Um dia depois da Câmara dos Deputados aprovar – por 367 votos a favor – a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) – que agora segue para julgamento no Senado -, Taís Araujo veio a público fazer o que tinha evitado até então: posicionar-se politicamente. A atriz, no ar como a Michele de “Mister Brau” (Globo), disse: “Ficou muito claro quem são os nossos representantes, quem foram as pessoas que nós escolhemos para estarem ali. Ficou muito exposta a nossa fragilidade como nação, e o quanto nós precisamos estar vigilantes pela nossa democracia, que é jovem e delicada. O circo que vimos ontem tem que servir de exemplo pra nós, para que a gente vote de maneira consciente. Aliás, se dá pra tirar alguma coisa boa daquilo que assistimos, que seja a nossa consciência na hora de votar. Falando seriamente, que nós tenhamos ao menos aprendido essa lição: votar consciente, pesquisar quem são os candidatos, conhecer cada um, e cobrar. Cobrar sempre!”.
Taís ainda criticou a leva de justificativas dos parlamentares, citando, exaustivamente, membros de suas famílias. “Nós estamos todos do mesmo lado, e queremos todos a mesma coisa: um Brasil melhor para todos, e não para o filho de um deputado, para a esposa de outro, ou para um neto de ainda outro. Tem que ser bom para todos. Precisamos estar unidos, cada vez mais, por representantes dignos dos seus cargos. E que a gente não desista nunca de impor a nossa voz. Eles são eleitos para nos representar. A voz que tem que ser ouvida nos microfones da democracia é a nossa! Sempre!”.
*Um pouco mais em cima do muro, Luciano Huck também veio a público se posicionar. O apresentador disse que “do jeito que está, está uma merda”, “para todos”. Segundo Huck, “o Brasil está precisando de novas ideias, novos caminhos, resignificar a palavra ‘política’, que hoje vem atrelada à corrupção, falta de boas práticas, falta de ética, falta de respeito pelo dinheiro público, falta de projetos inspiradores, faltas que não acabam mais”. Ele, no entanto, fez questão de ressaltar: “Não estou falando de fulano, sicrano ou beltrano. Estou falando do conjunto da obra”.
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