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“Como Nossos Pais” recebe o Kikito de melhor longa-metragem nacional na 45a edição do Festival de Cinema de Gramado e mais cinco Kikitos, incluindo ator e atriz

Na categoria estrangeira, Sinfonía para Ana ganhou como melhor filme. O curta que mais encantou os jurados foi A Gis

Publicado em 28/08/2017 | Por Ana Clara Xavier

Mais de uma semana se passou na qual Gramado viveu momentos de felicidade, alegria, angústia e tristeza. O sul do Brasil teve o prazer ser, pelo 45º ano seguido, o local onde o país discute e compartilha elementos dentro do mercado audiovisual. Com homenagens inspiradoras e filmes tocantes, o Festival de Cinema de Gramado se despediu mais uma vez, na noite deste domingo, nomeando mais um grande longa-metragem nacional campeão. O vencedor deste ano foi um filme que levantou questões importantes sobre o universo feminino, a película Como Nossos Pais.

Leia mais sobre o filme campeão

O Kikito é entregue pelo gerente executivo de varejo da Ipiranga, Plínio Luiz Neto (Foto: Edison Vara)

Além do maior título do evento, dado pelo juri técnico do Festival, a direção de Laís Bodanzky levou para casa outros cinco Kikitos, prêmio mais alto do festival, o que podemos comparar com a estatueta do Oscar. Ao todo foram dezesseis títulos nacionais previstos para longa-metragens e os que Como Nossos Pais ganhou foi a da direção, o de melhor atriz para Maria Ribeiro, o de melhor ator para Paulo Vilhena, o de atriz coadjuvante para Clarisse Abujamra e o de melhor montagem para Rodrigo Menecucci.

Relembre como foi a passagem desse grupo pelo tapete vermelho

Paulo Vilhena e Maria Ribeiro ganham o título de melhor ator e atriz (Foto: Edison Vara)

Ja o júri da Crítica nomeou Duas Irenes, de Fabio Meira, como melhor longa. Este último também ganhou mais outros três títulos entre eles o de melhor ator coadjuvante para Marco Ricca, o de melhor roteiro para Fabio Meira e o de melhor direção de arte para Fernanda Carlucci. O júri popular discordou do júri técnico e da crítica dando o título de melhor filme para Bio, de Carlos Gerbase. Além deste prêmio, Bio recebeu outros dois detaques: Augusto Stern e Fernado Efron  ganharam o troféu de melhor desenho de som junto e Carlos Gerbase levou o Prêmio Especial do Júri por ter dirigido os trinta e nove atores em cena.

Relembre a passagem da equipe pelo tapete vermelho

Coletiva de imprensa do filme Duas Irenes

Equipe e elenco de “As Duas Irenes” levam melhor filme pelo Júri da Crítica (Foto: Cleiton Thiele)

Assim como Bio, Paulo Betti e Eliane Giardini também receberam o Prêmio Especial do Júri devido à contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros. O casal recebeu o título devido ao longa de estilo contemplativo A Fera Na Selva.

Tudo sobre A Fera Na Selva

Prêmio Especial do Júri / Troféu Cidade de Gramado: Paulo Betti e Eliane Giardini, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros (Foto: Diego Vara)

Um dos filmes mais esperados do Festival foi O Matador, de Marcelo Galvão, por ser a primeira produção da rede on-line ondemand Netflix. O longa recebeu os Kikitos de melhor fotografia a Fabrício Tadeu e melhor trilha musical pra Ed Côrtes.

Leia como foi a passagem do filme O Matador pelo tapete vermelho

Thaila Ayla conta como foi fazer o filme

Melhor Filme estrangeiro é o longa “Sinfonia Para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito (Foto: Diego Vara)

O Kikito mais esperado no circuito internacional foi o argentino Sinfonía para Ana, de Virna Molina e Ernesto Ardito, que mostrava a difícil adolescência das pessoas que viveram na época da ditadura no país. Além do prêmio, o longa também se destacou na fotografia feita por Fernando Molina. Em questões numéricas, o longa argentino Pinamar, de Federico Godfrid, foi um grande campeão já que levou para casa o título de melhor direção, melhor ator por Juan Grandinetti e Agustín Pardella e foi considerado o melhor filme pelo Júri da Crítica. No entanto, o Júri Popular preferiu o documentário uruguaio Mirando al cielo, de Guzmán García.

