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Valesca Popozuda se transforma em prisioneira de “Orange Is The New Black” e confirma presença no trio da série durante a Parada Gay de SP

A funkeira regravou "My pussy é o poder" no melhor estilo do programa, com várias referências à trama, e HT conta por que essa união é perfeita para a luta LGBT

Publicado em 01/06/2015 | Por João Ker

Desde a semana passada, o Brasil – ou a grande parte que assina Netflix – tem se ouriçado com a confirmação de que três atrizes do elenco de “Orange Is The New Black”, um dos maiores sucessos da plataforma de streaming, marcarão presença na Parada Gay de São Paulo, que acontece no próximo domingo (7/6). Agora, mais uma diva dos LGBT já confirmou presença no evento, em cima do trio da série: Valesca Popozuda.

Valesca Popozuda – “My Poussey é o poder”

Em um vídeo nada menos do que épico, a funkeira regrava “My pussy é o poder”, um de seus maiores e mais polêmicos sucessos, adaptando a letra para “Minha Poussey é o poder”, alusão à personagem lésbica vivida por Samira Wiley no programa. No clipe irreverente, Valesca faz várias referências ao enredo da série, desde as imagens em que uma barata é usada para transportar cigarros entre celas às imitações e piadas com outros personagens, como Alex Vause (Laura Prepon) e Piper (Taylor Schilling). Os versos vão no estilo de “Muito drama, sapatão, chave de fenda que apaixona e garante a diversão”. É ou não é a diva que todos querem copiar?

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Além de Samira Wiley, as atriz Uzo Aduba (Crazy Eyes) e Nicky Nichols (Natasha Lyonne) também estarão na Parada Gay de São Paulo, sambando em cima do trio ao som de Valesca. Vale lembrar: no ano passado, grande parte do elenco da série marcou uma presença mais do que animada durante a Parada de Nova York, rendendo fotos lindas e hilárias como as que você abaixo:

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Agora, por que Valesca e o elenco de “Orange Is The New Black” são a “dupla” perfeita para lutar pelos direitos LGBT, mesmo que de forma animada? Bem, a série tem quebrado paradigmas desde sua estreia e chamado a atenção do público pela maneira como retrata a alma e o comportamento feminino, abordando a homossexualidade de maneira sensível e nada banal, sem cair em clichês e estereótipos do gênero. Isso sem falar na superexposição de Laverne Cox, um grande acerto do casting que, ao invés de escolher uma atriz para interpretar uma mulher transgênero, optou por dar chance a essa parcela tão jogada para escanteio normalmente. Como sucesso, Laverne não só entrou para a lista de Mais Influentes da revista TIME, como também tem sido uma grande porta-voz das pessoas trans.

Valesca, por sua vez, é uma grande aliada LGBT desde que sua carreira começou a deslanchar de forma meteórica no país. Além de já ter defendido o casamento entre pessoas do mesmo sexo em diversas entrevistas, a cantora lançou recentemente uma campanha própria para que a homofobia seja criminalizada, contando com a participação de vários outros artistas que convida em aparições públicas. “Popofãs, estou lançando uma campanha por conta própria, não tenho interesse político , não tenho interesse financeiro, tenho apenas a minha consciência de que DESEJO que a homofobia seja CRIMINALIZADA!”, publicou a funkeira em seu Facebook.

Até domingo!

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