A São Paulo Fashion Week, a semana de moda paulistana, maior do país e da América Latina, acaba de divulgar as datas para sua edição número 42. Os desfiles vão acontecer de 24 a 28 de outubro de 2016, sem local ainda definido. Em suas últimas edições, o Pavilhão da Bienal do Ibirapuera foi o perímetro escolhido – após um período no longe Parque Villa Lobos. Paulo Borges, fundador e diretor criativo do evento, já chegou a dizer que “agora caberá ao estilista ou grife nominar suas próprias coleções” e por isso o abandono da sazonalidade das edições – sendo a primeira do mundo, portanto, a adotar o sistema “see now, buy now” (desfilar a peça e imediatamente coloca-la para venda) e alinhar seu calendário com a chegada dos lançamentos ao varejo. Portanto, as edições agora serão batizadas por números e não por outono/inverno ou primavera/verão. A mudança efetiva dos meses que geralmente o evento costuma acontecer só acontecerá a partir de 2017.

Fila final de Helo Rocha em uma das edições da SPFW (Foto: Fotosite)
A explicação? “Tem mais de 10 anos que eu tenho dito que a questão de temperatura não influencia mais a construção de uma coleção no sentido do desejo de criação. Com a velocidade de tudo, aquilo não tem mais um sentido prioritário. Até porque hoje o mundo églobal, nós já convivemos com coleções de estações diferentes na mesma loja. A verdade é que já tem muito tempo que os estilistas não fazem duas coleções por ano. São várias que vão sendo introduzidas, aos poucos, no mercado. A moda ganhou velocidade, que é a velocidade do consumidor. Ele é fator determinante de todo o processo. Os desfiles eram apresentados em meados de janeiro e meados de junho e, durante 17 anos, o SPFW era estilo ‘veja agora, compre daqui a pouquinho’. Mas isso não era uma questão estratégica. Com a abertura de mercado e estabilização da moeda tudo mudou no processo. Apresentar coleções em janeiro e junho era possível pela estrutura do mercado e isso durou 17 anos. Mas quisemos seguir o global. Lançar as coleções simultaneamente ao showroom e, a partir disso tirar pedidos de lojas, atacados, multimarcas e franquias para se começar produzir”.
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