Arezzo: “Estamos nos reinventando, aprendendo a viver novamente”, diz Sheron Menezzes, estrela da campanha Verão


Em entrevista exclusiva, a atriz diz que se identifica com a inspiração “Saudades do Que Não Vivemos” criada pela marca. “Sempre segui meu coração. Mas este ano me deixou com muitas saudades de abraços, passeios, comemorações e casa cheia”, pontua. Portanto, a campanha propõe um calendário próprio pensado para resgatar datas importantes de 2020 que, devido ao isolamento social, não foram celebradas como antes. O objetivo? Inspirar as pessoas a retomarem – mesmo que à distância – as comemorações interrompidas pela pandemia. E por fim, a label faz um convite: “Celebre o agora.”

Sheron Menezzes para a campanha “Saudades do que não vivemos” (Foto: Gleeson Paulino)

Emoção sempre foi palavra de ordem na forma como Sheron Menezzes conduziu a vida e a profissão. A atriz ressalta que não foi fácil chegar ao patamar no qual se encontra. “Lutei muito para estar aqui, para conquistar meu espaço, minha posição e meu nome. Nunca pensei em desistir. Sempre tive o apoio da minha mãe, Veralinda Menezes, e talvez isso tenha me dado muita força. Amo o que faço e não me sentiria completa exercendo outra profissão”, destaca ela, estrela da recém-lançada campanha de Verão 2021 da Arezzo repleta de sandálias, mules, tênis e as amadas bolsas.

Sob a inspiração “Saudades do Que não Vivemos”, a label convida as pessoas a resgatar e celebrar, mesmo que à distância, datas importantes de 2020 que não puderam ser festejadas devido ao isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19. “Sempre segui meu coração e vivi como eu queria. Mas este ano realmente me deixou com muitas saudades de abraços, passeios, comemorações e casa cheia”, reconhece.

Na campanha transmitida em todos os canais da Arezzo, Sheron surge com as cores vibrantes dos novos modelos da marca em seus pés e as bolsas deluxe na série de fashion filmes nos quais festeja seu aniversário, o Dia das Mães, dos Namorados e, como não podia deixar de ser, o Verão. De forma leve e humorada, aparece tendo insights para transformar em motivação e aprendizado os acontecimentos difíceis. E transmite de forma otimista até o sentimento da saudade que tomou conta de todos diante da inusitada situação criada pelo coronavírus.

“O storytelling que queremos transmitir gira em torno da saudade, que se tornou comum à toda humanidade diante do momento que estamos passando. Por isso a ideia de criar histórias leves e otimistas como um respiro, além de propor que as pessoas revivam momentos e celebrem essas datas à distância mesmo fora de época, ressignificando até mesmo a ideia de cronologia”, explica Luciana Wodzik, diretora da marca Arezzo.

Na campanha transmitida em todos os canais da Arezzo, Sheron surge com as cores vibrantes dos novos modelos da marca em seus pés e as bolsas deluxe (Foto: Gleeson Paulino)

A ideia está em sinergia com a análise que Sheron faz sobre o acontecimento que mudou o mundo. Ao traçar um paralelo entre o passado e o presente, aposta que a situação difícil deixará ensinamentos. E, no futuro, nos tornará melhores. “Estávamos vivendo no modo automático. Tínhamos uma enxurrada de informações e funções vindas por todos os lados que não nos ‘deixavam’ parar e respirar. Acho que o hoje e, se Deus quiser, o amanhã, está se desenhando com uma maior valorização do ‘estar’. O mundo nos fez parar e pensar. Hoje, damos atenção a momentos verdadeiramente mais relevantes”, reforça a atriz.

Mas, além das dores que a situação provocou em sua alma e de muitas pessoas no Brasil e no mundo, ela também experimentou momentos de reflexão que sintetizam esta fase. “Certamente tem as dores de quem perdeu entes queridos, muitos nem conseguiram se despedir. Essa dor, vivida e assistida pelo mundo, nunca sairá da minha alma”, respira fundo.

Um paralelo com o aprendizado durante o período de isolamento? “Ah, foram às 24h diárias que pude passar grudada com meu filho. A infância passa tão rápido, as crianças crescem e ganham o mundo tão depressa, que esse momento no qual pude aproveitar e acompanhar bem de perto cada segundo dele também não sairá da minha alma e muito menos do meu coração”, confessa, com ternura ao falar de Benjamin. Único filho da relação com Saulo Bernard, o menino completa 3 anos em 19 de outubro.

Logo, Sheron volta a falar sobre como a Covid-19 afetou sua vida pessoal e profissional. “A pandemia fez o mundo se reinventar. Tivemos que ficar distantes para podermos ficar perto mais rápido. Tivemos que cuidar uns dos outros ficando isolados. Tudo muito louco. Posso dizer que pelo lado pessoal, afetou o aumento de preocupações com aqueles que eu não podia proteger, aumentou o medo, aprendemos a viver sem contato físico. Logo nós, brasileiros que somos tão calorosos. Isso gerou tristeza e angústia. Profissionalmente, aprendi uma nova maneira de me comunicar com as pessoas que me acompanham. Tem sido interessante e divertido. Estamos todos nos reinventando e apreendendo a (re)viver nos tempos atuais”, enfatiza.

