Moda & Beleza

Grifes apostam em tendências modernas e adequações econômicas e garantem sucesso de vendas no Salão de Negócios do Minas Trend. Veja os destaques!

Nesta 20ª edição do evento, os mais de três mil compradores que circularam pelo local estavam mais dispostos a investir nas criações. Por lá, 201 expositores apostaram em suas ideias e tendências para que a roda da economia pudesse girar com mais dinamismo e alegria nesta temporada. Entre as grifes que adaptaram suas coleções para o panorama de crise, estava a Kalandra. Segundo Ana Castro, empresária e estilista da marca, sem abandonar a essência, ela está reduzindo os bordados dos modelos

Publicado em 12/04/2017 | Por Julia Pimentel

O otimismo reinou nos corredores do Salão de Negócios do Minas Trend. Nesta 20ª edição do evento, os mais de três mil compradores que circularam pelo local estavam mais dispostos a investir nas criações. Por lá, 201 expositores apostaram em suas ideias e tendências para que a roda da economia pudesse girar com mais dinamismo e alegria nesta temporada. Desta pluralidade de designers que participaram da ano.dez do Minas Trend, o setor de vestuário foi predominante. Dos 201 expositores da feira, 72 eram de roupa, que variavam entre festa e casual, e 18 de bolsas. Mas, claro, como um bom evento de moda mineira, a riqueza da identidade fashion do estado se destacou e os brilhos, bordados e pedrarias dominaram o setor de vestuário e acessórios do Salão de Negócios.

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Em um passeio pelos concorridos estandes, o HT conheceu diferentes propostas de moda para o Verão 2018. Embora algumas grifes participantes tenham incorporado o conceito “see now buy now” e levado a coleção da atual estação, Inverno 2017, a maioria ainda optou por seguir a proposta do evento e apresentar as criações da temporada seguinte. Por lá, independente da coleção, da inspiração ou do tipo de moda, a satisfação dominou as conversas. Animados com um aguardado respiro do atual panorama de crise, os designers voltaram a investir em suas criações e ampliaram a criatividade e o público da grife. Vem com a gente conhecer algumas dessas grifes que se destacaram pelo Salão de Negócios!

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Arte Sacra

Uma das principais marcas da moda mineira, a Arte Sacra mais uma vez teve seu estande movimentado na última edição. Referência e inspiração para muitas outras marcas concorrentes, a empresária Carol Malloy reforça seu cuidado a cada edição para garantir a exclusividade dos modelos da grife. Em tempos de plágio e velocidade incontrolável do universo digital, a empresária contou que se preocupa muito com a cópia e, por isso, valoriza mais o conceito do que o resultado na hora de apresentar a coleção.

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Por falar no conceito, Carol Malloy explicou que a inspiração para a coleção Verão 2018 da Arte Sacra foi a poesia urbana. Em uma mistura harmônica entre a arquitetura concretista e o bordado símbolo da marca, a empresária apresentou modelos ricos, coloridos e, claro, belíssimos. “A gente apostou muito na leveza, desconstrução, assimetria e moulage para representar uma mulher forte. A coleção apresenta a figura feminina das grandes cidades de forma moderna e dinâmica, mas, ao mesmo tempo, com muita poesia”, apontou.

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Carol Malloy é a estilista e empresária da Arte Sacra (Foto: Henrique Fonseca)

Entre os elementos que compõem a identidade fashion da Arte Sacra está a estamparia da marca. A cada coleção, a grife mineira surpreende e reinventa ideias em novas formas e cores que são um sucesso por todo o Brasil. Desta vez, Carol Malloy não fez diferente. “Toda a estamparia da Arte Sacra é feita por artistas plásticos. A partir do tema da coleção, cada um interpreta de uma forma diferente. Para o Verão 2018, trouxemos três estampas, batizadas de ‘Ondas’, ‘Arquitetura’ e ‘Poesia Urbana’”, contou.

