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Uma história que mistura a família de Michael Jackson, a Justiça, abuso sexual e 100 milhões de dólares? Vem entender!

Documentário que detalha supostos abusos sexuais praticados pelo rei do pop vai parar nos tribunais

Publicado em 22/02/2019 | Por Heloisa Tolipan

Vejam só: o espólio – isto é, a família que disputa a herança – de Michael Jackson processou a HBO acusando o canal a cabo de violar uma cláusula de não depreciação ao concordar em publicar “Leaving Neverland“, um documentário acusando Jackson de abuso sexual.

É que, de acordo com o processo, a HBO concordou, em 1992, em dirigir ” Michael Jackson em concerto em Bucareste: The Dangerous Tour” e o contrato incluiu um acordo de não depreciação – ou seja, não citar o episódio de abuso sexual ou algo que macule a imagem do ídolo pop. 

O processo procura obrigar a HBO a litigar o assunto em um processo de arbitragem pública e alega que o espólio pode receber U$ 100 milhões de dólares ou mais em danos.

Cena de “Leaving Neverland” (Reprodução)

A HBO, por sua vez, disse que seus “planos permanecem inalterados” para exibir o filme.

“Apesar dos esforços desesperados para minar o filme, nossos planos permanecem inalterados. A HBO seguirá em frente com a exibição de ‘ Leaving Neverland ‘, o documentário de duas partes, nos dias 3 e 4 de março”, disse um porta-voz do canal. “Isso permitirá a todos a oportunidade de avaliar o filme e as reivindicações nele por si mesmos”, completou.

Segundo o USA Today, no documentário as supostas vítimas de Michael Jackson garantem que o músico gravava os supostos abusos cometidos dentro da sua mansão. Uma das vítimas, aliás, alega que Jackson o fazia tomar álcool e ver materiais pornográficos.

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