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Em postagem do Instagram, Preta Gil declara: “Eu sou antifascista”

"Peço que aqueles que não consigam respeitar ou entender meu posicionamento, que não me agridam, é meu direito", escreveu a cantora sobre seu posicionamento de voto em Haddad

Publicado em 23/10/2018 | Por Anna Castro

Faltando poucos dias para o segundo turno das Eleições 2018, com a disputa para a presidência dos candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), a cantora e apresentadora carioca Preta Gil postou em sua conta no Instagram apoio ao candidato Haddad e causou polêmicas na rede social, dividindo seguidores que elogiavam o posicionamento e mandavam mensagens agressivas contra a postagem. “Você me disse que não é fascista, que vota no Bolsonaro porque é anti-PT. Então eu sou antifascista, por isso vou votar no Haddad e não sou petista”, dizia a imagem publicada.

 

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Eu nunca votei no PT em outras eleições presidenciais. Quem me conhece sabe que sou uma mulher que sempre dialogou com as diferenças e sempre tentou encurtar as pontes entre elas. Com isso sempre busquei o caminho do meio nas minhas decisões, mas chega certa altura da vida que enfrentamos situações extremas. Como, por exemplo, a que vivemos agora, quando fica muito difícil atingir um equilíbrio, já que um lado da balança não tem NADA com o que me identifico e o outro não seria minha opção a princípio. Existem certas coisas que NUNCA serão admissíveis como: intolerância, barbárie, violações de direitos humanos adquiridos, discurso de ódio, incitação à violência, roubo, corrupção e por aí vai. Estive esses dias todos atenta, observando, lendo, estudando e averiguando as notícias para tomar essa decisão. Por isso tomei minha decisão baseada nos meus princípios. Roubo e corrupção estão sendo combatidos e estamos sim, todos, população, poderes judiciários e federais atentos e agindo contra roubalheira seja de que lado for, mas essa intolerância, esse ódio todo me assombra e me assusta. Peço que aqueles que não consigam respeitar ou entender meu posicionamento, que não me agridam, é meu direito. Eu tenho tentado respeitar e principalmente dialogar com amigos e familiares que pensam diferente de mim. Ninguém é obrigado a concordar com o outro e independentemente do resultado, o que importa é que teremos que conviver a partir do respeito, com as nossas diferenças na maneira de ser ou pensar, sem violência. O Brasil é de TODOS os brasileiros.

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A cantora, que sempre dialogou com o diferente, contou na postagem que espera respeito de seu posicionamento e é convicta do que acredita. “Eu nunca votei no PT em outras eleições presidenciais. Existem certas coisas que NUNCA serão admissíveis como: intolerância, barbárie, violações de direitos humanos adquiridos, discurso de ódio, incitação à violência, roubo, corrupção e por aí vai. Estive esses dias todos atenta, observando, lendo, estudando e averiguando as notícias para tomar essa decisão. Por isso tomei minha decisão baseada nos meus princípios. Roubo e corrupção estão sendo combatidos e estamos sim, todos, população, poderes judiciários e federais atentos e agindo contra roubalheira seja de que lado for, mas essa intolerância, esse ódio todo me assombra e me assusta. Peço que aqueles que não consigam respeitar ou entender meu posicionamento, que não me agridam, é meu direito”, defendeu. E enfatizou: “O que importa é que teremos que conviver a partir do respeito, com as nossas diferenças na maneira de ser ou pensar, sem violência. O Brasil é de TODOS os brasileiros”. Outros artistas nacionais e internacionais já se posicionaram publicamente, como Pabllo VittarDaniela Mercury, Anitta, Letícia SpillerMarília Mendonça e até Madonna.

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