Moda & Beleza

Levi’s® aposta na diversidade racial e de gênero em desfile musical no Rio, para celebrar os 145 anos do jeans que revolucionou o mundo

A marca trouxe para a passarela pessoas comuns como maquiadores e dançarinos de forma a representar todos os brasileiros, com styling de Rogério S. Além disso, ainda apostou em um grupo de street dance da comunidade da Ladeira dos Tabajaras para se apresentar durante o evento. O teaser do projeto Geração 501, no Rio de Janeiro, ainda foi finalizado com a presença da cantora de música independente, Helen Nzinga

Publicado em 25/05/2018 | Por Ana Clara Xavier

Depois de dois finais de semana de muita música e debates sociais em São Paulo, o movimento Geração 501® foi apresentado ontem no Instituto Europeo di Design, no Rio de Janeiro, para influenciadores e imprensa, de forma a mostrar para os cariocas o que a Levi’s® está propondo com esta jogada. O que começou com um evento de comemoração pelos 145 anos do jeans mais icônico do mundo, o 501®, se tornou um movimento que trabalha com os ideais de inclusão, pertencimento e representatividade. Sendo assim, os amantes da marca puderam conferir um desfile, com styling de Rogério S. e beleza de Mary Saavedra,no qual a diversidade era palavra de ordem. Na sequência, os convidados assistiram a uma apresentação de street dance do grupo Dancing in Rio Crew e prestigiou o show de Helen Nzinga, ganhadora do concurso Original’s Studio promovido pela própria grife. “Participaram do evento desde a patricinha da Zona Sul até o cara que vende bala. Quis trazer gente que fosse fã e fazer uma verdadeira mistura que é a cara do carioca”, afirmou Diógenes Queiroz, responsável por selecionar o público que estaria no evento.

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Marina Kadooka é a gerente de marketing da grife no Brasil(Foto: Murillo Tinoco)

O momento mais esperado da noite foi, com certeza, o desfile assinado por Rogério S. O stylist conseguiu refletir toda a proposta nas roupas e modelos que a Levi’s® está levantando neste aniversário do 501®. “O Rogério já é um parceiro da marca que nós gostamos e admiramos, então já havia uma sinergia do projeto, por isso ficou fácil o escolher para representar a diversidade. Durante o desfile, foi possível ver como somos multiculturais, diferentes e, ao mesmo tempo, tão semelhantes. A nossa passarela, no fundo, é a rua. Todas as pessoas se sentiram representadas”, afirmou Marina Kadooka, a gerente de marketing da grife no Brasil. Todas as peças apresentadas estão à venda nas lojas, porque a ideia era trazer o guarda-roupa das pessoas. “Não tive uma preocupação com mulheres vestindo roupas de homens e vice-versa. A Cachos de Duda, por exemplo, está usando um casacão de menino. Fiz um intercâmbio dentro da coleção para reforçar o tema da diversidade. Além disso, tive a liberdade de fazer algumas customizações cortando barras e coisas do gênero”, explicou Rogério.

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Diógenes Queiroz foi o responsável por selecionar o público que estaria no evento(Foto: Murillo Tinoco)

O casting do desfile foi primordial para trazer este conceito de roupa democrática, já que havia pessoas de todas as idades, etnias e gêneros vestindo a marca. “Nós decidimos que não trabalharíamos com modelos, mas pessoas ‘normais’, ou seja, sair um pouco do padrão imposto pela moda. Incluímos gente que, geralmente, não se vê na passarela, por isso tentamos buscar vários tipos de idades e corpos”, comentou o stylist. Um grande exemplo desta diversidade foi a escolha da maquiadora Fernanda Suzz para desfilar. Além de ter um corpo plus size, ela tem cabelo colorido e nunca ficou à frente dos holofotes. “Estou amando a experiência de estar do outro lado, porque sempre fico no backstage acompanhando a correria e, hoje, sou o molde. Estar neste evento representando a mulher brasileira real é muito bacana. Sou gorda, mas tem gente com curvas que também não se encaixa no padrão do mercado e esta grife consegue abranger toda esta galera. Estou realizada”, comemorou Fernanda.

