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“Reflito como devo usar meu corpo, minha imagem e a voz para ajudar a causa feminista”, diz Maria Casadevall

A atriz que protagoniza a série “Coisa Mais Linda”, da Netflix, bateu um papo com o HT sobre a personagem e a importância do protagonismo feminino para o entretenimento

Publicado em 30/04/2019 | Por Iron Ferreira

A atriz Maria Casadevall vem ganhando cada vez mais espaço nas produções brasileiras e imprimindo uma trajetória de sucesso e talento na televisão e no cinema. Atualmente, a paulista de 31 anos colhe os louros de um trabalho bem realizado ao protagonizar Maria Luiza na série “Coisa Mais Linda”. A produção, que é cem por cento brasileira, estreou em março no catálogo da Netflix e vem sendo bastante elogiada pelo público e pela crítica por valorizar o olhar feminino. Sobre o seu papel, ela declarou: “Maria Luiza é uma jovem paulistana de família rica no final dos anos 50 que, a partir de uma decepção amorosa, parte junto com outras mulheres numa jornada de autoconhecimento em busca de emancipação numa época ainda muito pouco aberta para a mulher e seu protagonismo pessoal e coletivo”.

Segundo a atriz, o protagonismo feminino precisa ser ainda mais valorizado (Foto: Caroline Curti)

Como a atriz bem disse, a trama se passa no Rio de Janeiro dos anos 50, tempos em que a voz e o poder das mulheres não tinham muita força. Em uma indústria que ainda é majoritariamente dominada por homens, conteúdos desse tipo podem influenciar a criação de filmes, novelas e séries com um olhar mais aguçado para essas questões. “A sensação de estar ocupando um espaço muito importante em mais um processo de levante histórico da luta feminista é maravilhosa. É sobre ter consciência que este lugar é de privilégio e refletir todos os dias sobre como devo e como quero ocupá-lo com meu corpo, minha imagem e minha voz”, afirmou.

Ela reafirmou a importância de prestigiar as produções e conteúdos nacionais (Foto: Caroline Curti)

Outro ponto de extrema relevância abordado pela artista foi o destaque que a Netflix vem dando para projetos nacionais em seu catálogo. Além de “Coisa Mais Linda”, a empresa investiu em “3%”, a sua primeira produção originalmente brasileira. Segundo ela, a nossa cultura poderá ser cada vez mais prestigiada: “Esse movimento representa uma expansão positiva das oportunidades tanto para os profissionais do audiovisual, que estão encontrando mais trabalhos, quanto para o público que está recebendo mais conteúdo variado em termos de linguagem, cultura e qualidade artística”.

Maria comentou ainda sobre a experiência de contracenar com suas colegas de elenco, Pathy de Jesus, Fernanda Vasconcellos e Mel Lisboa: “Um encontro potente e profundo que, de certa forma, reproduz com viés contemporâneo o que vivemos no roteiro da série. Ou seja, quatro mulheres juntas, porém diferentes entre si que se identificam e firmam parcerias de afeto que extrapolam a convivência profissional. Nós quatro acreditamos nessa história e quisemos muito contá-la juntas”.

Maria afirmou ter adorado trabalhar com as colegas de elenco (Foto: Caroline Curti)

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