Seguindo uma tendência mundial em que a ficção distópica está em alta, talvez pelo momento de desesperança que estamos vivendo, Nelson Job mostrou mais uma vez seu trabalho como escritor e lançou na Livraria da Travessa de Botafogo, o seu terceiro livro, o romance pós-distópico, “Druam”, no qual o personagem principal vive em um mundo em que são comuns manipulações genéticas, Inteligência Artificial consciente e integrada, Governo único, controle populacional, eventos virtuais com avatares diversos, alienígenas telepatas atemporais e adimensionais e, descobre abruptamente uma capacidade crescente de percepção de sua continuidade com o mundo, além de uma intensa capacidade de interferência nele.

Nelson Job autografa seu romance pós-distópico, “Druam” (Foto: Marcos Ferreira)
O livro, em que o real e o imaginários são contínuos e inseparáveis faz uma crítica ao sujeito individual e apresenta os personagens sem nomes (exceto o protagonista, mas que só é referenciado uma vez, ao final do livro) e quase nenhuma descrição. Cada um dos personagens é caracterizado com uma fonte diferente de letra. O personagem que é uma Inteligência Artificial se expressa através de falas que formam um eixo cartesiano. Outra peculiaridade é a forma como o autor conversa com o protagonista, através de notas de rodapé, ainda que ele se encontre com uma versão futura da sua narrativa. Além dessa experimentação literária, o livro tem influências da ficção científica.
“Druam” é o primeiro romance de Nelson Job, pesquisador transdisciplinar, doutor pela HCTE/UFRJ, psicólogo, criador dos transaberes e autor de mais dois livros. A capa é assinada pela amiga Cla Leal.

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