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Na SPFW, Monica Iozzi critica o impeachment e esclarece: “Não represento a Globo nas redes sociais. E essa história de advertência não existiu”

Com exclusividade ao HT, Monica disse: “A emissora nos dá muita liberdade. É importante deixar claro que as minhas redes sociais são minhas, escritas por mim, com o que eu penso"

Publicado em 25/04/2016 | Por Karina Kuperman

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(Fotos: Orlando Oliveira / AgNews)

HT deu de cara com Monica Iozzi no backstage da Apartamento 03 no São Paulo Fashion Week. Ativa nas redes e cheia de opinião, nós de cara, quisemos saber: “O que tem de verdade na história de que os atores teriam recebido uma advertência da Rede Globo para não comentarem política na internet?”. “A emissora nos dá muita liberdade. É importante deixar claro que as minhas redes sociais são minhas, escritas por mim, com o que eu penso. Não represento a Globo e nem nenhuma outra empresa. Ali é a Monica pessoa física. E não, essa história de advertência não existiu. Não teve nenhuma conversa porque realmente temos essa liberdade lá dentro”, disse ela. Com tanta opinião, Monica desperta, também, uma série de comentários agressivos contrários ao que acredita. Mas ela reiterou: “Falar de política é necessário. Toda vez que colocamos o que pensamos tem quem goste, quem não goste e, no meu caso, tem muita gente que lê uma manchete e nem entende direito o que eu quis dizer. Mas não vou deixar de dizer o que acredito por isso”, garantiu. E qual sua opinião exatamente, Monica? “Sou contra o impeachment, mas não sou a favor do governo”.

Mudando de assunto, ela, que tem investido na carreira de atriz, contou que a preparação para a minissérie “Vade-Retro” ainda não começou, mas, enquanto isso, ela não para de estudar: “Fiz um curso que foi um verdadeiro mergulho em Shakespeare com a diretora Yolanda Vazquez que trabalhou o texto conosco, nos ajudou com a aproximação ao trabalho de Shakespeare e como aproximá-lo do público. Foram quinze dias de um mergulho intenso”, contou ela. Fora isso, ela está de férias. Pelo menos até junho. “Ainda não começamos nada da série, a preparação começa no meio de junho e ainda não temos certeza de quando estreia, pode ser novembro, dezembro. Não posso adiantar muito do papel, porque está bem longe e pode mudar bastante”, disse. Mas nem um pouquinho, Monica? “Bom, a princípio ela é uma advogada que ainda não conseguiu deslanchar na profissão e vai defender um homem muito poderoso e estranho. Quem interpreta esse homem é o Tony Ramos. O texto é da Fernanda Young e do Alexandre Machado e a direção do Mauro Mendonça Filho”, adiantou.

E a pergunta que não quer calar: e o “Vídeo Show”, Monica? Bate a saudade? “Eu não saí de lá porque não gostava ou porque queria sair, mas porque não dava para fazer tudo junto, então não sei se voltaria. Mas não sou saudosista, foi importante, mas acho que tenho que deixar passar. Torço para que a Maíra (Charken) encontre seu lugar lá e dê certo, porque eu torço pelo programa de uma forma muito especial e verdadeira. São muito meus amigos mesmo”, afirmou. Falando nisso, ela é só elogios para sua substituta. “Eu conheço a Maíra há muitos anos, ela é atriz, trabalha com improvisação e é muito engraçada. Eu acho que temos que dar tempo para as pessoas, sabe? Como público, nós somos muito afoitos, acho que tem gente que não tem tratado a Maíra como ela merece, porque ela é realmente muito competente e é uma fofa. Tem que dar o tempo de as pessoas entenderem o que elas estão fazendo, onde estão, como desenvolver aquele jogo, então eu acho que tem que esperar um pouquinho para poeira assentar e ela conseguir se ajeitar lá”, analisou ela, que, sim, teve ciúmes. “Do novo cenário (risos). O tempo todo nós apresentávamos no puxadinho e agora está todo bonitão, lindo, um camarote. Mas daqui a pouco passo lá para visitar”, disse. Nós vamos aguardar.

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