Moda & Beleza

Minas Trend: Salão de Negócios, plataforma reconhecida internacionalmente, tem excelentes resultados

Promovido pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o evento reuniu em 20 mil metros quadrados cerca de 200 marcas (70 delas estreantes) de vestuário, bolsas, calçados, bijuterias, joias e acessórios para o lançamento de suas coleções Outono-Inverno 2020, recebeu 20 mil visitantes, incluindo compradores internacionais e a expectativa, entre negócios realizados e prospecções estabelecidas durante o Salão, é consolidar uma receita que ultrapasse US$ 200 mil. Expositores estimaram as vendas em até 70% a mais que a edição anterior

Publicado em 30/10/2019 | Por Heloisa Tolipan

O algodão foi o fio condutor da edição de 2019 do Minas Trend com o tema ‘Tecendo Futuros’ (Foto: Pedro Coelho)

Há 25 edições, o site Heloisa Tolipan vem acompanhando o Minas Trend, semana de moda e maior Salão de Negócios da América Latina, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o que vimos semana passada na capital mineira é que o Salão de Negócios cada vez mais se fortalece abraçando, com muita determinação, marcas mineiras e do Brasil de Norte a Sul, surpreendendo, sempre, os compradores como uma referência consolidada para a geração de negócios e criação de moda. Observamos o segmento moda super competitivo diante das demandas e dos mercados globais e uma ênfase na importância da indústria têxtil e da sustentabilidade. “Com essa edição do Minas Trend estamos apontando para um futuro próspero e promissor, tanto para o crescimento dos negócios, criando novas pontes, como para uma fonte de criatividade que vem de Minas e se expande para toda a indústria brasileira”, afirmou Rogério Lima, diretor-criativo do Minas Trend.

Um mergulho no maior Salão de Negócios da América Latina (Foto: Agência Fotosite)

E ele nos contou que o Salão de Negócios e todas as palestras e atividades realizadas nesta edição Outono-Inverno 2020 lançaram luz sobre as diretrizes da Agenda 2030 – Plano de Ação da ONU que visa o desenvolvimento sustentável. Indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 169 metas, para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites do planeta. São objetivos e metas claras, para que todos os países adotem de acordo com suas próprias prioridades e atuem no espírito de uma parceria global que orienta as escolhas necessárias para melhorar a vida das pessoas, agora e no futuro. “Esses ODS foram os nossos guias para pensar essa edição do Minas Trend e escolher a temática. Estamos lutando por mudanças e um futuro melhor. Nós acreditamos que o nosso evento tem a força necessária para repensar essa realidade e propôr muitas soluções, por isso integramos uma agenda de palestras que foi um sucesso, além de performances artísticas”, comentou Rogério Lima.

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A edição Outono-Inverno 2020 do evento reuniu 227 marcas (97 de vestuário, 78 de joias e bijuterias e 48 de bolsas e calçados) em uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados. De marcas novas, foram 36 de vestuário, 24 de joias e bijuterias e 14 de bolsas e calçados. Ao todo, grifes tradicionais e mais recentes ocuparam 272 estandes (123 para vestuário, 97 para joias e bijuterias e 52 para bolsas e calçados). E vamos contar a você, leitor: o que mais ouvimos dentro do Salão ao conversarmos com expositores foi que as vendas ficaram em até 70% acima da edição passada.

Depois de conferir in loco, durante cinco dias, as novidades do Salão de Negócios do Minas Trend, o site Heloisa Tolipan pinçou aqui as apostas de algumas marcas. Conversamos com empresários, estilistas, compradores. Foi lindo de vivenciar mais uma edição. Vem com a gente!

A grife Arte Sacra comandada por Marcela e Carolina Malloy, que conta com 150 pontos de venda pelo Brasil, apresentou a coleção ‘Desejos em Movimento’ que resgatou a ousadia das décadas de 1980 e 1990 em seu Inverno 2020. Impulsionada pelo propósito de criar vestidos, ousados, que destacam a beleza feminina. A marca traz em sua coleção peças que reinventam a sofisticação e a leveza com nuances românticas e, ao mesmo tempo, dramáticas, por conta dos shapes ultravolumosos. Os ombros ganham protagonismo com mangas bufantes e estruturadas. Os tradicionais sereia e midi trazem releituras modernas e atemporais. A cintura marcada é o ponto forte, exaltando a feminilidade da silhueta. Moulages, balonês, jabours, dobraduras, drapeados e plissados criam um rico mix de modelagens. Flores em 3D dão pitadas girlie aos vestidos.

Marcela e Carolina Malloy as gêmeas que comandam a marca Arte Sacra. (Foto: Pedro Coelho)

A cartela de cores vibra com o uva, o orquídea, o pink, e o vermelho tango. A suavidade fica por conta do off White, pérola, nude, rose, e alumínio. O clássico e indispensável preto também está presente. Os tons orgânicos como azul, ervilha, hortelã, floresta e verde escuro compõem o mix. Para a estamparia, o floral, concebido com formas abstratas e tonalidades intensas, faz referência às pinceladas impressionistas de Monet. O art hand é uma mistura de técnicas que exploram a delicadeza e a precisão do bordado manual.

