Moda & Beleza

Depois de Nova York, Londres e Milão, o universo da moda chega com força total a Paris. A gente conta os highlights!

Teve mistura de tendências, despedida de estilista, desfile ousado com proposta conceitual, supermodelos na passarela e muitas estrelas nas primeiras filas. Vem ver!

Publicado em 04/10/2015 | Por Karina Kuperman

Esqueça Louvre e torre Eiffel, o destaque de Paris essa semana são as badaladas coleções primavera-verão 2016. Os nomes mais importantes do mundo fashion desembarcaram na cidade-luz para conferir criações inéditas de marcas como Balmain, Dior, Paco Rabanne, Chloé, Lanvin e muitos outros. Aqui, os highlights da fashion week que contou com despedida de Alexander Wang da Balenciaga, Rihanna na fila A e brasileiras poderosas cruzando a passarela. Vem com a gente.

Balmain

A marca francesa reuniu diversas estrelas na passarela, mas quem chamou mais atenção foi a modelo Carol Ribeiro, que abriu o desfile com o caminhar poderoso que representa a mulher brasileira após anos afastada do catwalk. “Foi guardado a sete chaves a minha participação, doze anos depois da primeira vez em que pisei numa das mais importantes passarelas do cenário fashion. Acabo de desfilar para a Balmain, apresentando o desfile de Verão 2016 da grife, que tem Olivier Rousteing como diretor criativo. Foi lindo!”, comemorou, logo após o evento.

Aliás, o Brasil foi super bem representado por outras tops, como Alessandra Ambrósio, que desfilou em um vestido curto de mangas compridas com muito brilho e bordados, e Isabeli Fontana, com um look total nude composto de body de manga comprida, saia em tela e um cinto. A cintura marcada, aliás, foi uma aposta forte da marca e apareceu também em corsets fetichistas. Além das veteranas brasileiras, a holandesa Doutzen Kroes e as americanas Lily Aldridge, Gigi Hadid e Kendall Jenner exibiram os modelitos sexy da coleção primavera-verão da Balmain. O casting de supermodels resgatou a essência dos desfiles no começo dos anos 2000.

E quem pensa que as estrelas ficaram só na passarela certamente não viu o público. Da fila A, Kris Jenner, Jada Pinkett Smith e Elena Perminova aplaudiam os looks justos, decotados e vazados que remetiam às mulheres poderosas do final da década de 80. A coleção teve muitas faixas cruzadas em diagonal, peças coladas ao corpo, recortes, crochê, tela e couro trabalhado, tudo para valorizar as curvas da mulher adulta, confiante e sexy que o estilista Olivier Rousteing imaginou. Os babados foram um ponto alto da coleção: sem frufrus, fortes e largos, em nada remetiam ao romantismo.

Já os entrelaçados tipo rede de pesca ganharam reeleituras glamurosas em bordados. As tramas fechadas logo viraram peças quadriculadas vazadas, geométricas e tops recortados tipo bandage. A trilha sonora composta de hits de Michael Jackson fez jus ao cenário deslumbrante. Os lustres de cristal e o pé direito alto do hotel Intercontinental Paris LeGrand, inaugurado em 1862 pela mulher de Napoleão III foi o palco do show. A surpresa da marca ficou por conta da noite anterior do desfile, quando Kendall Jenner e Gigi Hadid, a bordo de looks inéditos da coleção, acompanharam Oliver Rousteing no restaurante La Resérve em jantar promovido por Anna Wintour em homenagem ao CEO do Instagram, Kevin Systrom.

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Chloé

A marca ousou ao misturar boho com sporswear e mostrou, logo de cara, um blusão de seda com pegada esportiva em um look que também contava com uma saia longa de florais. A estilista Clare Waight Keller apostou em peças esportivas sem o lado utilitário, mas com elementos estéticos claros. A ideia funcionou e o resultado charmoso conquistou o público.

Além disso, elementos boho clássicos como rendas, ombros de fora, mangas cigana, saias amplas e peças coloridas também cruzaram a passarela. O jeans foi tendência em roupas streetwear e apareceu em versão ampla.

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Dior

O desfile no Cour Carrée, no Louvre, levou diversas celebs a fila A, mas quem roubou os holofotes foi a nossa Camila Pitanga, como contamos aqui, e, claro, Rihanna. A cantora, primeira negra a ser garota propaganda da Dior, deu uma pausa em sua turnê para prestigiar a marca. Além dela, Elizabeth Olsen, Emilia Clarke, Chiara Ferragni, o fotógrafo de moda Patrick Demarchelier e as brasileiríssimas Paola de Orleans e Bragança, Lala Rudge, Helena Bordon e Camila Coelho também estiveram no evento. O estilista Raf Simons se inspirou no sul da França para compor a coleção leve, com peças de algodão branco, transparências e ondulações. Daí também veio a concha, principal elemento da primavera-verão 2016, que apareceu em barras recortadas, vestidos e tricôs volumosos.

