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Pós-“Amor à Vida”, Bárbara Paz concorre ao Prêmio Shell de Teatro, no Rio. HT bate uma bola com ela!

Com o projeto de casa nova em São Paulo e procurando um pouso firme no Rio, a atriz arrasa em ensaio sob a batuta esperta de Marcelo Faustini!

Publicado em 07/03/2014 | Por Alexandre Schnabl

Bárbara Paz está com tudo e não está prosa. Além do sucesso que fez na telinha com seu polêmico personagem em “Amor à Vida”, ela concorre neste próximo dia 11 de março à Melhor Atriz na 26ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro por “Venus em visom”, o espetáculo em que foi dirigida pelo seu ex-marido, Hector Babenco, disputando com Lara Garin (Elis, o musical), Zezé Polessa (Quem tem medo de Virginia Woolf), Camilla Amado (O lugar escuro) e Suely Franco por (As mulheres de Grey Gardens – o musical). E, entre seus inúmeros afazeres, ainda arruma tempo para transformar seu apartamento no coração de São Paulo em um enorme loft, todo branco para comportar peças de arte que ela adora! Sim, a libriana de ascendente em capricórnio e lua em escorpião é um agito só. Cabeça no lugar, super centrada, mas o coração pulando a mil.

HT aproveitou para trocar um rápido bate-bola com a atriz sobre questões do cotidiano e teve até elucubração sobre o porquê de a nova novela das nove não haver ainda emplacado para valer. Mas, como a loura não para quieta, antes dessas entrevista ela ainda encontrou um tempinho para posar para as lentes mágicas de Marcelo Faustini para uma exposição com famosos em situações que evocam a cultura espanhola e que irá abrilhantar as paredes do Ibérico, novo restaurante no Jardim Botânico, Rio, voltado para os quitutes da Espanha, do mesmo pessoal do Entretapas, no Rio. A produção executiva da expo está a cargo da super produtora de gastronomia Lou Bittencourt. Confira o bate-bola!

Bárbara Paz: momento de consolidação da carreira e de mudanças (Foto: Divulgação - Marcelo Faustini)

Bárbara Paz: momento de consolidação da carreira e de mudanças (Foto: Divulgação – Marcelo Faustini)

Foto: Divulgação/Marcelo Faustini

HT: Bárbara, como você encara essa indicação para o Prêmio Shell?

BP: Me sinto feliz de estar nessa cidade e receber essas indicações por um espetáculo que amo fazer e que só me traz alegria. Me considero o próprio palhaço que sobe o picadeiro e se deleita com suas brincadeiras!

HT: Como você enxerga as composições que fez no palco, em “Hell” e “Venus em visom”, e a forma de de se entregar a um personagem de novela como em “Amor às Vida”? Diferenças e semelhanças?

BP: São personagens com cargas emocionais completamente diferentes, envolvidos em situações igualmente diferentes. O que existe em comum é que todos têm a sua própria verdade e a entrega é absoluta.

HT: Você terminou há pouco tempo uma novela de excelente impacto junto ao público, “Amor à Vida”. A nova novela das nove, “Álbum de família”, ainda não emplacou. Você já participou de um novela de Manoel Carlos antes. Dentro dessa sua experiência com o universo do autor, o que consideraria que está faltando nesta nova produção para que ela decole?

BP: Olha, não sei dizer. Amo o Manoel Carlos, tudo que ele fizer e escrever eu vou amar. Ele será sempre meu eterno padrinho, pois foi quem me deu a primeira das grandes oportunidades de construir uma personagem na tevê com grande dignidade e profundidade.

HT: Você trilha o caminho do teatro há muito tempo, mas também tem participação viva na telinha, desde o SBT nos anos 1990. Portanto, transita nesses dois universos tão diferentes na forma de interpretar e lidar com o ofício de ator. Que pensa da bombástica declaração dada por Caio Castro na entrevista para Marília Gabriela? Frequentar teatro é condição sine qua non para atuar em qualquer que seja o veículo?

