e o Instituto by Brasil (IBB) incentivam empresas da Cadeia Produtiva do Setor Coureiro-Calçadista a ter um maior engajamento em relação ao tema, que resulte na ampliação das oportunidades no mercado interno e de exportação para países que possuem regulamentação orientada à aquisição de produtos sustentáveis. Outro benefício do selo é a garantia de alinhamento da indústria de componentes e de calçados brasileira com padrões de sustentabilidade do mercado internacional.

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