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Em cartaz com comédia sobre universo masculino, Oscar Magrini diz: “Virilidade faz bem e machismo pode ser chato”. Ah, e conta o final de “A Regra do Jogo”…

Essa é a última semana de "Cinco homens e um segredo" no Teatro dos Grandes Atores, no Rio. Em entrevista exclusiva ao HT, Magrini disse: "Você pode ser romântico e em algum momento ter outra pegada. Acho que tem que ser de comum acordo e todos estarem felizes”

Publicado em 26/02/2016 | Por Lucas Rezende

Oscar Magrini, aos 54 anos, se acha “um cara viril”, “mas ao mesmo tempo sensível”. Para ele, “essa é a mistura do homem moderno e antenado”. O motivo do assunto? Oscar está em cartaz no Teatro dos Grandes Atores, no Rio, ao lado de Edwin Luisi, Roberto Pirillo, Carlos Bonow e Iran Malfitano na comédia de costumes “Cinco homens e um segredo”. Com texto de Aloisio de Abreu e direção de Alexandre Reinecke, o espetáculo (versão brasileira de “The irish curse”, de Martin Casella), nos faz lembrar daquela velha e temida pergunta para os marmanjos: “Tamanho é documento?”. Na história, três homens e um padre se encontram todas as quartas à noite no porão de uma igreja católica, em uma reunião de autoajuda para indivíduos com pênis pequeno. Uma noite, porém, um novo integrante se junta aos demais e os leva a se questionarem sobre identidade, masculinidade, sexo, relacionamentos e status social.

Oscar Magrini em cena com Iran Malfitano ao fundo (Foto: Divulgação)

Oscar Magrini em cena com Iran Malfitano ao fundo (Foto: Divulgação)

Foi aí que HT, em papo exclusivo com Magrini, devolveu as questões abordadas no espetáculo e pediu uma análise sobre a linha tênue entre brutalidade e machismo, romantismo e virilidade, machismo e homossexualidade. “A virilidade faz bem e o machismo pode ser chato. Então, o ideal é não confundir e ser feliz. Além disso, acho que tem de tudo e espaço para todos. Não gosto de nenhum tipo de preconceito ou discriminação. Na peça, por exemplo, faço um delegado gay, machão, mas que dá uma pinta de vez em quando (ri). A realidade é que nós somos todos em um. Você pode ser romântico e em algum momento ter outra pegada. Acho que tem que ser de comum acordo e todos estarem felizes”, disse. Para o ator, aliás, tamanho “não deixa de ser importante”, mas “tem outras coisas” que devemos dar mais valor.

Na peça, Magrini interpreta um policial gay (Foto: Divulgação)

Na peça, Magrini interpreta um delegado gay (Foto: Divulgação)

Nesse discurso, Oscar Magrini também conta que deseja que “todos saiam do teatro muito melhores do que entraram, mais felizes e com a certeza de que os problemas, quando se tem amor e se é bem resolvido, são tão pequenos”. Seu objetivo está com prazo de validade vencendo no Rio de Janeiro, já que o espetáculo está com a temporada no fim, mas com possibilidade de renovação: vai começar a turnê nacional e, na agenda, estão confirmadas passagens em Paulínia, Brasília, Maceió e Porto Alegre. Enquanto isso, o ator também bate ponto no Projac para gravar a reta final de “A regra do jogo” (às 21h, na Rede Globo). O que acontecerá com Regis, seu personagem? “Ele estará envolvido na morte do Gibson (José de Abreu) e terminará fazendo par romântico com essa grande atriz que faz a Nora, a Renata Sorrah“. Ops, spoiler.

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