BP: Essa é a estrada do ator, e essa foi a minha estrada. O teatro é minha casa , minha moradia.  Mas tem grandes atores que optam por não fazer teatro e, ainda assim, são grandiosos, pois têm o estudo em outra coisa. Como a grande Glorinha Pires, que não faz teatro , mas faz cinema e é atriz completa. Amo Gloria e seu trabalho. Quanto à entrevista do Caio, não vi e fica difícil assim opinar.

HT: E a nova vida? Quais as mudanças, para o bem e para o mal?

BP: Tudo novo e tudo de novo!

HT: Você comentou sobre pintar seu apartamento todo de branco para que ele sirva de base para um conteúdo pleno obras de arte. Que caminhos nas artes plásticas te sensibilizam? O que você curte?

BP: Ah, tenho projeto de exibir um dia aquilo que faço. Seria ótimo!

HT: Você faz intervenções artísticas, não é? Que tipo de trabalho? Como entrou nesse campo?

BP: Pintura, fotografia, vídeo-arte,escrita Enfim, me interesso naturalmente por tudo aquilo que gera reflexão e inquietação.

HT: E carnaval, qual foi a boa? Se identifica com a alegria da festa de Momo? Como?

BP: Olha, esse ano eu apelei para um trocadilho com meu nome, eu quero é paz, rs! Fiquei na minha, sem folia, mesmo sendo apaixonada pelo carnaval. Mas preferi deixá-lo guardadinho dentro de mim.          

No mais, veja abaixo os indicados para o Prêmio Shell de teatro este ano, com júri do Rio de Janeiro formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Sérgio Fonta.

Autor:

Jô Bilac por “Conselho de Classe”

Julia Spadaccini por “A porta da frente”

Rodrigo Portella por “Antes da Chuva”

Julia Spadaccini por “Aos domingos”

Direção:

Aderbal Freire-Filho por “Incêndios”

Bel Garcia e Susana Ribeiro por “Conselho de Classe”

Isabel Cavalcanti por “Moi Lui”

Rodrigo Portella por “Uma história oficial”

Ator:

Daniel Dantas por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”

Enrique Diaz por “Cine Monstro”

Ricardo Blat por “A arte da comédia”

Thelmo Fernandes por “A arte da comédia”

Atriz:

Bárbara Paz por “Venus em visom”

Laila Garin por “Elis, a musical”

Zezé Polessa por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”

Camilla Amado por “O lugar escuro”

Suely Franco por “As mulheres de Grey Gardens- o musical”

Cenário:      

Aurora dos Campos por “Conselho de Classe”

Joelson Gusson por “As horas entre nós”

André Sanches por “Vestido de Noiva”

Rogério Falcão por “Como vencer na vida sem fazer força”

Figurino:       

Marília Carneiro por “Elis, a musical”

Thanara Schönardie por “A importância de ser perfeito”

Antônio Guedes por “O médico e o monstro”

Marcelo Pies por “Como vencer na vida sem fazer força”

Iluminação:

Maneco Quinderé por “Jim”

Paulo Cesar Medeiros por “Venus em visom”

Renato Machado por “Vestido de Noiva”

Tomás Ribas por “Moi Lui”

Música:

Delia Fischer por “Elis, a musical”

Ricco Vianna por “Jim”

Gabriel Moura por “Cabaré Dulcina”

Rodrigo Penna por “Edukators”

Inovação:

Aderbal Freire-Filho, pela mobilização da classe teatral em busca da recuperação da Sociedade Brasileira de Autores (SBAT.

Movimento “Reage Artista”, por ampliar a participação dos artistas cariocas no planejamento cultural da cidade do Rio de Janeiro

Sede das Companhias, pela dinamização do espaço com uma proposta inovadora de ocupação, promovida pelo encontro da Cia dos Atores, Os dezequilibrados e Pangeia Cia de Teatro

Marcus Vinícius Faustini, pelo conceito e proposta do “Festival Home Theatre”             

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