A VJ Letícia Pantoja começou a se ‘projetar’, literalmente, no cenário, em 2007, quando o ambiente ainda era tipicamente masculino. Uma das mulheres pioneiras nas festas cariocas – era chamada de ‘Dama da Noite’ -, a artista visual se destacou com seu trabalho em eventos de sucesso, como as badaladas ‘Coordenadas’, ‘Ardida’, ‘Modinha’ e ‘Rockeria’, entre outras. Sempre expandindo as perspectivas, Letícia já teve suas obras expostas não só em casas de espetáculo como nas ruas de cidades do Brasil e do mundo, como Rio de Janeiro, São Paulo e Barcelona. Marcou presença em festivais de videoarte, como o Amazônia Mapping, e até o Cristo Redentor ela já cobriu. E agora, a partir desta quinta-feira (22), vai envolver o prédio da Fiesp, em São Paulo, com um mapping que dialoga com a atmosfera paulistana, imprimindo uma visão criativa, feminina e acolhedora dentro da Mostra Museu. Imperdível. “Chamo de SampaMama a minha contribuição. Vai ser uma celebração à São Paulo, uma grande homenagem. Vejo a cidade como a grande mãe nutridora do país, uma terra fértil que gera vida e arte. A alma dessa cidade surrealista é a personagem SampaMama, que chamo de ‘CorpoPolisCosmo'”, define a VJ, que foi convidada para participar da Mostra Museu pela curadora Ana Carolina Ralston. Suas criações serão projetadas em looping entre as 19h e 22h.

A VJ Letícia Pantoja vai envolver o prédio da Fiesp a partir desta quinta-feira (22) com um mapping que dialoga com a atmosfera paulistana, imprimindo uma visão criativa, feminina e acolhedora (Foto: Guilherme Scarpa)
Letícia utiliza colagens analógicas e digitais, técnicas de stop motion, além de desenhos e grafismos em 2D para contar essa fábula onírica. Também mistura referências visuais da cidade de São Paulo a símbolos da deusa Pachamama (dos povos indígenas andinos) e do sagrado feminino. “Penso em unir arquitetura e saberes femininos, terra e criação. A SampaMama é uma deusa que espalha a natureza e o cultivo aos bons hábitos, para caminharmos para uma sociedade mais justa”, torce.

“Vejo a cidade como a grande mãe nutridora do país, uma terra fértil que gera vida e arte” (Foto: Guilherme Scarpa)
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