Moda & Beleza

Com conceito de inteligência comercial, Xavier Neto reúne principais elementos e estratégias de moda no em seu showroom em São Paulo. Conheça o Fashionroom!

Com status de oásis dos fashionistas, o Fashionroom é o badalado showroom de Xavier Neto, que há anos escreve sua história no varejo de luxo e nos negócios. Agora em São Paulo, ele assume a posição de diretor do espaço que nasce com a proposta de ser o endereço do bom-gosto, da pluralidade e da sofisticação dentro do cenário da moda

Publicado em 18/09/2017 | Por Julia Pimentel

No bairro dos Jardins em São Paulo, uma casa branca de esquina, em estilo minimalista, até discreta em comparação às maravilhas que encontramos lá dentro, reúne uma incrível diversidades de grifes da moda nacional e internacional. Com status de oásis dos fashionistas, o Fashionroom é o badalado showroom de Xavier Neto, que há anos escreve sua história no varejo de luxo e nos negócios. Agora, em São Paulo, ele assume a posição de diretor do espaço que nasce com a proposta de ser o endereço do bom-gosto, da pluralidade e da sofisticação dentro do cenário da moda. “O Fashionroom é um showroom de marcas premium que distribui no atacado para o Brasil inteiro. Na concepção, a gente quis inaugurar um espaço em São Paulo que seguisse os moldes dos ambientes que conhecemos da Itália e França, por exemplo. Então, por isso, o Fashionroom é um local de inteligência comercial que tem a moda como mercado”, explicou.

Xavier Neto é o diretor e responsável pelo trabalho com as grifes do Fashionroom (Foto: Henrique Fonseca)

Sendo assim, por lá, Xavier Neto trabalha suas mais de 30 grifes de diferentes maneiras. Seguindo o conceito de inteligência comercial, o diretor explicou que empresta seus conhecimentos para potencializar a força de marcas conhecidas no mercado nacional e internacional, assim como ajuda a alavancar novos talentos e grifes promissoras. “No showroom, nós fazemos diferentes tipos de trabalho para conseguir otimizar a venda de nossas marcas. Então, prestamos um auxílio na coleção para que haja um mix de produtos baseado na concorrência, definimos uma precificação de acordo com os componentes de mercado, que vai além de caro ou barato e dividimos em grupos de entrega para facilitar as vendas. Isso tudo faz com que a gente tenha fatores que nos ajudem a alavancar os negócios”, disse Xavier que contou adorar desafios de reposicionamento de marca.

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O fato é que, para ganhar a atenção e o cuidado experiente de Xavier Neto e sua equipe no Fashionroom, a marca precisa ser especial e com vontade de crescer. Na função de diretor do showroom, ele assume a curadoria do espaço e destaca que, para participar deste encontro de grandes grifes é necessário ter mais do que talento. “Antes de uma marca entrar para o Fashionroom, eu faço questão de conhecer os donos e de ver que eles estão abertos para esse trabalho de representação. Então, para mim, é importante que eu sinta amor pelo que está sendo feito e que as coleções tenham coerência e consistência com o tema proposto. Fora que as marcas precisam entender que a moda possui um calendário e, como trabalhamos nos moldes internacionais, a produção precisa estar adaptada a isso”, detalhou Xavier que, para aumentar sua seleção de grifes, vai à feiras em busca de novos clientes. “Eu visito eventos pelo Brasil e as principais feiras do mundo. Estou sempre procurando por novidades e vendo o que está em alta. Eu acho que esse movimento também é importante para o nosso trabalho”, apontou.

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Porém, mais do que estar entre grifes estrategicamente selecionadas e sob os cuidados de um personagem íntimo da moda nacional, as marcas do Fashionroom ainda são contempladas com uma estrutura incrível. No showroom paulistano, a decoração e a arquitetura do espaço são um caso à parte. “Depois de visitar vários showrooms pelo mundo, eu sabia que esse nosso espaço tinha que ser neutro e adaptável. Eu acho muito feio quando um ambiente fica vazio, porque a coleção é menor ou as roupas foram vendidas. Para mim, precisava ser um local adaptável, que atendesse a diferentes necessidades e tamanho de coleções, por exemplo”, disse Xavier que, como solução, se inspirou em um modelo de arara japonesa. “Uma vez, em Tóquio, eu vi uma estrutura que, mesmo quando tirávamos as roupas, permanecia muito bonito. Na verdade, não era uma simples arara. É uma obra de arte que pendura roupas”, contou sobre o modelo que trouxe para o Fashionroom.

Arara inspirada em modelo japonês que Xavier Neto apontou (Foto: Henrique Fonseca)

Dentro do showroom, as placas que sinalizam os ambientes de cada loja também merecem atenção. Personalizados e estretegicamente pensados, todos os detalhes do empreendimento de Xavier Neto ajudam a traduzir o conceito de inteligência comercial comentado por ele, que é o pilar das negociações fashionistas. “Aqui, cada marca é o personagem principal dessa nossa história. Também por isso, os espaços tinham que ser neutros e a nossa preocupação com as coleções são tão importantes. Com a decoração do Fashionroom pensada por um viés mais neutro, as roupas acabam sendo as protagonistas e responsáveis por dar charme e vida ao showroom. Por isso só trabalhamos com bons produtos”, destacou Xavier que acredita que este cuidado com o aspecto visual do Fashionroom seja decisivo nas experiências de negócios. “O dono de multimarca que vem nos fazer uma visita não tem muito tempo a perder. Ele quer praticidade para entender do que se trata tal coleção e o que significa determinado conceito. Por isso, precisamos desenvolver artifícios que otimizem esse momento para que a venda seja mais harmônica e prazerosa”, completou.

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E por falar nos empresários que agitam a rotina do Fashionroom, Xavier Neto comentou que através deles tem acompanhando as novas necessidades do mercado da moda. “Ninguém mais quer mais do mesmo. As pessoas estão buscando produtos diferenciados, querem o diferente. Hoje, nós já temos inúmeras marcas de casual e básico que são orientadas pelo preço e podem ser encontradas em qualquer shopping. Mas, aqui, sentimos que as pessoas querem o que não é visto, o novo”, apontou o diretor.

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Nesta busca pelo especial e afastado do fast-fashion, Xavier Neto aproveita o novo conceito das passarelas no mundo dos negócios de moda. Com o pensamento moderno do “see now, buy now”, o diretor contou que showrooms como o seu ganharam ainda mais dinâmica e tempero único. “A mudança no calendário da São Paulo Fashion Week, por exemplo, foi muito interessante para a gente. Nesta última edição, nós já tínhamos toda a coleção do Amir Slama para a compra em atacado antes mesmo que o estilista a apresentasse na passarela. Fora que a gente consegue explorar aquela ideia do re-see, que busca dar uma nova experiência sobre determinado produto que foi visto pela primeira vez na passarela”, explicou Xavier que, nesta antecipação de calendário, contou que já estará recebendo as coleções do Inverno 2018 no começo de outubro. Por outro lado, essas criações só chegarão às lojas em fevereiro do ano que vem.

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