*Por Brunna Condini
A saída de Marcelo Alves do BBB 26 marca uma virada simbólica: não dá mais para não assumir alianças claras, afinal, o programa acaba em 60 dias, quando o vencedor do prêmio de quase 5,5 milhões será anunciado. Não foi apenas mais uma eliminação, mas um diagnóstico do momento do jogo. A fragmentação do chamado ‘Grupão’ começa a ganhar contornos mais visíveis. Ana Paula Renault já falou em “nova gestão” e chegou a afirmar que o ‘Grupão’ acabou quando o último Paredão se definiu, já que reconheceu ali um erro determinante do alinhar de votos, o que acarretou no emparedamento de duas aliadas. A declaração de Ana Paula não apenas reconhece a iminente ruptura, mas inaugura uma nova fase estratégica dentro da casa. Ficariam ao seu lado apenas Milena, Samira e Juliano? Ela gostaria de Chayane também, mas essa, parece estar pendendo mais para o lado ‘Babu da força’.
Com a saída de Marcelo e o reconhecimento público de que o ‘Grupão’ já não opera como antes, o BBB26 entra em uma fase mais fragmentada e imprevisível. A lógica de bloco sólido dá lugar a alianças fluidas, negociações pontuais e conflitos mais expostos. O jogo deixa de ser matemático e passa a ser mais emocional.
Hoje temos dois grupos mais bem definidos, mas que também estão se transformando. Ao falarmos dos movimentos recentes e da expectativa do ‘racha’ do ‘Grupão’ em que está Ana Paula Renault, Milena Moreira (a Tia Milena), Juliano Floss, Samira, Chayane, Solange Couto, Leandro Boneco e Babu Santana, percebemos de cara a insatisfação de Ana Paula com a falta de alinhamento estratégico que vem fragilizando o grupo e culminou na indicação de Samira e de Solange ao último Paredão. De outro lado, vemos as críticas de Babu ao comportamentos, principalmente de Ana Paula e Milena, mas também de outros integrantes. O ‘paizão’ anda resmungando pelos cantos com outros aliados, e ao que parece, a disputa é pelo poder de influência dentro do grupo. Mas não seria um contrassenso, que justamente quando o jogo pede firmeza de alianças, o que acaba se traduzindo em ‘poder de fogo’, o chamado ‘Grupão’ pareça viver seus últimos dias como força coesa? Vamos ver como esse cenário se desenhou.

Marcelo, Samira e Solange Couto enfrentaram o Paredão: erro estratégico do ‘Grupão’? (Foto: Reprodução/Globo)
O provável ‘racha’ que já não é tão silencioso
Babu Santana parece viver um momento delicado de imagem aqui fora. Termômetros de popularidade apontam o crescimento da rejeição ao ator após embates e ataques direcionados a Ana Paula, o que sinaliza que o público começa a reagir a essa disputa interna. Até porque muitas das suas críticas não são verbalizadas diretamente para ela, e sim, para participantes como Boneco, Solange e Chaiany. Estaria ele também já angariando um grupinho próprio antes de falar abertamente sobre o desejo do ‘racha’ para os demais?
A tensão deixou de ser implícita. Tem virado narrativa em construção. Para onde vai esse roteiro? E qual será o grande plot twist? Vamos acompanhar os próximos capítulos. Na noite desta quarta-feira (18) teve festa do líder Jonas, e nestas ocasiões, muita coisa costuma se desenhar, no calor e na descontração da coisa, tudo regado ao teor etílico do momento.

Ana Paula Renault e Babu Santana: continuarão aliados? (Foto: Reprodução/Globo)
O embate de estilos
Ana Paula mantém uma postura calculada, de leitura estratégica e reposicionamento constante. Ela tem falado em reorganizar forças, redesenhar alianças e pensar o jogo como gestão, quase uma CEO do caos. Babu, por outro lado, tem reagido de forma mais emocional, levando conflitos para o campo pessoal. Em conversas recentes, demonstrou incômodo com atitudes de Ana Paula, e com seu ‘flerte’ com Jonas. O ator também está descontente com ações de outros aliados, como Samira, Milena e Juliano, chegando a desabafar sobre sentir-se alvo e questionar comportamentos dentro da casa. Essa diferença de abordagem não é apenas temperamental, é estrutural. E cria dois modelos de liderança em choque.

Ana Paula e Babu: modelos de liderança em choque (Foto: Reprodução/Globo)
Desgaste de um lado, favoritismo do outro
Enquanto Babu enfrenta sinais de desgaste, termômetros externos mostram Ana Paula ainda como favorita ao prêmio, consolidando uma percepção de força narrativa e protagonismo. Ela não apenas joga, ela pauta o jogo. E esse é um grande trunfo para um participante. Essa assimetria de popularidade tende a aprofundar o desequilíbrio interno e acelerar movimentos de reposicionamento entre aliados que começam a perceber para onde sopra o vento.
Entre estratégia e afeto
Como se não bastasse o embate político do jogo, o flerte e a proximidade entre Ana Paula e Jonas Sulzbach também adicionam uma camada extra de leitura: até que ponto há atração real e até que ponto há estratégia? No BBB, relações nunca são apenas relações, são também capital simbólico. E isso aumenta ainda mais o poder de influência dela dentro da casa.

Jonas Sulzbach e Ana Paula Renault: flerte real ou estratégia de jogo? (Foto: Reprodução/Globo)
Uma nova fase do BBB26
O reality entra agora em um momento mais tenso, emocional e potencialmente explosivo. A disputa entre Ana Paula e Babu deve se intensificar? O desgaste dele tende a crescer fora da casa? O favoritismo dela, já intuído por alguns, pode provocar novas traições internas? O fim do ‘Grupão’ abre espaço para novos protagonistas? E como alianças afetivas e estratégicas vão redesenhar o equilíbrio de poder?
Se antes o jogo parecia organizado em blocos claros, agora ele se move em terreno instável, onde cada fala reposiciona narrativas e cada voto pode redefinir hierarquias. Porque, depois da eliminação de Marcelo e do reconhecimento de que o ‘Grupão’ já não existe como antes, ficou mais do que evidente o que já vínhamos falando por aqui: no BBB26 não basta jogar. É preciso escolher lado, e sustentar a escolha diante do público. O risco é o ‘molho’ do participante que o assume abertamente.

Ana Paula Renault e Babu Santana: vão liderar o ‘racha’ do grupo ou recalcular a rota juntos? (Foto: Reprodução/Globo)
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