Mas, hoje, sobreviver de arte é fácil? “Tenho momentos bons e outros nem tanto, como na maioria das profissões. O lado (muito) bom, é que o mundo está mudando bem rápido, trazendo novas frentes. A roda está girando e a tecnologia abrindo cada vez mais portas e oportunidades para nós”, vibra. E se entusiasma ao falar sobre o que vem por aí: “Estou no projeto de uma série muito legal que teve as gravações suspensas (assim como todas as produções), mas acredito que agora as coisas vão começar a andar e, se Deus quiser, vocês me verão ainda esse ano nas telas. Estou muito entusiasmada com esse novo momento”, conta em tom de mistério. Na TV, a novela Bom Sucesso, exibida até janeiro, foi seu trabalho mais recente. Mas Sheron pode ser vista atualmente na reprise de Novo Mundo, de 2017.

Profissionalmente, aprendi uma nova maneira de me comunicar com as pessoas que me acompanham. Tem sido interessante e divertido (Foto: Gleeson Paulino)

Nesta história todo mundo precisa fazer sua parte. Sheron explica como estendeu a mão ao próximo durante o isolamento social. “A primeira ajuda foi sem dúvida me colocando em total isolamento mesmo não sendo do chamado ‘grupo de risco’. Meu pânico sempre foi pensar nos hospitais públicos lotados, sem vaga e muitas pessoas carentes sem serem sequer atendidas. Fiz parte de grupos de ajuda para pessoas realmente necessitadas (que eram milhares), mas não divulguei. E, através de uma vaquinha online, focamos ainda em profissionais que trabalham no mercado do qual faço parte e que sempre foram muito solícitos, como camareiras e manicures”, conta.

Nos tempos atuais, em que as pessoas estão cada vez mais presentes na internet, o artista alcança facilmente o sucesso. Em contrapartida, da mesma forma pode ser “cancelado” também em redes sociais. O que Sheron pensa sobre o ódio que parece estar presente no coração das pessoas? “Atrás da tela do celular, alguns se tornam (ou acham que se tornam) poderosos para julgar o que está certo e errado. Espero que após essa fase triste que passamos, as pessoas repensem essas atitudes. A cultura do cancelamento é tão limitadora. Por conta dela, muita gente anda com medo de inovar, de mostrar algo novo pois quem faz isso pode está fadado a errar. Mas errar faz parte do aprendizado, da evolução. Quem não inova, quem não erra, quem não arrisca, fica sempre no mesmo lugar”, avalia.

E até onde permite que uma pessoa dê seu ponto de vista na internet? Onde começa a ofensa? “Ponto de vista é algo muito diferente de ofensa, nos faz bem, nos faz refletir e crescer. Ofensa só dói, machuca. Então, permito somente até onde me faz aprender. Gosto de debater com quem tem a opinião diferente da minha, pois o diálogo é sempre válido. Mas não respondo nenhuma ofensa. Responder ofensa é lavar a alma com lama, e isso não vou fazer” garante. E faz um balanço sobre a mulher brasileira: “Eu li e amei a frase ‘A nova mulher brasileira é uma locomotiva que move a própria comunidade’. Somos cada vez mais fortes, alfabetizadas e menos vulneráveis. Nada pode nos parar”, frisa.

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Bate-bola em poucas palavras:

O que sempre falta em sua casa? “Paciência” (risos).

A primeira atitude a começar um trabalho é… “solidariedade com o próximo”

Uma bebida: chá

Uma frase: “A autoestima depende do que está dentro de você, não do que está fora”

Um disco pra eternidade: “Djavan ao vivo”.

Um defeito: “Ser muito sincera”.

Quando tudo passar qual o sonho de uma viagem? “Atualmente qualquer viagem seria um sonho”.

Lugar que você pode afirmar ser o preferido no Brasil? “As praias do Nordeste”.

Os males desse século: “Coronavírus e depressão”.

Acredita em uma vida pós-morte e quem você gostaria de ser? “Ah, voltaria eu mesma, só que mais calma” (risos).

O que falta realizar na vida? “Ih, muito ainda”.

Um livro que ama: Homo Deus – Uma Breve História do Amanhã (Yuval Noah Harari)

Politicamente correto é… “Cada um com sua posição”.

Em momentos tão difíceis de coronavírus, como encontrar a paz? “Meditando”.

Família de artistas: “Todos são e eu amo. Me sinto amparada”.

Se pudesse mudar algum ponto de vista com seu relação ao seu âmago o que seria? “Às vezes, acho que falo de forma muito incisiva e algumas pessoas confundem com grosseria. Não sou grossa gente!” (risos).

Um conselho positivo que já ouviu nessa vida e de quem? “Minha filha, você é muito linda. Seu cabelo é lindo. E não deixe que ninguém nesse mundo diga ao contrário.” Minha mãe, Veralinda, disse isso, quando eu era criança”.

Se sente bem com as redes sociais. Já a deprimiu? “Não, mas é um trabalho”.

O que é a verdadeira estender a mão ao próximo e não apenas discurso? “Se doar ao próximo é a verdadeira solidariedade”.

Ficha técnica:

Agência criativa: CUBOCC

Filme/Foto: Gleeson Paulino
Stylist: Flávia Lafer
Make/Hair: Henrique Martins
Set Designer: Greta Cuneo