A Arte Sacra apostou nos anos 1980 e 1990 (Foto: Pedro Coelho)

Uma explosão de cores e texturas foi o mood do Atelier Chilaze, das irmãs Claudia e Sandra Chilaze, para a coleção ‘Eletrozônia – Amazônia eletro’. O ponto de partida para a coleção? As culturas das tribos nativas situadas ao longo do Rio Negro. As peças brincam com uma leitura estilizada da arte plumária e da cerâmica amazônica em colorida mesclada a materiais sustentáveis, como cordas de garrafa pet, sisal, linhas, madeira e tubos de papel kraft provenientes do descarte dos rolos de papel higiênico. “As vendas superaram todas as nossas expectativas”, contou Claudia. A irmã, Sandra, acrescentou dizendo que já nos dois primeiros dias do Salão todo o estoque armazenado foi vendido. As irmãs tiveram que pedir para a organização do evento duas estantes para exposição, porque a saída dos acessórios era ininterrupta. “Ficamos profundamente gratas a esta recepção do público”, disse Sandra.

As irmãs Claudia e Sandra Chilaze que comandam a marca de acessórios Atelier Chilaze (Foto: Pedro Coelho)

Estreando no Minas Trend, a label mineira Amanda De Nardi é pioneira ao apresentar peças desenvolvidas com diamante sintético, trazendo frescor ao cenário joalheiro. A designer e ourives aposta na coleção Luminar com pedras que possuem as mesmas propriedades físicas e óticas de um diamante natural. As gemas utilizadas foram produzidas em laboratório com a tecnologia HPHT (do inglês, high pressure high temperature), na qual partículas de carbono foram comprimidas e cristalizadas num ambiente controlado de alta temperatura e pressão, que reproduzem a força da natureza.

A designer e ourives Amanda de Nardi (Foto: Pedro Coelho)

Segundo a diretora criativa, Amanda De Nardi, o diamante sintético ainda não foi utilizado por nenhuma empresa nacional. “Somos pioneiros na produção do mix de peças com as gemas produzidas em laboratório. Estamos fazendo parte de um avanço tecnológico da indústria joalheira que transforma a experiência de compra”.

Joias da marca Amanda de Nardi (Foto: Pedro Coelho)

O Estúdio Monteferro, de Fernanda Ferro, apostou na experimentação e na imperfeição de diferentes materiais naturais e sob uma visão estética focada na beleza e mutação dos elementos. Desse conceito vem sua paixão por pedras brutas, sementes, fragmentos marinhos, metais oxidados, todos que carregam formas orgânicas e as marcas do tempo, trazendo um valor único às suas criações. “Nunca começo uma peça prevendo o resultado final. É sempre um trabalho empírico, que vai tomando forma à medida que os fragmentos vão sendo manuseados. Cada amarração é feita intuitivamente. Esse trabalho é a tradução e a concretização do meu senso estético através de materiais nos quais eu enxergo valor, beleza e significado. E parece que os clientes também tiveram essa visão, afinal tivemos um número de vendas muito favorável”, contou a designer.

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O designer de acessórios Carlos Penna para o Inverno 2020 apresentou a coleção ‘Difusa’. “A ideia foi olhar para a minha história e criações no início da minha carreira. Por isso apostei em lâminas de metal, com pérolas, transparências e misturas entre essas matérias-primas”, conta. Apesar de peças grande e poderosas conferimos como são super leves e acabam ganhando muito destaque nos looks, se tornando verdadeiras protagonistas.

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Uma novidade é que Penna começa a enveredar no universo do vestuário. Em parceria com a estilista Bárbara Monteiro, eles criaram a P.O.R., marca que nasceu de uma troca de experiências e muito do que ‘eles querem vestir’. “Estamos apostando em um produto semi exclusivo e que rompe as barreiras das estações”, contou Bárbara. “Nossa coleção é atemporal e inspirada nas cartas de Hélio Oiticica”, disse Penna. Essa neo label aposta em vendas pop up em sete pontos pelo Brasil.

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A estilista alagoana Manu Mortari nos contou que o crochê salvou a sua vida. “Eu nasci para fazer crochê e roupas. Essa técnica ajudou muito na minha autoestima, porque quando eu tinha 11 anos eu tive queimaduras de quarto grau nas pernas. Passei um ano no hospital e a terapia ocupacional era o crochê. Foi lá que me apaixonei pelos pontos”, revelou. Uma novidade para esta coleção de Inverno 2020 é o poliéster reciclado, que é uma mescla de tecidos naturais e artificiais, o que traz um perfeito caimento, frescor e leveza.