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Grife Arte Sacra em editorial exclusivo para o Minas Trend (Foto: Henrique Gualtieri)

Quando o assunto foi a paleta de cores, a empresária disse que essa é a primeira decisão nos bastidores da Arte Sacra quando uma coleção começa a ser desenvolvida. Para o verão, Carol Malloy combinou cores exclusivas, novas apostas, tons tradicionais e ícones da estação para a marca, como o preto e o pink. “Como destaques e apostas para o Verão 2018, temos o abricó, lichia, verde sereno, mirtilo, azul infinito, blueberry e vermelho romã”, citou.

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Estampas da coleção Verão 2018 da Arte Sacra (Foto: Henrique Fonseca)

Entre as apostas da grife para o Verão 2018 estão o plissado e os bordados em paetê. Insider das tendências da moda festa pelo mundo, Carol Malloy incorporou estes destaques em sua coleção e ainda acrescentou outras apostas da marca para o verão. “No conceito da nossa coleção, a gente tem a assimetria como uma das inspirações. E, nos modelos, quisemos aplicar essa ideia nas formas e na construção visual. Então, a coleção da Arte Sacra tem vestidos no formato assimétrico, que varia entre mangas, bordados e decotes de apenas um lado”, explicou.

Kalandra

Comemorar 40 anos de história no mundo da moda não é uma tarefa fácil. Por isso, o clima de festa no estande da Kalandra no Minas Trend não poderia ser mais especial e animado. Por lá, além da nova coleção da grife, Ana Castro também expôs uma pequena mostra com quatro modelos da Kalandra que representam esses 40 anos de jornada. Todos originais e próprios do passado, os vestidos revelavam a diferente identidade da marca quando começou. Embora também fossem sucesso nos dias de hoje, esses modelos não tinham a proposta festa. Ou seja, no passado, os brilhos, bordados e a riqueza que hoje são o símbolo da grife de Ana Castro não eram uma realidade. Como destacou, no começo, a marca valorizava a renda as cambraias de linho.

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De frente ao passado e ao presente, Ana Castro analisou o processo evolutivo da marca. Embora não tivesse a proposta festa como é hoje, a Kalandra de 40 anos atrás já apresentava os mesmos elementos fashions dos dias atuais, com destaque para o handmade. No entanto, com o sucesso desta mostra nostálgica da grife, a empresária Ana Castro acredita que os modelos do passado também seriam apostas contemporâneas. “Hoje, ainda mais com essa mostra, eu vejo o quanto a moda vai e volta. Várias pessoas chegam e falam que querem um vestido de 20, 30 e até 40 anos atrás que, embora por um tempo tivessem ficado um pouco over, agora estão dialogando com as tendências do momento. Então, eu tenho certeza que se esses modelos do passado estivessem hoje na coleção, teriam vendido assim como os outros mais de luxo, com bordados e pedraria”, analisou.

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Coleção Verão 2018 da Kalandra (Foto: Henrique Fonseca)

Além dessa parte mais saudosista, o marco dos 40 anos da Kalandra também se fez presente na coleção Verão 2018 da grife. Como disse Ana Castro, a inspiração dos modelos da próxima estação foi a própria história da marca. Com o objetivo de fazer um resgate a alguns símbolos da época, a Kalandra apresentou uma releitura de vestidos de anos atrás do Minas Trend. Outro destaque da coleção Verão 2018 é uma tentativa da grife de modernizar as criações.

Coleção Verão 2018 da Kalandra (Foto: Henrique Fonseca)

Sem abrir mão do DNA essencialmente mineiro da marca, Ana Castro contou que está introduzindo um processo de diminuição dos bordados das peças. “Eu estou sentindo que o cliente está um pouco cansado de muito bordado. Por isso, aos poucos e sem esquecer a nossa identidade, eu estou tentando enxugar mais os modelos da Kalandra. Fora que essa roupa muito bordada tem um preço consequentemente superior. E essa não é mais a realidade do mercado, apesar da melhora”, explicou.

