ID:Rio Festival – Marju em collab inspiradora com a Kitecoat alimenta a chama de uma moda plural e sustentável


Incrível mesmo é quando as marcas conseguem dar match em conceitos, processos criativos eficientes, resultando em autenticidade pura! Mais bonito ainda, é quando a sustentabilidade é pilar fundamental na atividade de ambas. “Temos o selo ‘Eu Reciclo’, que fica responsável por tirar das ruas a quantidade de papel que usamos para reciclar. Além disso, nossas peças de beachwear vão para o cliente em uma necessarie de algodão cru, que tem inúmeras possibilidades de uso, dessa fora eliminamos o plástico das embalagens, tão comum para esse produto. Também substituímos os elásticos dos nossos biquínis e maiôs por borrachas biodegradáveis e os bojos de nossas peças são feitos com pet reciclado”, revela Cecília Correia

A segunda edição do ID:Rio Festival, multiplataforma que faz a sinergia entre moda, capacitação, empreendedorismo, feira de design, jornada de conhecimento, gastronomia e música impulsionando a identidade/energia criativa do Estado do Rio de Janeiro, evidenciou, mais uma vez, que collabs na moda unem potências criativas. O ‘gol’ das collabs é justamente identificar propósitos em prol de uma produção sustentável em toda a cadeia produtiva e muita identidade na criação, com eficiência nos resultados e muita, muita, muita originalidade. E foi justamente o que a label Marju levou para a passarela no desfile em sinergia com a Kitecoat. Foi lindo de ver!

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Criada pelas irmãs, Cecília e Mariana Correia, apaixonadas por moda praia, a label tem como objetos-desejo biquínis e maiôs couture, além de saídas de praia e acessórios que compõem o beachwear. E se uniu à Kitecoat, de Alexandre Rezende e Paula Lagrotta, que transformaram a paixão pelo mar e a consciência socioambiental em uma marca de upcycling, com projeto de reutilização de materiais provenientes de pipas de kitesurf inutilizadas que se transformam em jaquetas – em peças peças atemporais e cheias de estilo.

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“Inspirada na sofisticação despretensiosa da mulher do Rio, a coleção Marju traz nosso DNA nos tie dyes, tranças, babados, nos maiôs e biquínis com recortes diferenciados e bordados à mão. No styling, viajamos até as famosas praias do Nordeste, conhecidas pela prática do kite, e trouxemos em parceria com a marca Kitecoat, os casacos fabricados a partir do reaproveitamento de pipas do esporte, já em desuso, conectando ainda mais com nosso pilar de sustentabilidade. Em nossa matéria-prima, temos como  base principal a lycra biodegradável, usada em todas as nossas coleções. Além dela, também apostamos em tricô de rayon com lurex“, detalha Cecília, diretora criativa da grife.

A moda-praia deluxe da Marju e a jaqueta da Katecoat (Thais Mesquita)

Ela também frisa sobre a realização do ID:Rio Festival: “É uma honra participar desse evento. O Rio de Janeiro está carente de festivais como esse. O Rio com o seu lifestyle inspira o mundo e precisamos de eventos onde possamos divulgar mais todo esse potencial. Queremos espalhar o estilo de vida leve e despretencioso do carioca, com muita responsabilidade social e ambiental”. E acrescenta:: “Observando a moda brasileira, sinto que as marcas estão cada vez mais livres e conectadas com sua essência. Estou feliz em ver novas grifes tão criativas, usando nosso artesanal de forma super inovadora”.

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A Marju nasceu em 2016, quando as irmãs começaram a vender os modelos que criavam no Instagram. Com peças sofisticadas e atemporais, a marca prima por uma modelagem impecável e produção limpa, com handmade personificado e malhas com DNA biodegradável, que se decompõe após quatro anos se corretamente descartados em aterros sanitários. Sua lycra é feita com as mais novas tecnologias, tem controle de CO² e proteção UV. As coleções são anuais e os lançamentos midi-season, a cada três meses. “Temos o selo ‘Eu Reciclo’, que fica responsável por tirar das ruas a quantidade de papel que usamos para reciclar. Além disso, nossas peças de beachwear vão para o cliente em uma necessarie de algodão cru, que tem inúmeras possibilidades de uso, dessa fora eliminamos o plástico das embalagens, tão comum para esse produto. Também substituímos os elásticos dos nossos biquínis e maiôs por borrachas biodegradáveis e os bojos de nossas peças são feitos com pet reciclado”, destaca, sobre as soluções encontradas pela marca para manter a sustentabilidade como um dos pilares principais.

Cecilia Correia, fundadora e diretora criativa da Marju (Divulgação)

Cecilia Correia, fundadora e diretora criativa da Marju (Divulgação)

” Valorizamos muito o trabalho manual. Em todas as coleções fazemos peças artesanais, bordadas por mulheres artesãs da Baixada Fluminense, que completam a renda da sua família com esse trabalho, e muitas vezes até a sustentam. O tie dye de nossas peças são todos tingidos artesanalmente, um por um, por nossa mãe. Em nosso site, a cliente tem a opção de pagar um pequeno valor para compensar a emissão de gás carbônico dos produtos comprados e os tags que vem presos nas peças são feitos de papel semente, assim o cliente pode plantar esse papel”, finaliza.

No entanto, Cecilia também pondera sobre as ‘dores’ e ‘delícias’ de trabalhar no segmento no Brasil. “Não sei nem por onde começar. Sabemos o quanto é difícil empreender em nosso país. Além de toda a burocracia, temos muita instabilidade econômica. Uma dor especifica da Marju é por conta do nosso comprometimento com a sustentabilidade. Ainda é pequena a variedade de matérias-primas e os preços altos. O que me inspira é ver mulheres usando minhas peças pelas ruas e praias. Amo receber fotos de pessoas felizes de Marju pelo mundo afora”. E revela um sonho: “Ser comprada por um grande grupo, pois assim poderemos ter mais investimentos para realizar meus ideais sustentáveis de forma mais efetiva e atingir mais gente”.

A Marju faz uma moda sofisticada e com firme pilar sustentável (Divulgação)

A Marju faz uma moda sofisticada e com firme pilar sustentável (Divulgação)