Minas Trend: Priscila Torres apresenta os highlights de bolsas e calçados para temporada Outono-Inverno 2024


A designer participou da 30ª edição no Minas Trend – Maior Salão de Negócios da América Latina -, promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), realizada em Belo Horizonte, e foi a convidada para a live “Tendências de calçados e bolsas para o Inverno 2024”. “As maxibolsas são mega tendência. “Quase que um lema: ‘quanto maior o acessório, mais compreendida como moderna é a mulher”‘. Mas, os ícones estão múltiplos também. As mini-bags têm seu espaço e a designer conta que há várias opções de alças. As baguettes vão continuar, assim como os acessórios com bastante shape e as hobo bags

“Eu sou cria de chão de fábrica. Minha mãe foi fabricante de calçados durante 20 anos. A técnica e a qualidade são o que mais importam no resultado de um trabalho”. As frases contundentes são de Priscila Torres, designer e diretora criativa da Priscila Torres Design, label especializada em acessórios em couro, repletos de autoralidade. Super ligada ao ominichannel, além da loja física da marca, em Ipanema, no Rio, e ela também alça voos altos com vendas pelo site e através do Instagram @priscilatorresdesign. Priscila participou da 30ª edição no Minas Trend – Maior Salão de Negócios da América Latina -, promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), realizada em Belo Horizonte, e foi a convidada para a live “Tendências de calçados e bolsas para o Inverno 2024″, entrevistada por Francine Pacheco.

Segundo Priscila, as inspirações para 2024 passam pelas maxibolsas. “Quase que um lema: ‘quanto maior o acessório, mais compreendida como moderna é a mulher'”, diz. Mas, os ícones estão multiplicando também. As mini-bags têm seu espaço e a designer conta que há várias opções de alças. As baguettes vão continuar, assim como os acessórios com bastante shape e as hobo bags, de formato meia lua. “Notamos que as bolsas tridimensionais estruturadas e em forma de bola e cilindro aparecem muito nas tendências. Já quanto às cores, o vermelho vem super forte, os tons de cinza aparecem muito e do roxo ao vinho – agora mais para o roxo, que se sobressaiu”, analisa. Ela lembra que o blackberry da Pantone causou alguma estranheza ao público quando chegou, mas a cor acabou sendo adotada, desde o calçado a batons e roupas. Na psicodinâmica, o roxo é a cor da criatividade.

Priscila Torres apresenta os highlights de bolsas e calçados para temporada Outono-Inverno 2024

No que tange aos calçados, ainda que a marca de Priscila seja mais voltada às bolsas – por mais que ambicione colocá-los em breve nas suas coleções -, ela aponta que no inverno, os slingbacks voltarão com muita força e em diferentes alturas, formatos, com e sem biqueira. Segundo ela, este calçado se “encaixa em tudo. Pode ser formal e transitar bastante nos estilos. Por conta da ascensão das sapatilhas é grande, os slingbacks ficaram um pouquinho fora. Outros elementos que estarão in são os slip-on e os sneakers. Os mocassins também e estão voltando, assim como as rasteirinhas naquele no formato boneca, bem delicado e feminino”.  Ainda de acordo com ela, há hoje, entre os clientes, grande cuidado e um privilégio ao conforto. O consumidor pode gostar de saltão e salto fino, mas conforto é prioridade para muitas mulheres”.

Para Priscila, há de se destacar os solados altos, como os tratorados, para mocassim, bota e sapato fechado. Outra tendência são as botas na altura da coxa, overknees, e calçados de bicos quadrados e retangulares. As palmilhas anatômicas ganharão essa característica, “para abraçar o pé e deixar ainda mais confortável”. Ela também aposta nas papetes, que não saíram de moda. As cores seguem de acordo com as bolsas e acompanhada de brilhos, metálicos e aplicações de hotfix, pedrarias… “Sempre tivemos no Verão, mas veremos no inverno”, sinaliza.

Ligamos cor ao sentimento. A cor mostra como somos, como nos sentimos e expressamos nossa personalidade. Ela fala por nós e nos provoca – Priscila Torres

Para Priscila, os acessórios complementam a roupa. “Colocando sapato, bolsa, acessório, a gente transforma o look e se apresenta. Como carregamos tudo na bolsa, ela é mais uma maneira de demonstrar a rotina. “Carregar tudo na bolsa é mais uma maneira de fazer com que o produto que se carrega consigo seja um item transformador”. Mesmo para ela, que era uma pessoa mais básica/minimalista, lançou mão da sua label para ousar mais nos seus looks. “Eu usei sempre muito branco, preto e cinza e coloria com acessórios, mesmo quando trabalhava. Quando lancei a marca, as pessoas se surpreenderam sobre como eu ia apresentá-la se eu, na vida, só usava cores básicas”, diverte-se.

E para abranger mulheres esportivas, sexys, tradicionais, elegantes, despojadas… A marca abrange os sete estilos universais – romântico, clássico, casual, criativo, dramático urbano, elegante, sexy? Para Priscila, sim. “Como a marca adota um estilo minimalista, é possível entrar em várias produções diferentes. Se a mulher é mais esportiva, ou ela está um look dia-a-dia, mais básico, ela consegue encaixar uma shopping bag maior. Se ela é mais executiva, consegue usar outros modelos mais focados para isso”.