Coleção Verão 2018 da Kalandra (Foto: Henrique Fonseca)

Assim como os bordados estão ficando mais pontuais na coleção da Kalandra, outros elementos passam a ganhar espaço nas criações de Ana Castro. Em uma proposta mais fluida, a estilista prevaleceu a alfaiataria e os novos recortes para o Verão 2018. Mais que uma atualização, essa nova proposta da Kalandra segue as atuais necessidades do mercado de festa brasileiro. “Os casamentos estão ocorrendo cada vez mais na parte da manhã e da tarde. Então, com esses novos formatos, a moda festa precisa estar antenada a isso para produzir de acordo com as atuais necessidades”, ressaltou.

Modelo e Ana Castro, estilista da Kalandra, no Salão de Negócios do Minas Trend (Foto: Henrique Fonseca)

Com tudo isso, a Kalandra apresenta um novo fôlego para as próximas décadas de sucesso. Atualizada e com uma coleção mais versátil e com um custo menor, a grife de Ana Castro também pôs em pratica um desejo dos clientes. Após realizar uma pesquisa de satisfação em janeiro, a empresária percebeu que precisava trazer um espirito mais jovem para as suas criações. Assim, a estilista lançou três meses depois uma coleção cápsula com dez vestidos de festa pensados para uma mulher mais moderna e sensual. “A gente quer atender um público mais jovem, de idade ou de espírito. Como a Kalandra tinha uma essência muito comportada, quisemos trazer um pouco mais de sensualidade e jovialidade. Seja para as formandas ou para mulheres mais confiantes”, explicou Ana Castro sobre a novidade que tem as fendas e os recortes como pilares.

Skunk

Quem também busca novos fôlegos no cenário da moda é a Skunk. No mercado há 32 anos, a grife que renovar seus conceitos e propostas. Já na última campanha, por exemplo, a Skunk trouxe Valentina Sampaio, modelo trans e uma das figuras mais disputadas do momento, como estrela da coleção. Agora, no Verão 2018, a grife reforça seu pensamento moderno e comportamento vanguardista em criações pensadas para todas. Seja nas formas, nos tamanhos, nas cores ou no conceito, a democracia é o principal objetivo da marca. “Nós quisemos fazer uma roupa para todas as mulheres, sem restringir a modelos mais sensuais ou estereotipados. Essa coleção da Skunk é para uma mulher que usa o que quer. Por isso, fizemos uma grade de tamanho para todos os modelos que vai do 38 ao 46”, apresentou o estilista da marca Bruno Nascimento.

Valentina Sampaio foi a estrela da campanha da coleção Inverno 2017 da Skunk (Foto: Divulgação)

Na prática, a Skunk levou para o Minas Trend uma coleção moderna e feminina, De acordo com o estilista da marca, este resultado foi uma consequência fiel da inspiração da coleção. Sem querer explorar a sensualidade exagerada, os modelos da coleção priorizavam o conforto em modelagens mais amplas e tecidos naturais, como algodão, linho e viscose. “Dentro desse tema de resgatar a mulher empoderada e que trabalha e sustenta a casa, nós buscamos fazer uma coleção super feminina. Por isso, nos modelos, têm diversas estampas florais e cósmicas, afinal, a mulher de hoje medita e tem uma relação forte com o universo”, apontou Bruno que, nas cores, também reforçou esse comportamento da mulher moderna. “As cores refletem a alimentação da mulher de hoje. Então, por exemplo, temos como tom na coleção o nude himalaia, em referência ao sal do Himalaia, e a cartela de bejes por causa dos alimentos integrais”, citou.

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No entanto, propor essa explosão de novidades não foi uma tarefa muito simples, ainda mais para uma marca de mais de 30 anos de história. Porém, ciente da importância deste posicionamento contemporâneo da Skunk no cenário fashion, o estilista destacou a importância de a grife assumir as consequências. “Como vanguardistas, a gente precisa peitar essas ideias e mostrar que esse é o novo sistema. Todo mundo é igual e tem direito a todas as suas vontades. No mundo de hoje, ninguém mais é estereotipado”, explicou o estilista da Skunk Bruno Nascimento.