Na passarela, looks como camisolões por cima de shorts, plissados, paletós acinturados, parkas fizeram sucesso e entre muito branco e preto, tecidos com riscas e recortes foram o destaque. O acessório foi um só: gargantilhas. Seja com lencinho enrolado no pescoço por baixo ou pingentes, elas são a aposta de sucesso de Raf Simons.

Nos pés, sapatos de bico fino, salto grosso, fivelas e tiras envolvendo os tornozelos.

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Rick Owens

O desfile mais surpreendente da semana não foi com modelos, mas ginastas e bailarinas que, de ponta cabeça e grudadas a outro corpo, sintetizaram a ideia do estilista de “distorcer a figura” da moda. Ao desfilarem, os corpos “duplicados” moviam braços, cabeças e pernas no ar. O show excêntrico contou com roupas leves e flutuantes de organza, peças metálicas e vestidos curtos que ficaram em segundo plano no universo macabro. Nos pés, as modelos calçavam sandálias baixas estilo gladiador.

O alcance midiático da ideia conceitual de Owens gerou muitos comentários e memes na internet.

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Maison Margiela

Se falamos de estranheza de Rick Owens, a Maison Margiela não ficou para trás. O minimalismo e as cores neutras dos metalizados no começo do desfile logo dão lugar às roupas nude com costura aparente remetendo a suturas e o antiglamour. John Galliano apostou em um conceito sem gênero, com homens usando roupas femininas e mulheres em peças que já foram consideradas masculinas.

A inspiração japonesa só apareceu no meio do desfile, com técnicas e motivos orientais, coloridos, bordados, brilho holográfico, nós que remetem a origamis e tecidos rígidos em contraposição a suavidade das formas.

O make assinado pela beauty artist Pat McGrath era diferente em cada uma das tops.

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Anthony Vaccarello

Depois de imprimir seu DNA na coleção primavera-verão da Versus Versace durante a semana de moda de Londres, Anthony Vaccarello abriu a fashion week de Paris. Com peças que abusavam de fendas e assimetrias, que já são sua marca registrada, misturadas com bolsas e calças jeans, patchwork de listras, alfaiataria e militarismo, o estilista provou que sua marca homônima pode crescer ainda mais. Ou seja: para as estações mais quentes do ano, muitos tons escuros e couro. O must da passarela ficou por conta da homenagem que fez a sua amiga, a modelo Anja Rubik, em roupas que tinham o rosto dela em pontilismo bordado.

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Balenciaga

Em seu último desfile à frente da marca, Alexander Wang criou uma coleção total white, com tons que variavam entre branco, creme e off white em um cenário introspectivo, dentro da igreja do Hospital Laennec. A locação, com uma piscina retangular ao centro que acompanhava a passarela, chão em tom salmão e tanques de carpas no meio remetia às terras gregas e dava um aspecto de tranquilidade ao show. Com calça e macacão cargo, vestidos tipo camisola, detalhes de renda, babados, recortes no busto, shapes geométricos e franzidos, decotes nadador e jaquetas e blazers amplos, a coleção primavera-verão era uma mistura perfeita entre o streetwear esportivo e o universo do sleepwear, com muitas peças – incluindo pochetes, em cetim de seda branco.

Nos pés, slippers de renda branca delicados prometem virar hit da próxima estação. As modelos reais também chamaram atenção e Zoë Kravitz, filha de Lenny Kravitz, estreou nas passarelas com seu 1,60m. Ainda não se sabe quem será o sucessor de Alexander Wang, mas o consenso de que ele terá de se esforçar é universal no mundo fashion.

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Lanvin

A marca trouxe uma coleção recheada de peças-desejo e muita autorreferência. Estampas de bolsas, sapatos e roupas tinham o nome e o endereço da Maison e levavam a letra do próprio estilista Alber Elbaz. Sobreposições como a minissaia calça em alfaiataria, o vestido preto assimétrico sobre o forro nude e peças de estilo grunge chique, com paetês descascados e sutiãs rendados aparecendo no decote davam o tom do glamour imperfeito. Do meio para o fim do desfile, as modelos de cabelos curtos, que antes usavam tons mais sóbrios, começaram a surgir com paetês, babados e muito mix de estampas. O contraste da marca oferece opções para a mulher moderna em qualquer ocasião.

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