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A moda plus size é a grande praia da marca Maneka há 25 anos. Com a coleção ‘Raízes’, as empresárias Lara e Laís Amorim, que foram pioneiras na moda plus size em Alagoas e também na Bahia, onde abriram uma filial há 10 anos, apostam na mistura de matérias-primas, babados, recortes e estampas que remetem à fauna e à flora alagoana. “Sentimos a necessidade cada vez mais de atender as mulheres que curtem moda e usam um manequim acima do 44. A Maneka vem para valorizar a beleza e a elegância desse público muitas vezes ainda invisível pelo mercado brasileiro”, pontua Lara Amorim.

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“O que deixa mais feliz em trazer minha marca para o Minas Trend é ver que as pessoas valorizam a beleza do artesanato alagoano”, contou orgulhosa Sandra Cavalcante, que se tornou uma referência quando o assunto é a renda filé. Para a coleção ‘Identidades’, a designer, em parceria com um time de artesãs do estado teceram peças únicas e singulares. Pudemos conferir estolas, pelerines, vestidos, saias, bolsas e acessórios ricos em bordados, tramas e texturas que mesclam a arte alagoana com a moda de maneira alegre, multicor. O trabalho desenvolvido por Sandra é um grande celeiro de memórias afetivas e riquezas culturais.

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Aquas Beachwear é um raio de beleza, afinal o sol faz parte dessa marca das designer Goretti e Kelly Acioly, mãe e filha. A dupla aposta sempre em peças em edições limitas e apresentou no Minas Trend, a coleção ‘Espelho da Lua’ que traz desde o rio até as carrancas da Ilha do Ferro como inspirações. “Nós investimos no linho, na viscose e em tecidos rústicos para ressaltar as beleza das mulheres brasileiras”, contou Kelly.

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A beleza e a singularidade das flores foram as inspirações do Atelier Criar. A marca de acessórios desenhada por Soraya Campos lança mini coleções toda semana, trazendo sempre novidades para suas clientes. “As vendas superaram todas as nossas expectativas. Foi surpreendente. Super mega positivo, uma grande surpresa mesmo. O nosso estoque foi todo”, contou feliz a designer.

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A SD por Sheila Morais esteve presente nos acessórios do desfile da grife Denise Valadares na passarela do Minas Trend. Destaque para os brincos de franjas e as tiaras que já são hits da marca, desde a a coleção de Verão 2020. “As nossas coleções são desenvolvidas por meio de técnicas de ourivesaria, com um design bem autoral e aplicação de matérias-primas inovadoras que dão às nossas peças características únicas, com um design atemporal”, contou Sheila. Para o Outono-Inverno 2020, a designer aposta nas frutas, flores e em um universo lúdico e colorido.

A designer Sheila Morais, da SD por Sheila Morais (Foto: Pedro Coelho)

A Caleidoscópio, de Jeanine, Mailda e Renata Fontan apresentou acessórios totalmente artesanais. O ateliê se destaca por formas inusitadas e um mix de materiais e texturas, resultando em um trabalho que bebe da essência da identidade e diversidade da cultura brasileira. Presente em mais de 300 endereços no território nacional, além de 17 países, a marca que entra em sua maioridade, com 21 anos, investe no brilho dos cristais Swarovski, misturado à beleza das pedras brasileiras e pérolas naturais, além da força do aço, prata, ouro, madeira, contas de vidro especiais. “Essa edição foi uma loucura surpreendente. Só sobrou o nosso mostruário. Nós vendemos tudo”, comemora Renata.

As designer Renata e Jeanine Fontan, da Caleidoscópio (Foto: Pedro Coelho)

A marca Morena Canela, de Natal, foi criada há 11 anos e conta com 170 pontos de venda pelo Brasil. “As vendas no Minas Trend representaram um aumento de até  70% em relação à edição anterior. No primeiro dia de feira, eu faturei o mesmo da edição passada mais 20%. Um grande sucesso de vendas”, contou Felipe Pinheiro.

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Lenny Mattos, da marca Lenny e Cia é um criador magnífico. Cada detalhe ganha sua atenção seja a cor, o design, os forros internos e sinônimo de beleza. Para o Inverno 2020, Lenny apresentou uma coleção de sapatos e aposta nas texturas como croco, avestruz e matelassê, além de brilhos e cores vibrantes, um inverno tropical que promete acender os dias mais frios.

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As irmãs Claudia, artista plástica, e Nivia Marisguia, designer, seguem há 30 anos criando peças que aliam emoção, designer e qualidade para a marca Claudia Marisguia Bijoux que é um reflexo dessa união criativa. A label  carrega em sua essência bijuterias ousadas e contemporâneas. No Minas Trend conferi a coleção Caribbean, que se desdobrou em três linhas: Aruba, Saint Martin e Curaçao. As peças trazem detalhes de conchas estilizadas, cavalos marinhos, estrelas do mar e peixes, pinturas vitrificadas, pérolas e pedras naturais. A Linha Aruba exalta a fauna marinha e as paisagens das praias paradisíacas.
A Curaçao aposta em formas geométricas em pedras lapidadas, metal e resina, homenageiam a arquitetura local e seus edifícios históricos, herança da colonização holandesa na região.

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* O projeto “Os Clássicos estão na moda” é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, por intermédio do patrocínio da CEMIG.

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