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#SaiaDaCaixa de Helen Pomposelli apresenta o trabalho de Leticia Bueno e sua marca de headpieces Siricutico

A empresa nasceu para criar peças para arrasar no Carnaval, mas cresceu e, agora, atende até as fantasias de Halloween. Obra da fashionista, que fez faculdade de moda na Cândido Mendes, em seguida se matriculou no SENAICetiqt, e, depois, foi para Londres, onde completou uma formação de dois anos em moda e marketing na Cavendish College

Publicado em 24/10/2018 | Por Junior de Paula

*Por Helen Pomposelli

(Foto: Miguel Moraes)

Criatividade e muita satisfação naquilo que se faz. Esse é o clima do “ Saia da Caixa” dessa semana, que se inspira no Halloween para falar do trabalho de Leticia Bueno, a capricorniana, carioca, que estuda, cria e trabalha com figurino e que, há três anos, assina a Siricutico ao lado de Clarissa Romancini Viegas, marca de adereços para cabeça, que de sazonal não tem nadinha, pois quando Leticia tem uma idéia vai direto ao ponto! Tudo começou na época de carnaval e, agora, no terceiro ano da marca, a stylist começou fazer peças para ensaios de moda com seu trabalho artesanal de adereços feitos um a um, totalmente diferentes um do outro. São as famosas headpieces que Leticia começou a trabalhar nos ensaios de moda e, hoje, abriu uma porta para eventos e festas pontuais como o Surrealismo e Halloween.

(Foto: Miguel Moraes)

“Estou tendo uma resposta maravilhosa. Não achava que as pessoas, apesar de não ser típico do Brasil, quisessem usar cabeças decoradas no dia das bruxas, aí me deparei com várias festas e pessoas para produzir”, explica Leticia, que usa sempre folhas, flores desidratadas, elementos que faz manualmente, como caveiras e esqueletos, passarinhos, borboletas, beija-flor, plumas e penas. Leticia se inspira no material durante a compra e aí vão surgindo as idéias. “Eu vou comprando o material e pensando em nada. Acho bonito e compro muito. Chego montando, juntando os elementos”, explica. O nome Siricutico surgiu nas suas idas ao bailes e blocos de Carnaval. “Eu sempre falava assim: está me dando um siricutico, uma coisa que estou a fim de fazer. Piadinha interna”.

(Foto: Miguel Moraes)

Hoje, Leticia percebe que sua veia artística na moda é super genética. “Descobri que minha tia avó era modelista e meu avô era alfaiate. Todos com ascendência francesa, moravam em Paris e tinham esse viés de costureiro e eu aprendi a costurar em casa com a máquina que meu pai deu pra minha mãe. Minha mãe odiou e não teve coragem de jogar fora e eu abri o armário e quis pegar, aprendi a costurar sozinha e com 18 anos já fazia bolsas de tule sozinha para uma marca famosa, na minha máquina de costura caseira. Foram 200 bolsas E isso acabou despertando em mim”, lembra.

(Foto: Miguel Moraes)

A figurinista fez faculdade de moda na Cândido Mendes, em seguida se matriculou no SENAICetiqt, e, depois, foi para Londres, onde completou uma formação de dois anos em moda e marketing na Cavendish College. “Com o tempo me especializei em modelagem, que, na verdade, essa coisa do manual sempre me interessou muito mais do que o criativo. Modelagem no papel, montar roupa no papel, e decidir tecido e acabamento, sempre gostei da parte primária da moda, ou seja, do manual da moda”.

“Nunca deixei de fazer o que eu gostava na minha vida eu sempre tive dificuldade de definir minha profissão, porque não sou modelista, sou profissional da moda, eu sei caminhar por todas as áreas. Tive um atelier, no qual fiz vestido de noiva, já trabalhei com lycra na moda praia, roupa, e agora com figurino e o artesanal com adereços de cabeça. Nunca fiz outra coisa da vida, e até queria sair da moda, mas a moda nunca quis sair de mim, eu gosto até da parte administrativa financeira de controle”.

Segundo Leticia, seu maior desafio é ganhar dinheiro com o que gosta de fazer, porque a venda dos adereços de cabeça no Rio é muito sazonal. “Faz muito sucesso na época do carnaval e, ao longo do ano, as pessoas não têm o hábito de usar nada na cabeça para sair. Nem de dia e nem à noite. É um segmento difícil e meu maior desafio é fazer as pessoas usassem acessório de cabeça de janeiro a janeiro, sem ser temático. Penso em fazer chapéu decorado, que as pessoas tem mais costume. Eu mesmo uso sempre e adoro. Às vezes eu vou a uma festa com uma acessório na cabeça, com led, e faz o maior sucesso , é ousado. Sou uma pessoa muito autêntica, não tenho medo de ser feliz, independente do que as pessoas vão achar, se eu estiver achando bonito é o que basta pra mim”. O seu conselho “Saia da caixa”? “Não prestar atenção no que os outros vão achar. Você tem que se sentir bem, gostar , ficar confortável e bancar. Tem que bancar independente do que os outros vão achar. Eu sou dessas” Eu também, Letícia…valeu!

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