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Isla

Referência quando o assunto são as clutches poderosas do mercado, a Isla, mais uma vez, agitou os corredores do Minas Trend. Um dos estantes mais movimentados do Salão de Negócios, a grife de Silvia Monteiro trouxe a cultura do México para a sua coleção Verão 2018. Nos modelos da próxima estação, a designer explorou as cores do país e um dos principais ícones mexicanos: Frida Kahlo. A partir dessas referências, Silvia explorou as flores e as ilustrações da pintora mexicana para o desenvolvimento da coleção que, como resultado, ficou super feminina.

Coleção Verão 2018 da Isla (Foto: Henrique Fonseca)

Além dos conceitos que inspiraram a coleção, Silvia Monteiro também incorporou a proposta mexicana na cartela de materiais. “Nós usamos bastante palha porque, além de ser um material natural, remete bastante ao artesanato mexicano. Outra proposta que se destaca é a impressão do pitón. Como nós não trabalhamos com couro animal, optamos por reproduzir essa textura e diversas peças para trazer mais uma referência da cultura mexicana para a coleção”, contou.

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No entanto, apesar das novidades, a Isla mantém sua tradição no Verão 2018. Sendo assim, os cristais, a madrepérola e o cetim estão garantidos nos modelos da coleção. Porém, até a tradição ganhou uma nova proposta. “Embora o cristal já faça parte da identidade da marca, nesta estação exploramos as pedras de uma maneira diferente. Não é que as clutches tenham menos glamour, mas elas chegam com uma proposta mais versátil. A ideia é que não seja só mais uma bolsa de festa. Queremos que os modelos da Isla ganhem novas propostas de looks”, destacou Silvia sobre os novos modelos que, como nos mostrou, ficam lindíssimos em looks mais casuais, como calça jeans e camisa branca.

Silvia Monteiro, designer da Isla (Foto: Henrique Fonseca)

O fato é que, seja na tradição ou na inovação, a Isla mantém suas duas propostas de criação. Segundo Silvia Monteiro, é importante que haja uma diferenciação entre a linha mais conceitual, que tem um tema a ser explorado, e a que já está consolidada entre os clientes da grife. “A gente sempre tem em mente que somos uma marca de acessórios. Por mais que nossas bolsas tenham uma característica forte e que falem por si só em uma produção, é preciso entender as necessidades das pessoas. Por isso, dividimos a coleção em uma linha mais básica, que funciona como um complemento para os looks, e outra mais conceitual e poderosa, que é o destaque da produção”, explicou a designer da Isla, Silvia Monteiro.

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Agra

Depois de muitos anos dedicados ao universo da comunicação, Alexandre Agra agora faz parte do cenário fashion. No Minas Trend, o designer estreou sua grife de bolsas em couro em feiras no Brasil. Antes da experiência mineira, Alexandre já havia levado sua arte para Paris, para a Premiere Classe em setembro do ano passado. Por aqui, a Agra chegou com a missão de preencher a lacuna de bolsas, pastas e carteiras em couro masculinas que tivessem a qualidade e o design como elementos de destaque. “Em 2015 eu dei uma pausa no meu trabalho de internet para me dedicar a algo que fosse tangível. Eu sentia falta disso. Fora que a minha proposta inicial também era suprir uma demanda que existia por produtos de qualidade e com um design expressivo”, contou.

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Com um ano de história, a Agra viu no Minas Trend a oportunidade de crescer no mercado do atacado. Hoje, a grife de Alexandre Agra já está presente em algumas multimarcas pelo Brasil e no e-commerce da marca. Como nos contou, o designer está priorizando o cuidado na hora de expandir suas criações. “Eu estou indo aos poucos. É importante ter essa atenção, ainda mais no começo”, completou.

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