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Mistura de filantropia com fashion police, Met Gala escala Taylor Swift…mas não afasta fantasma de red carpet de looks dispensáveis

A expectativa do baile esse ano é passar a meta passada, de ter arrecadado cerca de R$ 36 milhões

Publicado em 02/05/2016 | Por Lucas Rezende

Segura, se prepara, porque logo mais acontece o Met Gala 2016, um dos badalos mais importantes do mundo para a cena da arte e da moda. A novidade deste ano: a cantora Taylor Swift será a co-anfitriã, ao lado da rainha do baile, Anna Wintour, editora-chefe da edição norte-americana da revista Vogue; de Jonathan Ive, chefe de design da Apple, e do ator Idris Elba. Ah, e o tema desse ano? A polaridade entre alta costura e ready-to-wear. O centro do debate está no Costume Institute do Met Museum, que inaugurou a exposição “Manus x Machina: Fashion in an Age of Technology”, sobre as diferenças entre um e outro.

Anna Wintour (Fotos: Reprodução)

Anna Wintour (Fotos: Reprodução)

Marcado ortodoxamente para toda primeira segunda-feira de maio, a festa tem como intuito arrecadar dinheiro para o Costume Institute, único braço do Metropolitan Museum of Costume Art Benefit Institute que carece de filantropia. O evento é tão incensado que, na edição de hoje, o The New York Times chamou o Met Gala de “a festa do ano” e de “Oscar da Costa Leste”. O motivo? Segundo a publicação, desde que Anna Wintor “assumiu o cargo de presidente do gala em 1999, ela tem sido fundamental para transformar um evento filantrópico local em coquetel com poder de final mundial de atração de celebridades”. Cada convite esse ano custa a bagatela de cerca de R$ 90 mil reais, enquanto as mesas saem a R$ 825 mil. O montante arrecadado ano passado, por exemplo, chegou ao nível dos R$ 36 milhões. Há quem diga que nem todo mundo paga por um ingresso. Muitas marcas é que tratam de convidar celebridades para se sentar em suas mesas.

Com a média de 600 participantes na última edição, só ter bala na agulha não basta. É preciso, apesar do alto valor, ser selecionado a dedo em uma lista que passa pelo crivo final da própria Wintour. E é exatamente por ser tão seleto que o Met Gala ganha os holofotes do mundo e sempre garante espaço aqui…no HT. Justin Bieber, por exemplo, já trocou altas ideias com Rihanna por lá. Gisele Bündchen já teve papo de comadre com Donatella Versace, enquanto Chelsea Clinton já tascou um beijão daqueles de tirar o fôlego em Diane von Furstenberg. Isso sem contar, é claro, com o fator…red carpet. Os looks são a maior atração da noite. E com essa constatação, vem os acertos e, principalmente, os deslizes fashion. A Burberry, por exemplo, grife responsável por grande parte das roupas que as celebridades vão usar, divulgou em seu Instagram um vídeo com imagens de alguns croquis, porém não revelou quem vai usar cada peça. Dê o play!

O Met Gala 2015, com temática sobre a China, foi um prato cheio para o “Fashion Police, tradicional programa de TV americano expert em gongar os looks em tempo real. HT, bom de memória, resgatou alguns nos arquivos e prefere deixar com você, caro leitor, o crivo final sobre os vestidos usados por nomes do calibre de Rihanna (que foi com um vestido-conceito com bordados feito pelo estilista chinês Guo Pei), que, como disse a própria cantora, não era dos mais fáceis de carregar), Sarah Jessica Parker, Katy Perry e por aí vai. À época, nossos editores se reuniram para fazer um supra sumo do que foi feito. Lembre clicando aqui.

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E não só. Outro fato também fez muito barulho, como o convite que as celebs receberam com a seguinte advertência: “O uso de telefones para tirar fotografias e ter acesso às redes sociais não vai ser permitido dentro da Gala”. Como, em outro momento, o Festival de Cannes tinha tomado a mesma postura, e Coachella proibido o “pau de selfie”, HT se encheu de razão para pensar: “O que será do Narciso que tem dentro de nós?”. Os organizadores desses eventos chegaram a dizer que “é ridículo, grotesco e realmente atrasa o evento”. Nós, remando contra a maré, pensamos exatamente o contrário: “Em desuso ou não, o nosso Narciso particular continuará dentro de cada um, só esperando um momento propício ou não para lançar mão da câmera frontal. Qualquer coisa, não gostando, é só dar unfollow. Não dói e é de graça”. Para lembrar, só clicar aqui.

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