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Em pré-estreia de “Os Homens São de Marte”, Monica Martelli decreta: “Viver com amor é infinitamente melhor”

A atriz, jornalista e dramaturga se junta a Ingrid Guimarães e Paulo Gustavo para opinar sobre solteirice e a busca pelo eterno Graal do par ideal

Publicado em 20/05/2014 | Por Alexandre Schnabl

*Por João Ker

O Cinemark do Shopping Downtown ferveu com a pré-estreia de “Homens são de Marte… e é pra lá que eu vou”, o tipo de comédia que irá deliciar aqueles que estão – ou já estiveram – à procura de alguém para grudar orelhas. Pelo tapete vermelho, uma seleção com o suprassumo de personalidades da comédia brasileira que, em grande parte, estão presente no filme. E, marcando presença, Letícia Birkhauer, Marcos Palmeira, Daniele Valente, Herson Capri José Loreto ( acompanhado da namorada Débora Nascimento, uma mulher que, se não for de nem de Marte, nem de Vênus, é a alegria do Sistema Solar inteiro) são alguns dos nomes que transitaram por ali.

O filme é uma adaptação da peça homônima que Monica Martelli vem apresentando pelo Brasil há oito anos. Fernanda, a personagem principal, é inspirada – se não completamente xerocada – pelas experiências da própria Monica que, obviamente, também assina tanto o roteiro teatral quanto o cinematográfico da história. No enredo, ela é uma solteirona de quase 40 anos que procura incessantemente pelo amor perfeito e um casamento satisfatório. Algo que, hoje em dia, pode ser tão difícil quanto ganhar na loteria.

Os casos vividos por Fernanda e Monica são, no mínimo, engraçados e um tanto quanto pitorescos, mas ainda assim verdadeiramente reais. Sobre essa experiência de abrir sua vida pessoal para o público, a atriz, jornalista e dramaturga confessa: “Dá um certo frio na barriga sim, mas é isso que acontece com a arte. A gente nunca sabe o que vai acontecer, mas felizmente esse é um filme no qual eu acredito”. O diretor Marcus Baldini afirma que a atriz teve grande preocupação com o tratamento que a personagem teria na adaptação: “Foi importante ela defender a própria visão. A partir disso, eu consegui achar um viés para a minha cinematografia e a minha narrativa, pensando muito bem em como executar cada enquadramento, composição de cores e até decupagem, sem perder o foco na linguagem universal que o filme tem”.

Durante toda a narrativa, Fernanda vai dividindo suas angústias com os melhores amigos Aníbal (interpretado por Paulo Gustavo e sua peruca loira nada discreta, quase uma Kim Novak) e Nathalie (vivida pela hilária Daniele Valente), enquanto os três procuram incessantemente pelo par perfeito. Ingrid Guimarães, a Nathalie em carne e osso e amiga de longa data de Monica, acha que essa é uma característica inerente à alma feminina: “A Monica é uma mulher muito apaixonada pelo próprio sentimento do amor, mas que mulher não é? No fundo, todo mundo está em busca de um grande amor. Eu pelo menos ainda não conheci quem não estivesse”. Marcus Baldini concorda com a comediante. “É possível ter momentos felizes quando se está solteiro, mas todos estão em busca de alguém.” Paulo Gustavo admite que já foi feliz solteiro, mas que, depois, ficou entediado: “Passei três anos focado no trabalho e foi ótimo, até porque namorar dá preguiça de vez em quando. Mas ficar solteiro a vida toda não acho possível”.

Monica Martelli que, propositalmente ou não, levanta essa questão durante “Os homens são de Marte…” e consegue enxergar claramente os dois lados da moeda: “Todo mundo quer viver um amor ideal, mas às vezes as relações não evoluem naturalmente. E isso é okay, quer dizer que não era para acontecer. É difícil e, às vezes, a gente quer tentar mais do que deve e forçar a barra, mas quando o encontro acontece, a gente sabe. É difícil ficar solteiro, porque tem que ralar. E olha, tem que dar muuuuuuuito muito. Mas eu também acho que a solteirice dignifica a pessoa: você encontra força dentro de si mesma, se descobre e aprende a ser independente”. Tudo bem, Monica, mas e o aval final? Ela responde com um sorriso gigante e os olhos brilhando: “Vida com amor é infinitamente melhor!”.

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Fotos: Mariana Muller e Leandro Moca

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