O Prêmio Ipiranga foi entregue por Plínio Luiz Neto, Gerente Executivo de Varejo da Ipiranga (Foto: Edison Vara)

Os curtas-metragens nacionais também receberam Kikitos. O melhor filme foi A Gis, de Thiago Carvalhaes, que também levou o título pelo Júri Popular e o prêmio de montagem, Beatriz Pomar. A crítica preferiu o curta O Quebra-Cabeça de Sara, de Allan Ribeiro, que já tinha vencido o Prêmio Canal Brasil de Curtas. Com este ano o país homenageado foi o Canadá, o diretor de Tailos, Calí dos Anjos, recebeu o Prêmo Canadá 150 de Jovens Cineastas. Além deste, o curta Cabelo Bom, de Swahili Vidal e Claudia Alves, ganhou o Prêmio Especial do Júri.

Leia um pouco sobre a motivação que levou os cineastas de Cabelo Bom a fazerem o curta

 

VENCEDORES 45º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
Melhor Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky
Melhor Direção: Laís Bodanzky, por “Como Nossos Pais”
Melhor Atriz: Maria Ribeiro, por “Como Nossos Pais”
Melhor Ator: Paulo Vilhena, por “Como Nossos Pais”
Melhor Atriz Coadjuvante: Clarisse Abujamra, por “Como Nossos Pais”
Melhor Ator Coadjuvante: Marco Ricca, por “As Duas Irenes”
Melhor Roteiro: Fábio Meira, por “As Duas Irenes”
Melhor Fotografia: Fabrício Tadeu, por “O Matador”
Melhor Montagem: Rodrigo Menecucci, por “Como Nossos Pais”
Melhor Trilha Musical: Ed Côrtes, por “O Matador”
Melhor Direção de Arte: Fernanda Carlucci, por “As Duas Irenes”
Melhor Desenho de Som: Augusto Stern e Fernando Efron, por “Bio”
Melhor Filme – Júri Popular: “Bio”, de Carlos Gerbase
Melhor Filme – Júri da Crítica: “As Duas Irenes”, de Fabio Meira
Prêmio Especial do Júri: Carlos Gerbase, pela direção dos 39 atores e atrizes em “Bio”
Prêmio Especial do Júri – Troféu Cidade de Gramado: Paulo Betti e Eliane Giardini, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS
Melhor Filme: “Sinfonia Para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito
Melhor Direção: Federico Godfrid, por “Pinamar”
Melhor Atriz: Katerina D’Onofrio, por “La Ultima Tarde”
Melhor Ator: Juan Grandinetti e Agustín Pardella, por “Pinamar”
Melhor Roteiro: Joel Calero, por “La Ultima Tarde”
Melhor Fotografia: Fernando Molina, por “Sinfonia Para Ana”
Melhor Filme – Júri Popular: “Mirando al Cielo”, de Guzman García
Melhor Filme – Júri da Crítica: “Pinamar”, de Federico Godfrid
Prêmio Especial do Júri: “Los Niños”, de Maite Alberdi

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS
Melhor Filme: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
Melhor Direção: Calí dos Anjos, por “Tailor”
Melhor Atriz: Sofia Brandão, por “O Espírito do Bosque”
Melhor Ator: Nando Cunha, por “Telentrega”
Melhor Roteiro: Carolina Markowicz, por “Postergados”
Melhor Fotografia: Pedro Rocha, por “Telentrega”
Melhor Montagem: Beatriz Pomar, por “A Gis”
Melhor Trilha Musical: Dênio de Paula, por “O Violeiro Fantasma”
Melhor Direção de Arte: Wesley Rodrigues, por “O Violeiro Fantasma”
Melhor Desenho de Som: Fernando Henna e Daniel Turini, por “Caminho dos Gigantes”
Melhor Filme – Júri Popular: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
Melhor Filme – Júri da Crítica: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
Prêmio Canada 150 de Jovens Cineastas: Calí dos Anjos (“Tailor”)
Prêmio Canal Brasil de Curtas: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
Prêmio Especial do Júri: “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal e Claudia Alves

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