Importante ser versátil e ser todas as mulheres numa só – Priscila Torres

Priscila nos conta que a essência e a linguagem da marca passam por sua própria identidade. “Quando decidi criá-la, achei que ela deveria ter a minha cara. O meu produto tinha que ter a ver com o meu estilo, minimalista. Eu gosto de vestir bem, com conforto e caimento e as peças tinham que mostrar isso. Também tenho foco em praticidade e funcionalidade das peças, unindo sentimentos. Eu sou mineira, então foco em criatividade. Morei no Sul, na Itália, e isso me deu a expertise da qualidade. Hoje moro no Rio e levo a informalidade e o despojamento do estilo carioca. Minha marca é a união disso tudo. É um produto de consumo consciente, atemporal e slow fashion, feito para ser duradouro. Tanto que a bolsa de couro combina com todos os eventos e é feita para usar para a vida”. Prossegue dizendo que “pensa em funcionalidade e durabilidade. Tenho preocupação com as pessoas que produzem os acessórios. A mão de obra, que tem que ser cuidada desde o processo fabril até chegar na mão do cliente. Tanto que fomos certificados com o selo ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), que assegura as boas práticas na cadeia produtiva e num meio sustentável a todos. Tanto que todos os nossos funcionários são registrados e cadastrados. A gente cuida da gente e deles”.

É importante o olhar 360º. Não só olhar para a beleza em si, mas ao conforto, à atemporalidade e funcionalidade – Priscila Torres

Maxibolsas são tendência para 2024 (Foto: Reprodução)

Perguntada sobre qual o estilo da mulher que usa Priscila Torres Design, ela diz que “Hoje oferece uma gama maior de produtos e de cores, desde modelagens maiores a menores, estruturadas ou não. Me preocupo em fazer peças que sejam leves e permitam caber tudo que uma mulher adora levar. O meu estilo e o da marca passam pelo minimalismo. E a gente consegue atender diversas mulheres e produções variadas. Tenho clientes meninas novas e senhoras de espírito jovem”. E quanto ao carro chefe da sua loja, ela diz que é a bolsa Anna “que tem um bolso frontal, alças. Ela vende muito em razão de servir tanto para uma pessoa que está num trabalho formal, como para jantar à noite. E ela funciona de maneira diferente. No metalizado ela tem um impacto. No couro castanho/caramelo, ela se apresenta sob outro aspecto. Os detalhes, ferragens, uma ponteira, um recorte fazem diferença. É tudo bem pensado”.

De acordo com Priscila, “as mulheres compram acessórios já pensando nos estilos e produções daquele produto. Anteriormente, era uma ocasião específica. Hoje os acessórios servem como multiplicador de informação”, e sua marca pensa exatamente nessa versatilidade: “Temos uma bolsa mini que pode ser usada com alça, ou sem, como clutch. Serve tanto para ir num casamento como num jantar mais formal. Pensamos tanto na multifuncionalidade da peça, que alguns dos nossos produtos são vendidos com alça à parte o que transforma o look, de modo que ele vira outra determinada opção. Possibilidades mil”.

Bolsa Anna é o carro chefe da Priscila Torres Design (Foto: Divulgação)

EMPREENDEDORISMO 

A loja de Priscila Torres surgiu em pleno período da pandemia, no qual a empresária revelou-se muito audaciosa. Aproveitou-se de que o foco estava no online – condição imposta pela própria crise sanitária – e seguiu em sua iniciativa. Para tanto, arregaçou as mangas. “Comecei focada no varejo online, mas o projeto foi crescendo. O atacado me atrai também e oferece outras possibilidades. Segui me dedicando e trabalhando para chegar nesta que é a segunda edição do Minas Trend que participo e posso ver que meus produtos estão alcançando o Brasil todo, já estão em sete estados. Já em minha primeira participação no evento tive uma boa resposta e clientes. Abri possibilidades para novos e para lojistas, compradores de todas as regiões do Brasil”, ressalta.

Sobre o processo de criação da peça, Priscila diz que a inspiração vem sob vários recortes. “Quando penso na peça, desenho e faço a ficha técnica, prezo pelos princípios que me norteiam que são conforto, funcionalidade e praticidade, de modo que ela possa atender bem ao meu cliente. Quando vejo um desfile, depois observo o comportamento do consumidor, o que ele quer vestir. A inspiração me vem de um desfile, de algo da arquitetura, de um quadro, de design, da natureza, dos sentimentos, das cores… Tudo influencia na hora de criar a peça. São muitos os caminhos”, comenta.

Minas Trend: Priscila Torres apresenta os highlights de bolsas para temporada Outono/Inverno 2024 (Foto: Divulgação)

Formada na Itália, ela diz que o país europeu foi definitivo para fazê-la olhar com mais atenção a parte técnica da confecção das peças. “Quando estava terminando a Faculdade de Moda, eu sabia querer me especializar em sapatos e bolsas e nada melhor do que fazê-lo num lugar de referência onde produzem as melhores marcas. Estudei numa cidade que é pólo calçadista da Itália – uma cidade pequena perto de Bolonha – e me encantei com aquele país, onde morei por mais de um ano. O fato de ser um dos centros comerciais mais famosos do mundo ficou em mim. Quando fui criar a marca resolvi homenageá-lo, batizando as bolsas com nomes de mulheres italianas e os acessórios com nome de cidades italianas. A coleção toda tem como essência homenagear a Itália e a minha paixão pela técnica e pela teoria. Para desenhar pode-se deixar a imaginação fluir, mas a peça será funcional? É preciso entender a técnica, a modelagem, para entender os processos e criar realmente um produto que faça diferença para o cliente. Não adianta fazer algo mirabolante para  quem o vai usa no dia a dia – diferentemente do que há na moda conceitual. Observo cada produto a fundo e olho cada detalhe, participo de tudo”, frisa.