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Martinho da Vila diz que “o governo Lula foi o melhor desde Getúlio Vargas” e admite: “Sexo é um vício que é preciso controlar”

O respeitado sambista ainda brincou com a Operação Lava-Jato: “Se as prisões continuarem vai faltar cadeia para tanta gente”

Publicado em 12/02/2016 | Por Karina Kuperman

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(Foto: Divulgação/Sexy)

“O governo Lula foi o melhor que esse país já teve desde Getúlio Vargas”. A opinião é de ninguém menos do que Martinho da Vila que, em entrevista para a revista Sexy de fevereiro, ainda disse: “Tudo que fica muito tempo se deteriora. Todo governante que fica muito tempo no poder, pode ver ao longo da história, fica mal na foto. O propósito da ditadura, por exemplo, era só chegar ao poder, dar uma sacudida no Brasil, ajustar o crescimento e bola pra frente com as eleições. Mas aí ficaram toda a vida”, analisou ele, que, como não poderia deixar de ser, comentou também o momento que o país vive: “A corrupção é inerente aos negócios. Você precisa lutar contra ela, mas ela existe no mundo. Estamos vivendo no Brasil algo muito especial. Veja só, não lembro de casos corriqueiros na história de gente com poder indo presa. Juiz só vai preso no Brasil hoje em dia! Até recentemente isso não existia”, destacou.

Para o sambista, o país vive um movimento positivo no que diz respeito à justiça. “Os noticiários mudaram a forma de contar o Brasil. Antes só falavam dos pobres que iam presos. Agora todo dia tem um poderoso endinheirado sendo preso pela Polícia Federal. Isso é um fato positivo. Pessoas que antes se achavam acima da lei agora têm seus papéis reescritos. E, se as prisões continuarem, acho que vai faltar cadeia para tanta gente”, disse, entre risos.

Martinho também abriu o jogo sobre sexo e drogas. Disse que sexo, por exemplo, é vício que precisa controlar. “A gente ganha essas capacidades de controle ao longo da vida. Hoje estou quieto, rapaz. Vinte e dois anos de casamento”. Admitindo que bebe e fuma, fez questão de ressaltar: “Não cheiro, não fumo maconha. Nunca fumei maconha, porque não gosto do cheiro. E sempre tive na minha cabeça que isso não ia ser legal. Houve um período em que eu exagerava mais um pouco na bebida. Mas é como te falei: tudo o que se faz em excesso enjoa”, contou.

Outro assunto que não pode faltar em papo com um bamba desses é o samba. Para Martinho, o gênero hoje é diferente de antigamente porque já uma geração nova com uma linguagem mais direta chegando, de pessoas que não se preocupam tanto em “burilar” a letra. “Olha, os criadores estão aí. Pode não ter espaço nos programas musicais e na mídia de forma geral para eles como antes, mas há uma geração forte surgindo. O que vejo de diferente é uma nova forma de se fazer samba, com uma linguagem mais direta, que tem mais a ver com essa linguagem da internet, de jovens. Os compositores não estão se preocupando em burilar a letra. Daí a poesia, a palavra, a riqueza melódica estarem inferiores. Isso porque tudo é imediato demais. O samba tem perdido qualidade. Se você ligar o rádio, a maioria das estações populares procura música, que fale para esse tipo de público. Exatamente esse tipo de música, que fale para esse tipo de público”, explicou.

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