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Fernanda Suzz é a maquiadora que saiu dos bastidores e participou do desfile (Foto: Murillo Tinoco)

A grande estrela da passarela foi a modelo Cachos de Duda. Ela é uma mulher negra que vive na Cidade de Deus, uma comunidade no Rio de Janeiro, e foi escolhida para este protagonismo justamente por trazer o empoderamento feminino em sua pele e fala. “A bandeira da representatividade é algo muito importante que a grife está levantando. Fico muito feliz de ser a peça chave, pois são movimentos como estes que me ajudam a continuar sendo uma pessoa engajada. A Levi’s® acertou muito”, afirmou Duda. Ao lado dela, também desfilou na passarela o embaixador da grife no Brasil, Paulo Dalagnoli. O influenciador já possui este título há quatro anos e acabou levando peças de seu próprio guarda-roupa para os holofotes. “Tenho muito orgulho de carregar este nome junto comigo. Vejo que a empresa tem mudado muito e ganhando uma cara mais moderna. Está saindo do básico e falando sobre diversidade de etnia e gênero, o que é muito importante já que são peças que vão desde o executivo até o operário. Está cada vez melhor”, garantiu o rapaz.

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Cachos de Duda foi a modelo que encerrou o desfile (Foto: Murillo Tinoco)

Cachos de Duda foi a modelo que encerrou o desfile (Foto: Murillo Tinoco)

Tudo foi pensado nos mínimos detalhes para fazer da noite do Geração 501® um grande acontecimento. A trilha sonora do desfile, por exemplo foi discutido previamente por Liana Padilha e Lucas Freire. “Pesquisamos músicas que tivessem a ver com a liberdade, diversidade e democracia do jeans. Trouxemos muitos sons negros e africanos, porque acho que este é o futuro da indústria. Tem muitas canções de gente nova no cenário eletrônico, porque queríamos trazer um repertório alegre”, informou a artista da banda No Porn. A brasilidade da trilha sonora está em algumas sonoridades da No Porn e do conjunto Teto Preto.

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Lucas Freire desfilou e ainda ajudou a fazer o line-up do desfile (Foto: Murillo Tinoco)

Ao final do desfile, foi a vez do grupo de street, o Dancing in Rio Crew, brilhar na passarela. Os integrantes trouxeram um repertório que misturava hip hop com música brasileira como funk e Iza. “Somos uma companhia sem patrocínio da comunidade da Ladeira dos Tabajaras e fazemos flash mob nas ruas de Ipanema, Leblon e Gávea para arrecadar dinheiro. Um amigo nosso comentou com um responsável do evento que conhecia um grupo de street dance e, por coincidência, a organização nos viu durante uma apresentação e acabou nos chamando. É um ambiente super diferente para nós, mas fomos recebidos muito bem”, informou Victória Borges, a porta-voz do conjunto. Ela e os outros integrantes do Dancing in Rio Crew também foram convidados para desfilar.

Victória Borges é a porta-voz do conjunto Dancing in Rio Crew e também desfilou  (Foto: Murillo Tinoco)

A noite foi encerrada com a voz da artista Helen Nzinga, que também se apresentou no Geração 501® em São Paulo. Ela se tornou conhecida dentro da Levi’s® depois de participar do concurso Original’s Studio da própria grife. “Me sinto lisonjeada pela competição ter tido um outro desdobramento, que é a minha apresentação aqui. Estar neste evento significa que gostaram do meu trabalho, que é algo feito com muita correria e luta. Tenho certeza que esta experiência vai abrir muitas portas para mim, uma cantora independente que depende do próprio dinheiro para alcançar o sucesso. É uma marca respeitada internacionalmente e estar falando sobre diversidade com esta equipe é muito significativo. Ela está dando legitimidade a debates que estão sendo levantados na sociedade e acho importante que isto continue acontecendo”, comentou.

Helen Nzinga se apresentou nos dois eventos do Geração 501 (Foto: Murillo Tinoco)

Os convidados também puderam se sentir parte do evento. Ao entrar no IED, o público podia ganhar uma camiseta exclusiva que homenageia o jeans 501®. As estampas foram confeccionadas na hora pela máquina Epson/T&C. “Estamos muito animados com o conceito de se reinventar e por isso oferecemos aos nossos convidados camisetas brancas para serem customizadas. As estampas funcionam como uma pintura na qual cada pessoa pode escolher o desenho que quiser”, explicou Marina Kadooka. Além disso, a galera pode conferir algumas peças exclusivas customizadas para o evento em São Paulo na mostra Collaborations, onde Camila Marques, ​Gabriela Mazepa​ e Lídia Thays tiveram a oportunidade de criar novos designs que foram usados por alguns artistas que subiram ao palco do Geração 501®.

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