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Grupos InBrands e Restoque voltam a negociar fusão operacional e movimentam o mercado de ações

As ações da Restoque, que tem capital aberto na Bovespa, dispararam na manhã desta sexta-feira após anúncio

Publicado em 03/06/2016 | Por Junior de Paula

A InBrands – leia-se Ellus, VR, Salinas, Ellus, Richards, Herchocvitch e outras – e a Restoque – dona de marcas como Le Lis Blanc, John John, BoBô e Dudalina  – voltaram à mesa de negociação para uma tentativa de fusão dos grupos. As empresas, que já arriscaram uma tentativa de juntar forças em 2014, mas que não foi à frente à época, resolveram tentar de novo para superar juntas a crise econômica pela qual passa o país. As duas empresas confirmam em memorando de entendimento o objetivo de analisar a fusão de 100% das operações nos próximos meses.

FUJIMURA

Segundo Fato Relevante – anúncio oficial que companhias fazem que podem causar mudanças nos valores das ações das empresas – divulgado pela Restoque, haverá um processo de Due Diligence – uma varredura nas contas e contratos das empresas – recíproco nas próximas semanas, além, claro, de amplo debate interno sobre as bases jurídicas e econômicas da operação. Depois de tudo isso, se confirmada a fusão, ela ainda precisa ser submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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A ideia das duas empresas juntas é ganhar força e reduzir despesas na parte de logística e na gestão, e depois, captar recursos através de oferta pública de ações na Bolsa de Valores. Pelos balanços relativos a 2015, a receita bruta de vendas da Restoque foi de R$ 1,675 bilhão no ano passado, com 328 lojas próprias e 24 franquias, enquanto a Inbrands apurou R$ 1,153 bilhão, com 197 unidades próprias e 178 franquias.

E parece que o mercado viu com bons olhos esse processo de fusão. A Restoque, que já tem capital aberto, viu suas ações dispararem na abertura do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa. Quem viver verá!

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