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“Se fizesse a Dóris hoje, eu seria amada”, lamenta Regiane Alves, sobre vilã de “Mulheres Apaixonadas”

A atriz referiu-se à personagem que maltratava avós na trama de Manoel Carlos, exibida em 2003

Publicado em 13/04/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Karina Kuperman

A personagem Dóris, interpretada por Regiane Alves, deu o que falar na novela “Mulheres apaixonadas“, exibida entre fevereiro e outubro de 2003. Isso porque a moça maltratava, humilhava e roubava os avós, Flora e Leopoldo, interpretados por Carmem Silva e Oswaldo Louzada a ponto de o público odiar tanto a personagem que sua intérprete chegou a sofrer represálias nas ruas, foi retirada de uma passeata e ouviu xingamentos de uma idosa no elevador do prédio onde morava. Hoje, porém, a atriz acredita que a vilã de Manoel Carlos despertaria sensações diferentes. “Os tempos estão tão estranhos que se eu fizesse a Dóris nos dias de hoje, seria amada”, criticou ela nas redes sociais. E foi além: “‘Esses senhores vivem de mimimi, a Dóris só diz a verdade e o que todo mundo tem vontade de dizer, mas não dize. E que chorem mais'”, disparou.

Regiane Alves com Carmem Silva e Oswaldo Louzada (Foto: Reprodução/TV Globo)

A publicação já chega a quase 10 mil curtidas e muitos fãs concordaram com a atriz. “Dóris seria ministra ou deputada”, chegou a dizer um deles. Outra fã imaginou um possível cenário: “Principalmente por aqueles que desrespeitam avós, pais e tios porque não podem ser contrariados. Dóris seria o símbolo da resistência contra a família ‘tóxica’ e contra avós chamados, muitas vezes, de ‘fascistas'”.

Regiane Alves (Foto: Reprodução/Instagram)

Essa não é a primeira vez que Regiane relembra a polêmica vilã. “Muitas pessoas me perguntam se eu não me importo por sempre ser lembrada pela Dóris, claro que não! É muito difícil para um ator fazer um personagem marcante e memorável, fico feliz que eu tenha conseguido”, chegou a publicar, no ano passado. E, se dentro de cena o clima era tenso, bastava desligar as câmeras que o amor prevalecia nos bastidores. Na época, Regiane ficou tão próxima de Carmem e Oswaldo que chegou a dizer que eles tinham “uma relação de avôs e neta”. Os dois atores morreram em 2008, ambos por falência múltipla dos órgãos. “A gente se abraçava muito depois. Eles eram muito conscientes de que aquelas cenas precisavam ser gravadas com aquelas palavras. Foi muito chocante. Várias ações sociais surgiram na época, porque isso é muito real”, chegou a dizer, em entrevista, no ano passado.

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